Estou com um vestido lindo, todo soltinho e florido com uma sapatilha rosa bebe que o homem que descobri ser George, me trouxe para que eu pudesse ir para casa dele.
Quer dizer minha casa, pelo menos foi o que ele me disse, que somos casados a anos e temos dois filhos Victor e a pequena ainda no forninho.
-Pronta? Vamos, Amara está preparando um jantar maravilhoso para nós.
- Quem é Amara?
Coço minha nuca.
- Amara Carmim, nossa cozinheira. Entra no carro vamos para casa.
Olho para frente vendo a porta do carro aberta, entro.
- MAMÃE! Você gosta da amara agora? Ela é tão bonita.
Me viro para trás olhando o pequeno Victor preso pelo cinto de segurança.
-Gosto sim meu amor.
-Ebaaa a comida dela é tão gostosa.
George entra no carro logo estamos na estrada. Preciso descobrir sobre essa mulher, e porque eu não gostava dela. Posso não lembrar de nada mas algo dentro de mim diz que não devo ser vulnerável.
Alguns minutos se passam quando vejo belos portões brancos se abrirem por dois seguranças e uma mansão enorme se revelar na minha frente. E claro que, eu reparei na forma como os dois se vestem, que meu
"marido" tem dinheiro mas não imaginei que seria tanto.
Disfarso minha surpresa quando George me ajuda a descer do carro e começa a dar ordens aos seguranças sobre as malas.
Victor foi me puxando, assim que dei um passo para dentro da bela mansão alguns empregados apareceram.
-Senhora sou sua empregada pessoal. O senhor Gusmão nos informou da sua situação, meu nome é Amanda. Posso leva-la até seu quarto?
Tudo o que eu queria era comer, mas alguma coisa nos olhos dessa mulher me fez segui -la.
Victor sumiu com uma mulher que aparenta ser sua babá, subo alguns lances de escadas e finalmente entro em um luxuoso quarto, tudo é tão bonito tem...
- Senhora temos pouco tempo.
Desesperada ela tranca a porta e me puxa até a cama. Seja como for, somos íntimas porque a mesma senta bem próxima a mim.
-Como assim ?
- A senhora me alertou algum tempo quando me contratou, disse que o senhor Gusmão não deveria perceber nossa proximidade, e que se um dia tivesse algum problema com a memória novamente eu deveria alerta-la com o máximo de informações que eu pudesse, então aqui vai a mais urgente.
-O que? Eu já perdi a memória antes?
- Senhora não temos tempo. Amara está de volta. Quando a senhora não se dava bem com o senhor George e recusava ele em seu quarto ela foi sua amante e por isso a senhora a mandou embora da mansão e contratou a cida. Mas desde que fugiu do senhor outra vez, ele a buscou e demitiu a cozinheira que a senhora gostava. Tenha cuidado senhora.
Amante? Que confusão é a minha vida? Eu fugi? Droga!
-Sofia abre a porta!
Amanda me olha fazendo gestos com a mão apontando para a porta. Céus eu sou a Sofia.
-Ja vou descer, só um minuto.
Ouço seus passos se afastarem.
-Então eu fugi, ele ficou com raiva e a buscou, é isso?
Ela acena positivamente com a cabeça.
-Qual é meu nível de influência sobre ele? Quero dizer, o quanto ele tolera que eu faça aqui ?
-Há senhora! Ele faz cara feia, mas sempre a aceita de volta.
-Fique sempre próxima, vou precisar de você.
Saio do quarto e desço as escadas. Encontro uma mulher loira tão linda sentada ao lado do homem que diz ser meu marido. Os dois riem como velhos conhecidos, prontos para enganarem a burra que perdeu a memória.
- Ei docinho? Senta. Amara fez uma comida maravilhosa para nós.
-Cadê o Victor?
A loira me olha com um sorriso malicioso.
-Mandei uma refeição para ele no quarto. Achei melhor ter apenas adultos na mesa.
Me responde ironicamente.
Me sento encabulada. A cozinheira que está dando para meu marido se senta a mesa, mas meu filho come no quarto?
-Como vai senhora Gusmão? Soube que não anda bem da cachola.
Ela tem assim tanta intimidade comigo?
Olho para George que se mantém comendo como se nada estivesse acontecendo. Começo a entender porque fugi.
-E eu soube que é uma puta, procede?
Finalmente falo calmamente e aguardo sua resposta mas vem de alguém que eu não esperava.
-Sofia? Perdeu a memória mas não perdeu a capacidade de falar baixarias?
Começo a rir descontroladamente, ambos me olham como se eu fosse louca. Talvez esteja mesmo.
-Sabe marido, eu soube que perdi a memória tentando ir pra bem longe de você. Então não me provoque, porque perdi apenas a memória não as pernas.
Pego meu prato com os talheres dentro e com a outra mão o copo de suco que está divino.
-Uma coisa eu devo admitir, para um quenga você até que cozinha bem querida.
A mesma levanta dando a volta pela mesa enquanto me mantenho em pé segurando minha refeição.
Ela está vindo pra cima de mim? Sério? Dentro da minha casa?
Merda! Parece que não tenho muito respeito por aqui.
-Amara!
George dispara segurando o pulso dela a centimetros de mim.
-Mas, ela me ofendeu!
-Sai, agora!
Ela abaixa a cabeça e sai rapidamente da sala de jantar.
-E você Sofia, vamos ter uma conversa.
- Eu adoraria, mas tenho que comer bem e evitar estresse pelo bem do bebê.
Me viro e subo as escadas para meu quarto.
Me sento na cama coloco o suco no criado mudo e como tudo.
-Divino.
Digo chupando o molho nos meus dedos.
- Eu devo concordar com você docinho.
Olho para frente e lá está ele, tão bonito. Trancando a porta caminha até a cama se sentando ao meu lado.
-Vim esclarecer alguns pontos com você docinho.
Seus dedos apertado levemente meu queixo me fazendo olhar seus olhos, tão lindo e ainda sim, um marido traidor.
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Como posso te amar?
RomansaSofia se vê em um casamento que não quer, com um homem que odeia, e fará de tudo para acabar com ele. George gosta dela, de exibi-la, usou tudo que podia para tê-la e não deixará ir tão fácil. Poderia Sofia entender como poderia amar, quando seu co...
