Capítulo 7: No limite.

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—Fica na ponta direita— ouço a voz da loira através do fone.

—Como eu consigo te ouvir sem usar minha super audição? — questiono me posicionando.

—Ciência querida! — responde convencida— Muita física envolvendo ondas mecânicas que vão direto para os seus tímpanos direto dos fones do seu traje.

—É um pouco impressionante— minto, talvez isso seja bem mais legal do que eu admito.

—Só um pouco?

—Com certeza— ouço uma risada fraca. — O que quer que eu faça?

—Usa sua super-força e a super velocidade para tentar derrubá-lo.

Estamos em uma área aberta, com uma vasta visão da cidade, a área plana está coberta por cimento. O local é grande, e do lado esquerdo, mais afastado, há um pequeno cômodo vazio, em que Melina está alocada com seus equipamentos.

O que importa é que eu estou em uma ponta, enquanto o robô na extremidade oposta. Como dito pela loirinha, ele tem um metro, nas cores preta e cinza, ele tem até braços e pernas mecânicos, e a cabeça é bem de robô mesmo com um formato redondo e aparelhos conectados para formar um rosto com olhos, nariz e boca.

—Isso é estranho— admito franzindo a testa

—O quê?

—Isso é literalmente um robô mutante.

—E você uma humana passarinho. Achei bem justo— diz rindo.

—Hahaha muito engraçado— reviro os olhos.

—Inclusive temos que pensar em um nome para você.

—Me chamo Alessa se ainda não percebeu.

—Não! Estou falando para sua persona com poderes, pois depois desse dia você nunca mais vai querer esconder seus poderes! — a animação é transparente pela sua voz.

Pelo visto ela é mais uma otimista como a Elise.

—Uma semana— ela continua— Seja uma heroína por uma semana, se não quiser nunca mais falarei sobre isso, se quiser é só continuar.

—Você me trouxe aqui para treinar seu brinquedinho e não me fazer virar uma heroína, e vamos logo com isso antes que eu desista— aviso me posicionando.

—Sabe lutar?

—Defesa pessoal apenas.

—Isso vai ter que dar agora. Olha, em três vou ligá-lo, e você irá atacar, tudo bem?

—Tudo bem.

—3...— começa a contagem— 2...— aproximo da máquina— 1.

Uso minha super-força para atingir um soco no aparelho. Que permanece intacto, no entanto é jogado para longe.

—Se eu quebrar vou ter que pagar? — questiono irônica.

—Nem mesmo o trabalho de uma vida sua pagaria um braço dele— ela solta uma risada anasalada e eu suspiro em desgosto— Me desculpa— ri baixo.

—Só vamos acabar logo com isso.

Vou até o aparelho e me direciono para atingi-lo novamente, no entanto ele ergue um escudo e se fixa no chão.

—Pelo visto seu brinquedinho resolveu reagir.

Tento atacá-lo mais algumas vezes, mas todas sem sucesso. Eu ataco pelo lado e ele se vira e me detém, por trás ele se defende também. Realmente é um robô de defesa, já que em nenhum momento tentou me atacar.

Mrs. VênusHistórias para pegar e não largar. Descubra agora