Capítulo 20: Crises.

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Sinto meu corpo cansado deitado sob uma cama confortável. Com um conforto conhecido.

A iluminação beija o meu rosto e me obriga a abrir os olhos.

Está de manhã. Passo a visão sob o lugar. Estou... na casa dos meus pais?

Me levanto bruscamente e sinto uma leve tontura.

Eu devia estar com a Melina...

Ouço três batidas à porta. E ela se abre.

—Olá. — diz a figura mais velha de fios pretos entrando.

—Oi Dayane. —respondo seca.

Seus olhos azuis me fitam e analisam.

—Como eu vim parar aqui? — sou direta.

—Coma algo primeiro, trouxe seus favoritos. — desço a visão e vejo uma bandeja em suas mãos. Com um enorme pedaço de bolo de chocolate, e um copo de suco de uva.

Minhas manhãs favoritas era quando eu encontrava isso na mesa...

—Estou sem fome. — minto.

—Sei que está mentindo. Deixarei aqui para você comer quando desejar. —responde colocando sob a mesa do lado.

—Como me encontrou?

—Sente-se. —ela pede se sentando na minha cama e dando duas palmadas ao seu lado.

—Seja direta. —mantenho a postura me virando para olhá-la

—Coloquei um rastreador no seu pescoço.

—Você o quê?!

—Na adolescência você vivia sumindo pela noite. No início achei que estava se envolvendo com alguém.

—Você é louca?!— a interrompo incrédula.

—Mas depois percebi pelos locais em que eu te encontrava, que você sonhava com algo, saia por aí e simplesmente desmaiava.

—Não posso acreditar que nunca me contou isso!

—Estava exausta de virar a noite te procurando por aí, então implantei um rastreador em você.

—E por que eu não me lembro disso?!— questione me jogando na cama.

—Não sei. Eu tentava falar com você pela manhã, mas aparentava não saber. Sonambulismo provavelmente. Então desisti de tentar entender e apenas solucionei. Mas depois de você conhecer a Maya isso cessou. Achei que tivesse se livrado disso.

—Minha mãe é uma completa maluca. —digo para mim fitando o teto.

—Só quando preciso. Achei um problema e solucionei. Fiz o melhor para você. —é fria em suas palavras.

—Deveria ter me contado que tenho um aparelho rastreador no pescoço!

—Não podia correr o risco de seus surtos voltarem e você simplesmente acordar por aí. É perigoso.

—Você é perigosa! —me sento irritada.

—Só quando preciso. E como imaginado aconteceu de novo.

—Como sabia que eu estava perdida?

—Uma mulher me ligou perguntando por você. Falou algo sobre promessa, você estar estranha e ter sumido. Então fiz o meu papel.

—Preciso ir atrás dela. —me levanto.

—Não antes de solucionar isso. O que aconteceu?

—Não vou falar disso com você. —rio cínica.

Mrs. VênusOnde histórias criam vida. Descubra agora