Sim ou não?

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(...)


– Khaotung? – uma voz desconhecida soou próximo à eles fazendo-os se afastarem imediatamente.

Ambos olharam na direção do som percebendo um rapaz não tão mais velho que eles parado os olhando com curiosidade.

– Oi – Thanawat cumprimentou limpando a garganta sentindo-se minimamente envergonhado em quase ter sido pego beijando Kanaphan – Você é? – questionou percebendo o olhar desconfiado de First pousado sobre o outro.

– Me desculpe atrapalhar vocês, hm.. eu trabalho para seu pai, sou Awut.. nós.. éramos amigos quando crianças, eu não sei se você se lembra – sorriu leve desviando seu olhar para Kanaphan apenas por um segundo – E.. eu acho que já te vi antes – admitiu deixando o maior surpreso.

– Não me lembro não, me desculpe – Thanawat assumiu com um sorriso sem graça.

– Você me viu onde se nunca vim para cá? – Kanaphan questionou curioso logo após.

– Eu realmente não me lembro, mas tenho a impressão que já te vi antes – Awut afirmou dando de ombros sem ao menos olhar para First.

O maior havia notado que o desconhecido mantinha seus olhos apenas em Khaotung, e aquilo estava o incomodando mais do que gostaria de admitir.

Porquê olhava tanto para algo que era seu? Não haviam outros homens nessa cidade que ele poderia ir atrás?

Teve vontade de mandá-lo parar de olhar, porém, manteu-se em silêncio para não parecer grosso.

Permitiu-se apenas puxar Khaotung para perto de si deixando claro que ele era seu, e, apenas seu, ainda que não tivessem realmente um relacionamento concreto.

Thanawat o olhou surpreso, não esperava aquele tipo de tratamento na frente do rapaz, sequer entendeu o porquê da ação repentina. Mas não ousou afastar-se.

– Você é o namorado de Khao? – o homem perguntou curioso ainda secando o menor.

– Sim – Kanaphan respondeu de imediato sendo contrariado por Thanawat que no mesmo segundo negou.

Entreolharam-se.

Khaotung confuso com a afirmação e First irritado com a negação.

Não era possível que o baixinho não tivesse notado as intenções do rapaz.

– Nós somos? – Khaotung questionou com os olhos brilhantes.

– Hm, sim, nós somos – afirmou encarando Awut que parecia sem graça.

– Desde quando? – o menor perguntou fazendo First revirar os olhos num suspiro longo.

– Shh! Fique quieto – pediu num sussuro aproveitando que o outro agora olhava em outra direção – depois eu te explico – afirmou com a feição irritada.

Khaotung viu-se ainda mais confuso, mas aceitou.

Agora teria de apresentar First como seu namorado para seus pais, e, aquilo o amedrontava. Ainda que sua mãe tenha sido super receptiva, não havia visto seu pai.

E se ele não o aceitasse ainda? E se tratasse mal First apenas por ser seu "namorado"?

– Enfim – o outro falou puxando novamente a atenção para si – Seu pai pediu para que eu viesse te chamar, ele está lá fora – Awut afirmou deixando-os sozinhos.

Após ter a certeza de que o rapaz não os escutaria, Khaotung tiraria a sua dúvida do porquê de Kanaphan ter afirmado que eles namoravam.

– Me explica – ordenou fitando-o com os braços cruzados.

– Ele estava descaradamente te secando, com certeza ia tentar alguma coisa com você – reclamou revirando os olhos – Apenas fiz o que tinha que ser feito – afirmou virando-o de frente para si – agora anda, me dê o beijinho que você ia dar antes – pediu sorrindo apertando leve a cintura envolta por suas mãos.

– Ciumento – insultou deixando um leve selar nos lábios do outro que abriu um sorriso ainda maior.

– Não sou ciumento, apenas muito cuidadoso com o que é meu – afirmou fazendo o menor soltar uma risada.

– E quem disse que eu sou seu? – questionou em tom de brincadeira.

– Eu – assumiu deixando outro selar no baixinho que tinha seu rosto corado.

Khaotung suspirou preparando-se para enfrentar seu pai, que, sinceramente, era quem ele mais temia.

Ele sequer havia falado consigo no telefone. E se ele não os aceitasse como sua mãe? Certamente afogaria-se em lágrimas e voltaria para Bangkok no mesmo instante.

– Agora que você disse que namoramos para o funcionário do meu pai, precisamos fingir realmente namorar na frente dos meus pais – murmurou cabisbaixo – e realmente não sei como meu pai vai reagir, então, por favor, se ele for maldoso não tente me convencer à ficar, iremos embora no mesmo instante – ordenou com a mão entrelaçada à do maior que apenas sorriu concordando com seu pedido.

Seguiram para o local onde foram chamados, Kanaphan tentava acalentar o menor que era uma pilha de nervos.

Estava óbvio a ansiedade que ele sentia, ainda mais após o ocorrido anterior.

– Pai – Khaotung chamou apertando os lábios nervoso com a reação do mais velho ao vê-lo com First.

– Khao – o homem sorriu ao vê-lo e logo aproximou-se – Senti tanto a sua falta, meu filho – afirmou abraçando-o leve fazendo o menor soltar todo o ar que guardava.

Não esperava ser recepcionado daquela forma por seu pai que o ignorou por anos.

– E esse bonitão aqui é quem? – questionou sorrindo para Kanaphan que reverenciou leve tentando ser simpático.

– É o First – Khaotung apresentou – ele é neto da senhora que eu cuido e.. também é meu namorado – mentiu amedrontado.

– Você tem bom gosto igual a sua mãe – afirmou num sorriso – Eu tenho a impressão de que já vi ele antes – contou encarando o maior que apertava firme a mão de Khaotung.

– Aquele cara também disse a mesma coisa – Thanawat afirmou olhando para Kanaphan que sorria sem saber ao certo o que falar.

– E sua avó não veio junto? – O homem questionou curioso puxando-os consigo para sentar no banco que havia ali.

– Veio sim – First contou – Mas ela não estava se sentindo bem então foi deitar – explicou.

(...)

– Já sei de onde eu te conheço! –

Playing Games (FirstKhao)Onde histórias criam vida. Descubra agora