Um romance sobre duas garotas.
Heather Colemann (Interssexual) é uma grande empresária que mexe com grandes negócios.
Laura Clark Rampsey é uma prostituta de luxo, que apesar de se sentir extremamente mal por isso, não encontra uma saída para sair d...
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LAURA. ~x~
Aos quatro meses Ísis desenvolveu a capacidade de dar gritos agudos e muito longos de excitação.
Ela fazia isso quando algo a agradava muito, o que significava que toda vez que a Heather chegava do trabalho minha dor de cabeça aumentava, porque nossa filha parecia uma tiete da própria mãe.
- Eu também estou feliz em ver vocêêê...
Comecei a pensar que aquela situação era um pouco injusta.
É claro que a Ísis tinha que gostar mais da mãe dela: Ela tinha como sentir mais saudades dela, já que ficava o dia inteiro sem vê-la e, no final do dia, tudo que ela fazia era diverti-la.
De mim ela já não aguentava nem mais ver a cara, mas bastava ouvir a voz da Heather que seu pequeno mundo virava um parque de diversões com pôneis voadores.
- Você tem drogado a nossa filha? Não é possível ela ficar tão feliz assim em te ver.
Ela fez cara de "vai tomar no cu" antes de responder de maneira seca:
- É claro que é possível. Ela gosta de mim. Não é, minha coisa linda?
Ela respondeu à sua pergunta com um "iiih aaah".
- "Lin-da".
- "Iiiih aah". - Ela repetiu, se agarrando no rosto dela com uma mãozinha em cada lado e observando hipnotizada o movimento de sua boca a um centímetro de distância.
- Ela vai estar falando "progenitora" antes de conseguir falar "mamãe". - Balbuciei meio enciumada, mas bastante interessada nas duas.
- Ela vai ser uma gênia!
- "Eeeh iahhh".
Aos cinco meses Ísis era só bochechas e dobras.
Seus olhos estavam se destacando cada vez mais, o que a tornava cada vez mais bela.
Se antes ela sorria abertamente para a mãe, agora eu jurava que podia ouvi-la gargalhando das palhaçadas que ela fazia.
Quando a Heather que apresentou o piano a ela, seu mundo pareceu se transformar.
A partir daí nenhum dia podia ser passado sem que ela tocasse alguma coisa para ela.
Como seus dedinhos ainda não tinham força suficiente para apertar a tecla e tirar algum som dela, ela se contentava em ouvir qualquer melodia que saísse dos dedos da mãe, sentada no colo dela.