A Traição

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Os sinos do castelo começaram a tocar, indicando que o rei havia morrido.

— O que está acontecendo? — Helô perguntou sem entender nada.

— Recebemos cartas de que você estaria tramando a morte do Stenio, ele se negou a acreditar, mas agora ele morreu e tudo leva a crer que foi você...— Guerra falou rápido trancando a porta do quarto dela.

— o Stenio nunca disse nada... — Helô respondeu.

— Ele não acreditou, mas  tem seu selo em varias cartas. Além disso, uns dias atrás, recebi uma carta do Moretti e da Guida dizendo que nunca pediram para o Stenio ir pois Moretti nunca esteve doente, envie um barco de busca mas chegaram tarde....

— Como assim? — Helô não entendia. — Por que você não me disse nada?

— Eu tinha esperanças de... mas houve um terrível naufrágio, ninguém sobreviveu...Eles encontraram isso... — Ele entregou o medalhão de Stenio com a inicial dela e a data de casamento deles.

— Rainha Heloisa, abra em nome do conselho! —  Eles ouviram um dos guardas bater na porta.

— Ari reuniu o conselho com mais provas, Lais não é mais chefe do concelho, acusaram ela de ocultar provas para te proteger, Ari é o novo conselheiro chefe — Guerra falou.

— Eu não vou sem meus filhos.  — Helô  disse.

— Eles são os herdeiros, você não pode levar eles! — Guerra respondeu.

— Se mataram o Stenio e estão me incriminando, vão matar eles também....— Helô  falou indo para a passagem secreta e Guerra cedeu.

Eles correram pela passagem secreta e pegaram as crianças, depois saíram para fora do castelo pela outra passagem que tinha no quarto das crianças.  Ouviram que tinham arrombado as portas do quarto de Helô e Stenio. Eles correram pela floresta em cavalos com os guardas perseguindo eles, então eles conseguiram se esconder por um tempo descendo dos cavalos e continuando o percurso a pé. Depois voltaram a correr, conseguiram chegar na casa do rio, lá tinha um bote.

— Eu não posso deixar vocês fazerem isso....—  Uma voz familiar falou.

— Mamãe o que está acontecendo?— Drika perguntou.

— Eu estou com medo...— Jota disse, Helô se colocou na frente dos filhos e Guerra na frente dela.

— Ari, o que você quer? — Helô Perguntou.

— De você?? Só a morte, não posso acreditar que você tenha orquestrado a morte do seu marido! — Ele disse rindo.

— Eu não fiz nada, sou inocente e vou provar! —  Ela falou.

— Então volte! Mas eu já adianto, eu sou no novo chefe do conselho e não acredito em nenhuma palavra sua... — Ari falou rindo.

— Vai Helô... e seguro ele... —  Guerra disse e os dois começaram a duelar.

Helô colocou os filhos no pequeno bote e entrou, em lágrimas começou a remar o mais rápido que conseguia sem saber para onde ir, os sinos e a fumaça indicavam que definitivamente o rei estava morto. Estava muito escuro, ela não conseguia ver nada, nem a direção que estava remando, até que o bote começou a ir muito mais rápido que ela estava remando.

Ela ouviu o barulho da queda d'agua e percebeu que estava indo em direção a queda do rio. Nesse momento o céu começou a clarear indicando que o dia estava amanhecendo, sabendo que eles não tinham muitas opções,  Helô viu que o rio tinha dois caminhos.

— Vocês lembram quando o papai ensinou vocês a nadar? —  Helô perguntou e as crianças balançaram a cabeça que sim. —  Muito bem, quando a mamãe mandar, vamos pular e vocês nadam muito ok?

Amor IrrealHistórias para pegar e não largar. Descubra agora