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No meio da trilha, Stella estava realmente se arrependendo daquela ideia de retiro na natureza por alguns motivos:

1- Estava com os pés doloridos.
2- Estava fedendo e suada.
3- Os mosquitos a estavam comendo viva.
4- Ter Adonis como companhia foi uma péssima ideia por que ele era sádico.

Já era meio da tarde quando o macho os deu folga perto de uma nascente de água pura onde ele encheu o cantil dela e o dele. Jogou a garrafa prata na direção dela que a pegou no ar e abriu a tampa rapidamente e começou a beber freneticamente.

— Minha nossa — disse Adonis rindo antes de levar a boca do cantil a dele e Stella o olhou semicerrando os olhos.

— O que foi? — ela perguntou irritadiça.

— Achei que fosse mais resistente — ele disse depois de dar vários goles na água.

— Eu sou resistente, passei pelo Rito de Sangue, assim como você — ela disse voltando a beber água e Adonis a analisava.

— Ah sim, é verdade, mas parece que não foi muito bem — ele disse e ela o olhou novamente irritada.

— Eu quebrei a perna, por isso, Nikos me deixou naquele ponto da montanha até acabar o Rito e continuou — disse Stella. — Por sorte foi só um dia antes.

— É, por pouco Nikos não se tornou Carinthyan — disse Adonis se sentando numa rocha próxima a ela. — E você foi bem.

— Obrigada — ela disse com um sorriso gracioso.

— Disponha — ele disse fechando o cantil. — Agora vamos.

— O que? Não faz nem dez minutos!

— Temos até o fim da tarde para chegar ao acampamento, vamos — Adonis se levantou e ela fingiu um choro, mas o seguiu e então logo estava novamente naquela trilha dos infernos, uma trilha que segundo o macho era uma das mais fáceis, um grande mentiroso.

***
O sol já estava quase se pondo, as bestas acordando e começando a rugir pelas florestas de Illyria e Stella estava exausta, se aparecesse um daqueles monstros não seria capaz nem de transformá-lo em pó de tão cansada que estava. Ela sequer conseguia manter a cabeça erguida, estava quase rastejando e desatenta, tanto que bateu com a cabeça contra a mochila de Adonis que havia parado em sua frente.

— Au! Avise quando for parar! — ela disse passando a palma da mão no nariz.

— Você quem deveria estar atenta — ele respondeu a olhando por cima do ombro e da asa. — E, nós chegamos.

Stella ergueu as sobrancelhas e andou até o lado o macho parando ali e vendo a paisagem. O queixo dela caiu ao ver uma cratera, uma escada de madeira que descia até o solo de pedras lá em baixo e no meio dela um lago azul cristalino e uma cachoeira que caia pela encosta da cratera, outro lado eram algumas piscinas de águas termais de saiam fumaça e de cor azul esverdeada.

— Nossa... — ela disse. — Como nunca me trouxeram aqui? Canalhas.

Adonis soltou um riso pelo nariz.

— Você foi criada de uma forma diferente — ele disse e Stella o olhou. — Forte, independente, mas sem a coisa de illyrianos que se enfiam no mato brincando de sobreviver.

— É... — disse Stella colocando a mão num tronco cortado. — Depois do que passei hoje agradeço passar tanto tempo brincando de boneca com Lissa.

Os dois deram risada e então Adonis soltou a corda que dava a volta na cintura dele e depois fora até Stella soltando a dela.

— Vamo, temos pouco tempo para montar o acampamento e fazer uma fogueira — ele disse indo a frente.

Corte de Estrelas Caídas Onde histórias criam vida. Descubra agora