Capítulo 51

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LAURA

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LAURA.
~x~

O que seria uma visita rápida, apenas para dar um "alô", se estendeu por algumas horas.

Talvez porque Katherine estivesse lá, tagarelando sobre sua gravidez e tudo que já havia aprendido com ela.

Ou talvez porque Rose insistisse para que ficássemos para o lanche da tarde, como um pretexto para manter ali a família reunida.

Ou então porque não queríamos ir embora mesmo, como se uma força invisível nos prendesse ali e fizesse com que não quiséssemos ir a nenhum outro lugar ou estar na companhia de mais ninguém além daquelas pessoas.

Mas como Heather precisava saber o que havia sido feito da nossa bagagem (já que eu não sabia sequer sob a responsabilidade de quem elas estavam), saímos de lá às 19h em ponto, mesmo que Rose insistisse para que dormíssemos por ali.

- Amanhã nos vemos outra vez, mãe. Estamos realmente a dois quarteirões de distância. São menos de cem passos.

Mas como, na cabeça doentia de Heather, caminhar era uma tarefa excepcionalmente perigosa para uma grávida, ela não abriu mão de mais um uber até a nossa casa.

Resolvi não contrariá-lá, talvez porque eu realmente estivesse cansada e com dor nas costas.

Chegamos um minuto depois.

Já estava quase escurecendo.

Paramos em frente a um portão de ferro cheio de detalhes, que foi aberto imediatamente por Heather.

Ao passar por ela, entramos em um jardim, e mesmo que fosse difícil enxergar bem, eu sabia que era grande - embora modesto, se comparado à casa dos Colemann.

- Pode esperar um minutinho aqui? Tenho que fazer uma coisa. - Heather apertou minha mão com carinho, falando ao pé do meu ouvido.

- Depende. Você vai voltar? - Perguntei de maneira retórica, sentindo o cheiro maravilhoso da grama me tomar por todos os lados e me fazer quase entrar em algum tipo de transe.

Ela riu.

- Um minuto.

E dizendo isso, caminhou para frente.

Segui sua silhueta com os olhos, e foi só quando Heather sumiu atrás de uma parede que me dei conta de que havia uma casa logo à nossa frente.

Mas era difícil descrevê-la, já que a noite começava a cair aos poucos.

O barulho de grilos estava alto.

Outra vez, inspirei com força para sentir o cheiro do mato fresco.

Junto com ele, pude sentir também o perfume de algumas flores noturnas. Eram doces.

De um doce intenso, quase místico. Outra vez me senti bem.

Addicted - Sáfico |  G!PHistórias para pegar e não largar. Descubra agora