Esquisito

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Oie :)

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Boa leitura <3

(...)

Kanaphan observava atentamente Khaotung que tinha o corpo jogado na cama logo ao seu lado. Podia ouvir a respiração pesada do rapaz tomar o ambiente e ver seu peito se movimentar rápido em busca de ar.

Um riso anasalado saiu da boca do maior achando cômica a situação em que estavam.

– Comecei a jogar hoje e você já perdeu, Thanawat – murmurou baixo provocando o menor que rapidamente se sentou para encará-lo.

– Eu perdi? – questionou ofegante – Você tem certeza disso Kanaphan? – jogou irônico tentando resgatar sua respiração.

– Você cedeu tão fácil que chega a ser engraçado – o maior provocou o olhando de canto e sorrindo fraco.

– Você tem certeza de que você apenas não fez tudo o que eu mandei? – riu buscando se controlar para não começar outra guerra entre eles.

– Eu te deixei tão excitado que você sequer pôde se conter, Thanawat – contou próximo ao rosto do menor arqueando as sobrancelhas sentindo-se vitorioso – admita que você perdeu, baixinho – provocou tocando leve os lábios do menor.

– Você sabe que eu não perco, Kanaphan – lembrou puxando-o pelos cabelos o fazendo gemer baixo – eu apenas te faço achar que ganhou – terminou deixando os rostos quase grudados.

Seu olhar desviava entre os olhos brilhantes e os lábios levemente inchados do maior que arfava por ainda ter seus fios puxados.

– Você está trapaceando, Thanawat – sussurrou sorrindo com a língua entre os dentes tendo seus olhos fixados na boca do menor.

– Shh – pediu dando um puxão forte nos cabelos do outro – fique quietinho – ordenou indo em direção aos lábios do maior que fechou os olhos esperando receber um beijo.

Khaotung abriu um sorriso ao ver o que First almejava e o afastou forte soltando os fios entrelaçados em seus dedos acabando com toda a expectativa que o outro cultivava.

– Acabei de provar que você apenas faz tudo que eu mando – riu ajeitando-se sobre a cama para que pudesse dormir enquanto First o olhava incrédulo.

– Vá deitar no chão, preciso dormir – ordenou dando um leve chute nas costelas do maior que ainda o encarava irritado.

– Não – recusou indo se deitar ao lado de Khao – Vá você deitar no chão, seu braço já está melhor – reclamou tomando o canto para si.

– Está irritado porquê eu não te beijei, fifizinho? – provocou virando-se de frente para o corpo de Kanaphan que tinha a feição irritada – Vem aqui que eu te dou um beijinho então – riu pondo um beicinho em seus lábios.

– Sério? – First questionou sorrindo parecendo muito animado aos olhos do outro.

– Não – riu aconchegando-se mais perto do corpo morno de Kanaphan – quando eu disse que não beijava quem eu não gosto é porquê eu não beijo mesmo – admitiu fechando os olhos sentindo-se até confortável demais em estar tão próximo ao maior.

– Você não beija mas chupa? – questionou rindo fraco – Você é realmente bem esquisito, baixinho – insultou tentando afastar o corpo do outro de perto de si.

– Deixe-me ficar perto, apesar de te odiar, você ainda é quentinho – admitiu ignorando o insulto do maior – agora cale a boca e vá dormir – ordenou dando um leve chute nas pernas de Kanaphan.

– Sempre tão delicado – reclamou virando-se de costas para Khao que aproximou-se ainda mais.

(...)

Na manhã seguinte Kanaphan acordou com os braços de Khaotung envoltos em sua cintura apertando-o forte contra si.

Tinha suas pernas emboladas as dele e sentia a respiração calma chocar-se contra a camiseta que vestia.

Involuntariamente ele sorriu sem ao menos saber o porquê.

Sentiu o coração esquentar e desejou ficar daquela forma pelo resto da manhã, mas, ao mesmo tempo repudiava-se por estar gostando tanto de estar próximo ao baixinho irritante.

Retirou o braço que o agarrava e escutou um gemido descontente logo em seguida – Fique quieto, Fifi – Khao pediu num murmuro envolvendo o maior em seus braços novamente.

– Me deixe levantar, preciso tomar água – admitiu insistindo em retirar o braço de cima de si.

– Hmm – gemeu – traga pra mim também – pediu baixo ainda sonolento.

Kanaphan levantou sem entender os atos de Khaotung contra si.

Já viu-se confuso na noite anterior quando o menor pediu para ficar próximo à si dando a desculpa de que seu corpo era "quentinho" e agora não queria deixar de abraçá-lo.

– Esquisito – murmurou deixando o quarto para poder saciar sua sede.

Adentrou a cozinha coçando os olhos tentando os acostumar com a luz forte do ambiente.

Colocou-se de frente para a pia ainda com os olhos cerrados e encheu um copo da água tomando-o logo em seguida, após, o encheu novamente para levar para Khaotung.

Quando virou-se para voltar para o quarto deu de cara com a pessoa que menos desejava ver.

Sentiu os pelos de seu corpo arrepiarem, seu coração acelerar e sua respiração ficar pesada.

O sono que ainda sentia pareceu sumir no momento que pôs os olhos no indivíduo que o olhava com curiosidade.

– Quanto tempo, filho –

Playing Games (FirstKhao)Onde histórias criam vida. Descubra agora