78- Jura de mindinho

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Durante o caminho de volta Khai ainda o chamou algumas vezes de Max e isso estava o deixando particularmente incomodado, como ele não reconhecia o seu perfume? Sua pele? E por que Max?

- Obrigado! - Teh se despede do motorista do aplicativo enquanto abre o portão da casa com certa dificuldade já que Khai estava pendurado em seu pescoço

- Água... Khai precisa de água...

Teh se assusta com a voz repentina do rapaz que se ajeitava e ficava em pé ao seu lado como se nada tivesse acontecido

- Senta-se no sofá que vou buscar pra você...

Teh ajeita o corpo do outro no sofá e vai até a cozinha rapidamente voltando com uma garrafa

- Vamos abra a boca... - Teh está a todo custo tentando fazer o outro beber água mas as tentativas eram em vão - vai me fazer te obrigar abrir a boca?

Essa última frase saiu quase como um sussurro próximo aos ouvidos de Khai que abriu os olhos lentamente junto aos lábios que se descolavam para receber o líquido que lhe era oferecido

- Bom garoto!

Khai permanece olhando para a figura a sua frente sem acreditar de quem se tratava

- Não... você não pode... eu não...

- Ei calma baixinho! - Teh faz um carinho lento nos fios já bagunçados - eu já resolvi o problema com aquele bastardo, não tem mais nada a temer!

Khai não sabia se era o efeito do álcool ou simplesmente o seu desejo que falou mais alto que a razão, seu corpo se chocou com força contra o de Teh que não titubeou e se manteve firme

- Eu sabia que conhecia esse perfume... - a voz sai baixa - Teh...

O mais alto sorri e envolve todo o corpo do menor em seus braços o apertando com certa força

"Choro"

As lágrimas começam a escorrer de forma descontrolada dos olhos de Khai, todos os sentimentos estavam misturados naquele momento, o medo que teve em perder Teh sem ao menos tê-lo conseguido, o receio em Kiak prejudicar o seu tutor, o ódio que sentia em ter parado com a sua dança, tudo se formou em uma bomba dentro do coração do pequeno que explodiu de uma só vez e o fez desabar

Teh sabia que naquele momento nada que ele dissesse adiantaria de muita coisa, Khai precisava desabafar, não faz ideia do que ele possa ter passados nos dias anteriores, queria matar Kiak, fazer ele pagar por todas lágrimas que saiam dos lindos olhos a sua frente

- Eu estou com você!

As palavras de Teh foram como gasolina em meio a chamas, os soluços começaram a surgir e o abraço ficava mais apertado e envolvente, Teh só queria acalmar o menor naquele momento

- Teh... eu...

- Ei... ei... não precisa falar nada hoje, okay? - Teh afasta um pouco o rosto do menor e limpa os dedos as lágrimas que ainda insistiam em escorrer

- Mas...

- Vamos subir, sim?

Khai concorda com a cabeça, o álcool estava diminuindo o efeito vagarosamente e ainda o fez cambalear durante o caminho, mas foi devidamente amparado por Teh que estava atento a cada movimento de seu baixinho

- Vá tomar um banho, sim? - Teh abre a porta do quarto para o menor e ambos entram juntos - te espero aqui, posso?

Eram muitas perguntas e Khai não queria pensar muito naquele momento, só abriu uma gaveta e pegou um pijama indo até o banheiro

Anyway, love! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora