Um romance sobre duas garotas.
Heather Colemann (Interssexual) é uma grande empresária que mexe com grandes negócios.
Laura Clark Rampsey é uma prostituta de luxo, que apesar de se sentir extremamente mal por isso, não encontra uma saída para sair d...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
HEATHER. ~x~
- Nós conseguimos. - Ele finalmente falou - Ela vai ficar bem.
O peso esmagador que comprimia meus pulmões se dissolveu em um estalo, quase doloroso, e então eu senti que podia respirar outra vez.
Mais do que isso, o alívio que senti foi tão grande que, possivelmente, me desequilibrei.
Ao sentir os braços do Dr. Lewis se firmarem nos meus, fiz a primeira e única coisa que achei certa, por mais que soasse até um pouco patético.
- Obrigada!- Falei, abraçando-o com desespero, como se ele tivesse acabado de salvar minha própria vida. - Muito, muito obrigada!
- Não há de quê... - Ouvi-o dizer, e quis respondê-lo que havia muito, MUITO pelo que agradecer.
Mas ele não entendia. E eu não fazia questão de explicá-lo.
- Como ela está?
- Sedada. - Ele respondeu de maneira simples - Ela perdeu muito sangue, nós tivemos que correr. É o que chamamos de choque hipovolêmico. O coração dela não estava distribuindo sangue suficiente para os outros órgãos, mas nós conseguimos controlar a hemorragia. Está tudo bem agora.
Está tudo bem agora.
- Eu tenho que vê-la. - Falei de repente, me livrando dos braços do médico e já caminhando, um pouco bambo, pelo corredor.
- Heather, ela está sedada. - Ele repetiu, segurando meu ombro e me impedindo de prosseguir.
- Não importa. Eu tenho que...
- Tem muitos médicos lá dentro terminando o procedimento. - Ele insistiu. - Você não pode entrar...
Encarei-o de maneira séria, mesmo ainda estando um pouco atordoada.
É claro que ele não entendia tudo que eu estava sentindo, mas ao menos uma coisa ele tinha que entender:
- Eu PRECISO vê-la.
Ele suspirou, largando o meu ombro logo em seguida.
- Ok, Heather. - Ele finalizou, derrotado - Só espere mais um pouco. Troque de roupa e espere lá fora. Quando ela já estiver em um quarto, eu te aviso. Tudo bem?
"Bem" não estava.
Mas era melhor do que ficar sem vê-la.
Por isso, tirando forças unicamente da minha vontade em estar ao lado dela outra vez, fiz como ele pediu, voltando a vestir minhas roupas de antes, secando as lágrimas e saindo para o corredor onde, para minha surpresa (porque eu tinha esquecido do resto do mundo), meus pais ainda me esperavam.
- Graças a Deus! - Minha mãe exclamou assim que me viu, correndo até mim e me abraçando.
Senti um nó apertando minha garganta, mas o ignorei.