30

6.2K 596 124
                                        

FIQUEI DE JOELHOS NO CHÃO FAZENDO carinho em Sol. Tom ainda estava atrás de mim, parado em pé.

-- Então era um gato, quer dizer, uma gata. Eu pensei que Sol era sua irmã -- o loiro diz e eu levanto com Sol em meus braços

-- Não, sou filha única. Mas ela faz parte da família -- falo vendo o garoto aproximar sua mão da gatinha, que fecha seus olhos com o carinho do garoto

Tom estica seus braços, segurando Sol no colo. O loiro se senta em minha cama, posicionando a gata em seu colo, continuando com o carinho. Ela parecia estar adorando aquilo, e então me sentei ao lado dos dois.

-- Não sabia que gostava de animais -- digo olhando para Tom

-- Como não? Convivo com meu irmão todos os dias -- o garoto diz e não consigo conter o riso

-- Tadinho -- falo e o loiro leva seu olhar até mim

-- Tadinho? Duvido que você diria isso se passasse um dia inteiro com ele. Ele não me deixa em paz, me cobra mais que qualquer outra pessoa.

-- May pareceu gostar dele. Eles tiveram uma longa conversa na lanchonete -- levo minha mão até a cabeça de Sol, que agora estava recebendo carinho de nós dois

-- Eu fiquei sabendo. Bill também pareceu gostar dela.

-- Espero que ele não a machuque, se não eu juro que corto todos aqueles fiapos do cabelo dele -- falo séria -- Já pode avisar pro seu irmão.

-- Calma, gatinha -- o garoto leva suas mãos um pouco ao alto -- Sem ameaças.

-- Não vou ser uma ameaça pra ele se ele não sair da linha -- completo

-- Pode deixar que passo o recado -- Tom diz dando um sorriso ladino, ainda fazendo carinho em Sol

-- Ótimo.

-- Não acha uma coincidência eu e ele termos conhecido você e sua amiga? -- o garoto diz olhando para mim, agora com as mãos livres pois Sol acabara de pular de seu colo, saindo do quarto

-- Não sei -- respondo retribuindo o olhar

-- Hum...eu e você moramos no mesmo planeta. Vai me dizer que isso também não é uma coincidência? -- o garoto diz me puxando para perto de si enquanto mexia seu piercing com a língua

-- Nossa, essa foi muito ruim -- digo rindo

-- Vai falar das minhas cantadas agora, gatinha?

-- Tenho melhores -- falo olhando para os lábios do garoto

-- Tem? Manda uma então -- ele diz em tom de provocação

Pensei em todas as cantadas que eu já havia escutado, e selecionei uma das melhores.

-- Então, além de me deixar sem ar, o que mais você faz? -- falo dando um sorriso

-- Quer descobrir? -- o garoto pergunta apertando minha cintura

Eu não sabia se era realmente aquilo que eu queria. Ter minha primeira relação sexual com alguém que mal conheço, e pior, com alguém que sei que se algo acontecesse, não significaria nada além de mais uma garota com quem ele passou uma noite. Mas, por outro lado, não custaria nada provocá-lo, já que ele vazia o mesmo comigo.

-- Uhum -- sussurro próximo do ouvido do garoto

Rapidamente, o loiro me levanta, me colocando em seu colo. Passo minhas pernas de cada lado de sua cintura, apoiando meus braços em volta de seu pescoço. O garoto desceu suas mãos de minha cintura até minha bunda, onde apertou. Comecei a dar beijos em volta de seu pescoço enquanto o mesmo deslizava suas mãos até minhas coxas. Eu sentia arrepios com o toque do garoto, mas aproximei novamente do ouvido de Tom

-- Boa noite, gatinho -- falo me levantando de seu colo, olhando para o garoto que agora me encarava

-- Boa noite?

-- Você tem que buscar seu irmão, e May também. Ela não pode voltar pra casa sozinha -- falo indo fechar a janela de meu quarto

-- Eles podem esperar, Emma. Ainda é cedo -- ele diz vindo atrás de mim

-- Pra vocês, mas eu e May trabalhamos amanhã. Temos que dormir cedo se não quisermos ser demitidas.

-- Gatinha, você trabalha de tarde.

Merda, ele me pegou.

-- May tem que cuidar do irmão dela de manhã, e eu tenho aula de violino -- falo puxando o garoto pelo braço, descendo as escadas

-- Tá me mandando embora? -- Tom para em minha frente

-- Não, estou pedindo educadamente para que você se retire -- falo dando um sorriso abrindo a porta

-- Certo, então. Mas antes... -- ele me puxa pela cintura, colocando uma de suas mãos em minha bochecha -- Sua cama é muito confortável, gatinha.

-- Obrigada. Sol e eu também achamos isso -- digo vendo a gatinha se aproximar de meu pé

-- Você tem sorte, Sol. Sua mãe também é uma gata -- o garoto diz se abaixando e chamando Sol, que se aproxima para receber o carinho -- Boa noite, Ross -- essa é a última coisa que ele diz antes que eu feche a porta






Ready? | Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora