Eles brilham

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Boa leitura <3

(...)

As palavras de Khao pegaram First de surpresa.

Ele havia entendido certo ou o rapazinho havia acabado de confessar gostar da dor que ele estava lhe causando?

Kanaphan entreabriu os lábios tentando processar a informação recebida enquanto o recém apagado apenas sorria da feição surpresa do outro.

Mesmo após ter desmaiado e ter seu braço queimado, Khaotung não deixou se abalar. Suas provocações para com First não cederiam apenas por uma pequena intercorrencia.

– Por que está me olhando assim, pé grande? ficou tentado à me machucar mais? – questionou aumentando o sorriso que já estampava seu rosto.

O outro revirou os olhos bufando pela irritação que Thanawat lhe causava.

A preocupação que sentia há minutos sumiu no momento em que lembrou-se do quanto odiava o baixinho. 

Mas ainda assim não deixava de se perguntar o motivo do mal súbito do outro.

Era nítido o cansaço de Khao. Seus olhos fundos e sua pele pálida não os deixavam negar que algo estava o esgotando.

É claro que ele não ousaria perguntar o que se passava com o menor, não o deixaria vencer novamente.

Fingiria costume e posteriormente questionaria sua avó, buscando qualquer informação sobre o motivo do adoecimento de seu enfermeiro.

É claro que havia a chance da mulher sequer saber, ou lembrar-se do motivo, mas ainda assim à questionaria.

– Você é insuportável, realmente não sei como minha avó consegue gostar de você – insultou pegando qualquer pomada que encontrou no pequeno armário do banheiro.

– Ela apenas sabe apreciar uma boa companhia – contou vendo o outro espalhar o conteúdo branco e espesso por seu braço.

– Você com certeza fez lavagem cerebral nela, não é possível que ela realmente aguente sua companhia por todo esse tempo – provocou novamente – aliás! nem sei porquê estou fazendo isso por você! já está nitidamente melhor, faça isso você mesmo – entregou o pequeno tubo nas mãos do menor.

Sem ao menos dar tempo de revidar a provocação do outro, Khaotung foi deixado sozinho no banheiro com o remédio em mãos.

Amaldiçoou Kanaphan num sussuro com todos os palavrões que haviam em seu vocabulário e terminou de espalhar a pomada sobre seu braço à guardando logo em seguida.

Suspirou olhando-se no espelho notando o quão acabado estava, abriu a torneira lavando o rosto para tentar recompor suas forças e logo após deixou o banheiro já pronto para ir embora descansar por apenas 2 horas antes de voltar à trabalhar.

– Malee, eu já estou indo – contou fazendo uma pequena reverência para a senhora que ainda via-se confusa com tudo que havia se passado.

– Você está bem, querido? Não quer ficar aqui em casa? Você pode dirigir? – a mulher o questionou ainda preocupada com seu estado.

– Estou sim! Não se preocupe, não quero incomodar vocês – sorriu despedindo-se novamente.

– Fique conosco hoje, Fifi pode cuidar de você – a mulher insistiu novamente fazendo First estalar a língua no céu da boca em discordância com a ideia.

Se o rapaz, por algum motivo divino aceitasse o pedido e Kanaphan tivesse que passar mais algumas horas com o rapaz, e ainda por cima cuidando dele, certamente teria um surto.

– Obrigado pelo convite, mas não posso, ainda preciso trabalhar – sorriu sem graça em negar novamente.

– Você ainda vai trabalhar? – Malee questionou ainda mais preocupada com o rapaz que já parecia exausto o suficiente – Você tem tempo para dormir por acaso? – perguntou fazendo Khaotung ficar ainda mais sem jeito.

Assentiu com a cabeça tentando não à preocupar mais, mas, First logo percebeu que era mentira.

Sequer precisou questionar sua avó, Thanawat entregou tudo em suas mãos com apenas algumas perguntas.

– Você não dorme há quanto tempo? – Kanaphan meteu-se no assunto fingindo preocupação com o enfermeiro de sua avó que apenas apertou os lábios desejando que aquilo acabasse logo e que ele pudesse finalmente ir para casa descansar um pouco.

– Eu durmo, vocês acham que eu sou um vampiro? – brincou rindo forçadamente, o que não convenceu First.

– Se esse emprego for muito pesado pra você eu posso achar outra pessoa – Kanaphan provocou arqueando as sobrancelhas.

Khaotung pela primeira vez viu-se sem palavras diante de First. O emprego não era realmente pesado, mas sim, o conjunto de toda a sua rotina.

Kanaphan queria apenas um motivo para que sua avó desistisse de ter Khaotung como seu cuidador, e o baixinho sabia disso, e de acordo com toda a situação, o maior viu uma chance de retirar o menor do papel que ele havia assumido.

– Se você estiver muito cansado não há problema querido, podemos arranjar outra pessoa para tomar seu lugar – a mulher contou sorrindo fraco desanimada com a chance de perder o cuidador que tanto havia gostado.

– Não! Não.. – falou quase em desespero – eu estou bem gente – riu tentando passar credibilidade – Eu gosto de cuidar da senhora – contou apertando os lábios nervoso com a possibilidade de ser dispensado.

Agora que já havia achado uma nova morada não podia perder o emprego que havia conseguido apenas para pagá-la.

– Você tem certeza, Khaozinho? – First questionou provocando-o.

– Tenho sim – sorriu irônico pensando no que teria de fazer para que não houvesse outro ocorrido como o anterior – Agora preciso ir se não vou me atrasar, até amanhã – fez uma pequena reverência e deixou a residência.

– Por que você não namora ele Fifi? – a senhora perguntou após a saída de Khaotung fazendo Kanaphan rir em desespero.

– Vovó pelo amor de Buda! não! – exclamou negando com a cabeça.

– Ele é tão fofo e cuidadoso, ia fazer bem pra você – a senhora contou tentando fazer seu neto concordar consigo.

– Vovó, não – negou novamente achando a ideia completamente bizarra.

Como ele poderia namorar alguém tão insuportável como Khaotung? Apenas de pensar em beijá-lo fazia-o sentir ânsias.

– Por que não? Ele é uma graça, e eu acho que ele gosta de você – a mulher insistiu novamente.

– Por que você acha isso? – First questionou surpreso com a fala de sua avó.

– Os olhos dele brilham quando você está perto  –

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