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Já era tarde da noite e Stella não conseguia dormir, virava de um lado.pata o outro na cama e parecia que o tempo todo estava sendo espetada por espinhos secos e doloridos. Já fazia alguns dias desde quando falou a última vez com Adonis, sabia que a maioria das missões que ele ia eram acima de secretas, mas mesmo assim, achava injusto que ele não desse sequer sinal de vida.

A princesa bufou alto e nervosa pela boca se sentando sobre os joelhos e praticamente começou a socar os travesseiros tentando força-los a ficarem macios, ia dando mais um soco quando esticou a risada grossa e melódica baixinha.

— O que o pobre fez para você? — o macho pergunta.

Ela se vira rapidamente para trás vendo Adonis parado em meio ao seu quarto, sombras em volta, a luz da lua iluminando a beleza clássica e cruel do macho que estava de mãos para trás e vestindo a armadura preta de couro que o deixava ainda mais lindo. Stella não disse nada, apenas abriu um grande sorriso e soltou uma risada saltando da cama e correndo até o amante que a recebeu agora de braços abertos a envolvendo com eles e recebendo o beijo cheio de saudade que a princesa agora o dava.

As mãos trêmulas de Stella seguravam os fios ruivos escuros dos cabelos curtos de Adonis, desciam até a nuca dele enquanto aprofundaram mais o beijo fazendo sons molhados e altos ecoarem pelo quarto. Ela tremia não só pela euforia de estar nos braços dele e o beijando, mas sim pq estava na pontinha dos pés para alcança-lo e como se Adonis lesse sua mente ele passou os braços por sua cintura a erguendo do chão e sem retirar a boca da dela, sem afastar a língua que se entrelaçava quente na dela.

Mas, ambos precisavam respirar e tiveram de se separar, mas mantiveram suas testas unidas.

— Onde você estava? — perguntou Stella segurando o rosto dele entre as mãos.

— Em algum lugar no continente — ele respondeu a abaixando fazendo com que a princesa agora ficasse com os pés sobre os dele e ela abriu os olhos violeta estrelados o fitando.

— Eu senti sua falta — ela disse baixinho e ele sorriu de canto.

— Eu também, e é por isso que vim direto para cá ao invés de ir para a minha casa — Adonis fala com voz como um ronronado. — É torturante ficar longe de você.

A fala fez com que ela abrisse um largo sorriso.

— Ainda bem que veio direito até mim — disse Stella mordendo o lábio inferior e olhou na direção do closet por cima do ombro fazendo com que Adonis também olhasse naquela direção e voltou voltou a olha-lo.

— Não — ele diz a olhando e fazendo com que Stella erguesse as sobrancelhas.

— Não? — questionou e ele deu um pequeno sorriso.

— Não aqui — ele diz a fazendo inclinar a cabeça para o lado fazendo o cabelo negro e longo ficar pendurado.

— Onde então? — ela pergunta.

Adonis leva o dedo indicador até a alça fina da camisola purpura e transparente da princesa deslizando.

— Você vai ver — ele diz descendo as mãos até as pernas de Stella e a puxou para seu colo a fazendo dar um gritinho que foi calado pelas próprias mãos da princesa que cobriram a boca.

Stella entrelaçou a cintura dele com as pernas e o pescoço dele com os braços enquanto Adonis andava até a sacada do quarto dela e então levantou vôo para o céu e numa distância bem segura da casa do rio ele os atravessou.

Quando as sombras se dissiparam, Stella agora via que estava num charmoso apartamento.

O espaço todo era aberto, quarto, sala e cozinha juntos e uma vista perfeita para o mar por grandes janelas do chão ao teto. O ambiente todo estava iluminado por velas, a cama de casal grande feita para eles, um lustre de ferro pendia do pé direito alto, no chão tapetes de pele, estantes com livros contra a parede, plantas verdes decorando o ambiente.

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