Capítulo 14

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LAURA

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LAURA.

~x~

Nova York. 

2 Meses Depois.

Conforme os dias passavam, eu me forçava sempre a aceitar que precisava parar de pensar nela, mas a cada dia a saudade também aumentava, fazendo com que a tarefa de esquecê-la se tornasse impossível.

Impossível porque eu nunca havia sentido aquilo por ninguém.

Nunca havia pensado em uma mulher e nem em ninguém daquela forma, e ela foi a primeira.

A primeira pessoa a me mostrar que aquilo poderia ser tão bom, mas também tão doloroso. 

Era simples. Eu não conseguia parar de pensar nela. Nem com a ameaça de ter que, a qualquer momento, voltar a exercer minha profissão, ou seria expulsa de casa.  

Nem com a raiva que eu sentia dela, por ter me humilhado e gritado comigo na frente de tantas pessoas.  

Nem com as minhas amigas me dando apoio ou com a Shannon tentando me ajudar. 

A lembrança dela trazia mais desespero e dor do que eu podia aguentar, e sua presença fantasmagórica na minha rotina estava me deixando tão exausta que eu não tinha mais forças para tentar esquecê-la. Porque quanto mais eu lutava contra isso, menos eu conseguia. 

Eu simplesmente não conseguia deixar de pensar nela, e sempre me pegava lembrando de qualquer momento que tenhamos passado juntas. Quando isso acontecia, minha mente se deixava levar e eu mergulhava profundamente em lembranças que me traziam de volta o cheiro dela, o toque dela, o olhar dela. 

Todo dia. 

Todo maldito dia. 

Eu não conseguia parar de pensar nela, e isso poderia ser até aceitável se eu estivesse nesse dilema por alguns dias. Mas, agora, dois meses haviam se passado, e eu estava exausta de lutar contra mim mesma.  

Estava exausta de sonhar com ela e sentir uma decepção tão grande quando acordava. 

Exausta de me perguntar onde ela deveria estar a todo momento, se estava com outra pessoa, se ainda lembrava de mim.

Exausta de querê-la tanto, com tanta força, com tanto desespero. 

Eu estava exausta, dilacerada e completamente sozinha. 

Tinha muito a agradecer a Shannon por suas atitudes. Ela me permitiu pagar apenas dez programas por dia, já que era raro qualquer garota da casa conseguir mais do que isso por noite. Além disso, se manteve retirando somente a percentagem dos lucros que cabia a ela, o que me fez não ir à falência imediatamente. 

Eu devia tudo isso a ela, mas nada poderia me tirar do estado em que eu me encontrava agora. 

  Um estado deplorável de depressão profunda, onde poucas coisas além de sede, fome e uma bexiga cheia me faziam levantar da cama.  

Addicted - Sáfico |  G!PHistórias para pegar e não largar. Descubra agora