Capítulo 58

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Avisinho básico, já terminei de escrever a história inteira e digo que oficialmente está chegando ao fim :(

Não sei como vai funcionar os dias de postar mas prometo que vai ser logo.

Boa leitura <3.

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HEATHER

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HEATHER.
~x~

Assim que chegamos no hospital, me deparei com a difícil tarefa de parecer normal.

Eu havia prometido acatar ao pedido da Laura, repetido exaustivamente durante todos os 15 minutos de viagem (que, em condições normais, deveriam ser feitos em meia hora).

"Não faça um escândalo".

"Seja normal".

"Nervosismo é uma coisa. Pânico é outra".

- Boa noite. Minha mulher entrou em trabalho de parto e precisa ser atendida. - Comecei, tentando engolir o grito para as três mulheres da recepção.

Como imaginei que elas não me levariam a sério, me apressei em adicionar:

- O obstetra mandou que ela viesse o mais rápido possível.

Uma das mulheres, talvez notando a força que eu fazia para não explodir (ou talvez notando que Laura estava mesmo em trabalho de parto) se apressou em conseguir uma cadeira de rodas em algum canto ali perto da recepção.

Ajudei-a a se sentar com cuidado, e uma nova onda de contrações a atingiu.

E cada vez que seu rosto se contorcia eu tinha vontade de socar alguém ao meu lado por não fazer nada para que a dor dela passasse.

- Vocês têm que preencher alguns dados desse formulário... - Uma delas começou, claramente não entendendo a situação.

- Eu preencho o que você quiser, mas coloque a minha mulher em um quarto primeiro!

- Vocês são o casal do Dr. Lewis? - Uma outra mulher perguntou.

- Somos.

- Ele já está esperando. Vou levá-las até lá.

Tudo que tivemos que fazer foi andar por um longo corredor - Laura na cadeira de rodas, eu (com um formulário nas mãos) e a recepcionista caminhando -, entrar em um elevador e chegar a uma sala verde-bebê enjoativo com um cheiro de remédio e extremamente fria, o que só piorava meu nervosismo.

E mesmo sendo tudo o que tivemos que fazer, a coisa toda pareceu demorar mais do que tinha que demorar.

Laura não deixou escapar nenhum som.

Ela parecia querer manter suas dores em silêncio, mesmo que suas contrações ficassem mais constantes e aparentemente mais fortes a cada minuto.

Sem saber o que fazer para ajudá-la, e tendo certeza que nada do que eu tentasse surtiria efeito, apenas fiquei ao lado dela o tempo todo, repetindo coisas como "tudo vai dar certo" e "já estamos chegando".

Addicted - Sáfico |  G!PHistórias para pegar e não largar. Descubra agora