Acordei com o sol iluminando todo o quarto, droga! Tenho que apresentar cortina blackout para ele urgente.
Olho meu celular, 06:30 ótimo, nada melhor do que acordar cedo, não é mesmo? Errado, odeio acordar cedo, meu humor fica péssimo.
Desço, me espreguiço, como eu queria dormir mais, puxo a porta do banheiro e entro.
-Droga! Porque não avisou que estava aqui? Trancasse a porta, me privaria dessa cena!
Cubro meus olhos com as mãos.
-Claro, assim como você me privou do seu show ontem, quando caiu no banheiro e resolveu que era um bom lugar pra dormir!
Ele esta muito bravo, o observo em baixo da ducha, como veio ao mundo.
-A culpa é sua, me embebedou!
-Não, a culpa é sua, que não sabe a hora de parar!
-Já chega!
Grito, minha vontade e de esmurrar ele, vou até o box, abro e empurro ele com toda a força que tenho, e ele nem se move, olho pro seu rosto com um sorriso estampado, idiota!
-Acabou?
Debochado!
-Não! Eu odeio você, essa casa, essa merda de aliança!
-E o que mais? Joga na cara!
-Você é a pessoa mais detestável que já conheci, até seu cheiro me dá raiva, não suporto mais olhar sua cara.
Vejo seu olho vermelho, estaria chorando? É difícil dizer em baixo do chuveiro.
-Você precisa esfriar a cabeça Sofia.
Então ele pega minhas mãos e segura com um mão enquanto a outra muda a temperatura do chuveiro.
-Não! Não! Não!
Tento me afastar.
-Sim! Sim!
Antes que eu possa gritar ele me puxa para baixo da água, que estava fria, muito fria, tentei sair mas ele me abraçou por trás, prendendo meus braços.
-Você me paga! Ouviu? Seu idiota.
Grito, enquanto a agua me encharca da cabeça aos pés.
-Claro que ouvi meu amor, sempre escuto tudo que diz com atenção, só não levo a sério. Se não, você nem aqui estaria agora.
Ele tá rindo? Isso é uma piada agora? Droga, é da minha vida que ele está falando.
-Já pode me soltar!
-Se sente melhor?
-Me sinto ótima!
Ele me solta devagar, saio do box com minhas roupas pingando, tiro quase tudo menos o sutiã e a calcinha, não vou dar show completo pra ele.
Saio do banheiro, entro no closet e me arrumo, troco tudo que está molhado, visto um vestido justo ao corpo preto, me deito, pego meu celular.
Ainda quer me encontrar?
07:03✓✓
Ué mudou de ideia? 07:05✓✓
Pensei melhor.
07:05✓✓
Bora lá no Édi? Daqui a pouco abre
Lá 07:07✓✓
Perfeito!
07:08✓✓
Não me julgue, preciso relaxar, não sou de ferro, e já estou aqui a muito tempo, tanto que já até achei aquele monstro bonito.
Não existe opção melhor que Rodrigo, não pra mim.
-Falando com quem?
Dou um pulo, maldito.
-Não é da sua conta!
-É porque tá rindo pro celular?
-Oxi, quer controlar até isso?
-Me dá o celular aqui Sofia.
Levando, com cara de pensativa olhando sua mão estendida, e corro, saio do quarto correndo olho para os dois lados e desço a escada, entrando em uma porta qualquer, ficando de cara, com várias prateleiras de livro.
-Sofia!!
Da pra ouvir ele gritando por toda a casa, corro e me escondo atrás de uma enorme prateleira cheia de livros.
Tento regularizar minha respiração, se ele ver essas mensagens, desbloqueio o celular e começo a apagar.
-Me da isso aqui.
Do nada meu celular é tomado de minhas mãos, grito de susto. Não! Não! Eu não consegui apagar tudo, e agora?
-Falando com o Rodrigo? Me diz, o que é perfeito?
-O dia. Ele me perguntou como estava sendo meu dia, e eu respondi, perfeito.
Vejo sua sombrancelha se arquear.
-Sabe que não acredito em você né?
-Problema seu.
Pego meu celular de volta e saio andando para porta quando abro ouço sua voz baixa, e grave falando próximo a mim.
-Não se encontre com ele, Sofia, não fale com ele, não sei o que eu seria capaz de fazer, se visse ele encostar em você.
Olho para trás, ele está com as mãos na cabeça.
-Não sou sua, como a merda de um carro, ou uma casa. Podemos estar casados, mas isso, nunca será de verdade.
Saio de lá às pressas, não quero ouvir ele, nem sentir seu cheiro. Tudo nele faz meu estômago embrulhar.
Corro até o banheiro próximo a piscina, abro a tampa da privada e vômito tudo que restava no estômago. Ele vai acabar comigo.
Lavo a boca e me olho no espelho, me sinto um caco, arrumo o cabelo, volto para dentro da casa, vou ao quarto, pego bolsa, celular, coloco uma sapatilha, e corro para os portões.
De longe vejo dois seguranças, volto, olho a saída dos funcionários, por trás da casa, um segurança costuma ficar lá, mas está vazio agora. Corro e passo por ela, sorriu me sentindo uma espiã ou coisa assim.
Aceno para um táxi, quando ele para entro de pressa, passo o endereço da lanchonete do Edie, louca para sair daqui logo;
- É claro senhora.
Tenho que admitir, estou preocupada demais e se ele descobrir? Será que tem como ele saber onde estou indo, quero dizer ninguem me viu, ou assim espero, mas e se ele estiver me vigiando ou, sei lá, acho que estou paranoica. Desde que ele fez Rodrigo ser preso com uma acusação falsa de tráfico, eu não me encontrei com ele mais, e odeio George por isso, me afastar de quem amo com ameaças não vai me fazer gostar dele, mas agora ele está livre, e enquanto eu me mantiver aonde estou, rodrigo ira se manter assim.
-Chegamos.
-Assim claro, aqui o dinheiro, fique com o troco.
Já passa das nove da manhã, ele já deve estar aqui me esperando, desço do carro olhando para todos os lados, antes de entrar na lanchonete.
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Como posso te amar?
RomanceSofia se vê em um casamento que não quer, com um homem que odeia, e fará de tudo para acabar com ele. George gosta dela, de exibi-la, usou tudo que podia para tê-la e não deixará ir tão fácil. Poderia Sofia entender como poderia amar, quando seu co...
