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Boa leitura <3
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Batidas leves na janela do carro foram o suficiente para despertar Khao que coçou os olhos e bocejou em desgosto.
Seu desejo era permanecer dormindo por tempo o suficiente para fazê-lo esquecer que estava sem casa e sem emprego.
– Khaotung? Por que você está dormindo aqui? – escutou o questionamento vindo do lado de fora do carro fazendo-o virar para ver quem o chamava.
– Eu realmente não tenho um único segundo de paz – murmurou descontente abaixando o vidro para que pudesse se comunicar com o do outro lado.
– Certamente porquê eu amo dormir em carros – reclamou cruzando os braços – O que você está fazendo aqui First? Não deveria estar cuidando de sua avó? – questionou ainda sonolento.
– Você é tão idiota que a pouca pena que eu me obrigo a sentir de você some no instante que você abre a boca – o outro insultou – ela que me obrigou a voltar para ver se você estava bem – contou apoiando as mãos sobre o capô.
– Como assim obrigou você a voltar? – perguntou ignorando completamente as palavras ditas anteriormente por Kanaphan.
– Passamos aqui mais cedo, vovó quis fazer compras e de dentro do taxi te vimos aqui – admitiu – depois que chegamos em casa ela me obrigou a vir ver como você estava. Então me diga logo como você está para que eu possa contar para ela – pediu inquieto desejando voltar para sua avó.
Khao viu-se em um dilema.
Não poderia contar sobre o quão sua vida havia decaído, podia? Se contasse eles sentiriam pena de si e tudo que ele menos precisava naquele momento era que sentissem pena. Mas ao mesmo tempo sentiu uma imensa vontade de contar todo o seu sofrimento à alguém, guardar toda aquela desgraça para si estava o engasgando.
Consequentemente, alguma hora aquilo iria explodir dentro de si, e podia acabar despertando os piores pensamentos dentro de sua cabeça.
Talvez compartilhar apenas um pouco de sua desgraça não fosse tão ruim.
– Sinceramente? Estou um lixo – admitiu rindo de si mesmo – não vê que estou dormindo dormindo um carro? que meus olhos estão inchados do meu choro recente e que minhas olheiras conseguem ser mais escuras do que a porra da noite? – contou arrependendo-se no mesmo segundo.
Sentiu os olhos marejarem e a garganta trancar, sua vontade de chorar era imensa mas não queria demonstrar fraqueza, não na frente de Kanaphan que o olhava com curiosidade.
Seria covardia da parte de First dizer que ele não sentiu o mínimo de vontade de, talvez, ajudar o rapaz que estava prestes à chorar em sua frente.
Pôde ver a dor escancarada no rosto de Khao junto ao completo desespero que os olhos exalavam, despertando ainda mais curiosidade em si.
Aquelas poucas palavras não eram o suficiente para entender o que de fato havia acontecido para que Thanawat estivesse naquele estado deplorável.
Kanaphan retirou-se do lado de Khao e sem a autorização do mesmo sentou-se no banco do passageiro buscando dar o mínimo de apoio que podia.
Por mais que o odiasse, no dia anterior pôde sentir o quanto sua avó realmente gostava do rapaz. E não poderia deixar o enfermeiro de sua avó destruir-se por completo.
Por mais que não gostasse de admitir, os cuidados do rapaz para com Malee eram incríveis.
Além de fazer tudo que ele havia pedido que fosse feito, Thanawat ia além de suas responsabilidades ao fazer a senhora sentir-se tão feliz que as vezes Kanaphan esquecia do quão difícil era lidar com ela antes.
– Me conte o que está acontecendo e o que posso fazer pra ajudar você – First pediu mesmo que à seu contragosto enquanto Khaotung o olhava incrédulo.
– E porquê você me ajudaria? – o outro questionou rescostando-se sobre o banco do carro fechando os olhos por um breve segundo.
– Porquê minha avó gosta tanto de sua companhia que seria idiotice eu deixar a felicidade dela de lado apenas para alimentar meu ódio por você – admitiu.
Thanawat suspirou tentando não cair em lágrimas novamente e abriu os olhos dando de cara com o olhar de First pousado sobre si que, por algum motivo que ele odiaria admitir, fez seu corpo queimar.
Por um segundo sentiu-se perdido pelos olhos que, agora, pareciam tão bonitos e convidativos.
– É tanta coisa que sem sei por onde começar – contou quebrando o contato visual intenso que estavam tendo.
– Que tal começar me contando o porquê de você estar dormindo no carro? – o outro pediu ainda com os olhos pousados sobre Thanawat.
– Simplesmente porquê fui despejado – contou rindo – eu tinha duas semanas pra sair, mas hoje de manhã quando cheguei do trabalho.. quer dizer.. do meu antigo trabalho – suspirou – Espera aí! Foi você não foi? – questionou sentindo a irritação tomar conta de seu corpo.
– O que? Foi eu o que? – o outro perguntou confuso com a drástica mudança de humor do outro.
– Foi você quem enviou aquele vídeo para minha superior! Pff!!! Nem sei como eu pude confiar em você! Por sua culpa agora eu estou sem emprego, sem casa e provavelmente vou ter que morar com meus pais que me odeiam! Está feliz agora? você realmente conseguiu ganhar pela primeira vez! Parabéns! – Thanawat exclamou alto dando pequenos empurrões no corpo de Kanaphan enquanto as lágrimas desciam por seu rosto.
– Ei! Se acalme! – pediu tentando cessar os empurrões que eram dados em si – Khaotung mas que porra tá acontecendo? Que vídeo? E porquê eu teria alguma coisa a ver com isso? – questionou firme segurando forte o outro fazendo-o olhar para si – Você está morando na rua? – questionou com a voz preocupada fazendo o outro desmanchar-se em lágrimas.
– Por que você fez isso? – Thanawat questionou entre soluços.
– Eu fiz o que? – Kanaphan perguntou ainda segurando os ombros de Khao.
– Você enviou o vídeo do dia em que eu te bati! – gritou com o desespero explícito em sua voz.
Kanaphan ficou boquiaberto com o estado caótico que o outro exalava. Era até preocupante vê-lo naquele estado.
Ele não sabia o que fazer para acalmar o rapaz que parecia completamente enlouquecido, tinha completa certeza de que Khaotung não acreditaria se ele negasse ter envolvimento com o vídeo enviado.
Então numa tentativa desesperada de tentar fazer o rapaz se acalmar, o puxou para perto de si e abraçou-o com força rezando para que aquilo funcionasse.
(...)
– Tenho uma surpresa pra você, Fifi! –
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Playing Games (FirstKhao)
FanficA rivalidade e o tesão andam lado a lado. Provoca quem sabe, resiste quem consegue. Contém violência, drogas (lícitas e ilícitas), sexo explícito. Pode apresentar gatilhos durante o desenvolvimento.
