Oscar Cabarra Negrete cresceu com o desejo de vingança contra a família Colucci em seu coração, após seu pai ter passado anos preso por um crime que não cometeu e sua família ter passado diversas dificuldades.
Após a morte do pai, Okane, como é con...
— Filho, você tá me dizendo que o responsável pela morte do seu avô e pelo Jaime ter sido preso foi o Gus? – meu pai pergunta assim que conto a ele tudo que eu e Oscar sabíamos e sobre o que estávamos suspeitando.
Ainda passamos alguns dias em Acapulco, aproveitando a cidade e a companhia um do outro, quase como uma lua de mel, antes de voltarmos pra casa. A gente sabia que assim que o fizéssemos, não teríamos mais paz por um longo período.
Assim que voltamos pra casa, o Okane foi pra cidade dele, pois, pra todos os efeitos, estávamos separados. O Gus não podia suspeitar, de jeito nenhum disso, ou então, concluiria que ainda estamos investigando o processo do Jaime e que, sem meu pai na jogada como suspeito, seria ele que assumiria esse papel. O que não ia ser nada bom.
Eu havia declarado praticamente como uma missão de vida ajudar o Oscar a provar a inocência do pai e limpar a memória dele. Eu estava fazendo isso pelo meu pai também.
— Exatamente, pai. Pelo que eu e o Okane concluímos, o Gus é o único que teria motivos pra isso. Ele surtou quando o Oscar falou pra ele que ia desistir de se vingar de você, por mim. Você lembra que foi ele que revelou que ele era o filho do Jaime?
— Lembro. Mas...o Gus? Que esteve do meu lado todos esses anos?
— Pai...— olho sério pra ele, que assente.– Eu sempre te falei que não gosto do Gus, desde pequeno. Você nunca me deu ouvidos. Mas acredita em mim, ele é o principal suspeito.
— Então a carta com a minha letra, que o Jaime disse que recebeu...
— Provavelmente foi o Gus. E eu...eu acho que o rombo nas contas da empresa, que dizem ter sido descoberto pelo vovô também foi ele. Seria o único motivo que ele teria pra fazer o que fez.
— E como vocês querem provar isso?— ele pergunta.
— Indo atrás das testemunhas. Eles são a nossa única chave pra descobrir alguma coisa.
— Filho, mas todos que estavam no Empório naquele dia pediram demissão e se mudaram da cidade depois do julgamento...
— E o senhor não acha isso minimamente estranho também? Tipo, eles podem ter sido pagos pra, além de mentir nos depoimentos, sumirem da cidade...
— É, você tem razão.
— É por isso que a gente precisa da sua ajuda, pai. Precisamos que consiga as informações desses funcionários pra gente, mas que tome cuidado com o Gus. Ele não pode saber que eu e o Oscar voltamos, muito menos que você sabe que a gente suspeita que foi ele que matou o vovô.
— Tá bom, eu posso ajudar vocês. Amanhã mesmo vou atrás dos dados dos funcionários. Você sabe que eu quero, mais que qualquer outra coisa, provar que o Jaime é inocente, né?
— Eu sei, pai. Eu também quero. Por você e pelo Oscar. Eu prometo pra você que vou fazer de tudo pra provar que o Jaime é inocente e que ele não matou o vovô.
— Obrigado, filho. Era isso que eu devia ter feito há quinze anos. Lutado até o fim pra provar a inocência dele.
— Mas ei, eu tenho certeza de que ele está orgulhoso por você estar fazendo isso.– digo e meu pai assente, me abraçando.– Bom, eu...vou dormir. Boa noite, pai.
— Boa noite, filho...– diz e saio da sala, subindo a escada até o meu quarto.
"Hey, só avisando, meu pai concordou em ajudar a gente. E ele prometeu que não vai contar nada pro Gus." – mando mensagem pra Okane
"Ah, que bom. Mas você disse pra ele tomar cuidado né?"
"Disse. Mas ele quer muito ajudar. De alguma forma ele acredita que as coisas teriam sido diferentes se ele tivesse acreditado no seu pai."
"E você acha que teria feito alguma diferença?"
"Eu não sei bem. Mas acho que sim. Ele não teria passado todos esses anos preso se não fosse por isso. E talvez a gente não tivesse se separado."
"É. Mas não dá mais pra mudar o passado. Só pra pensar no futuro. Seu pai não tem mais que ficar se culpando por uma coisa que não tá mais no alcance dele. O nosso foco agora deve estar em limpar a memória do meu pai."
"Você tá certo."
"Tô com saudade..."
"Também to. Que pena que agora você não tá mais do outro lado do corredor."
"Mas é só por um tempo. Daqui uns dias a gente vai poder dormir junto de novo. E gritar pro mundo o quanto se ama."
"Mal posso esperar." – digito sorrindo e deito minha cabeça no travesseiro, pra dormir, mas é então que um sonho, ou uma memória bem antiga, começa a se formar na minha mente...
Flashback on
Havia entrado no escritório do meu avô, querendo brincar de esconde esconde com o Oscar. Eu sabia que esse seria um dos últimos lugares que ele procuraria, porque morria de medo do meu avô.
Entrei e me escondi atrás de uma das estantes, bem quietinho, até que a porta foi aberta e escutei meu avô, falando:
— Gus, como você pôde fazer isso? Esses rombos nas contas da empresa, acontecendo há meses pra uma conta em seu nome em outro país. Você realmente acreditou que não seria descoberto?
— Senhor, eu sinto muito. Eu fui obrigado a fazer isso. Por favor, não me denuncia!
— Você tem uma semana pra devolver todo o dinheiro desviado, ou não terei escolha a não ser te denunciar...
— Uma semana?
— Nem um dia a mais...Ou isso, ou todos saberão o que você fez e você vai preso. Estou te dando uma última chance.
— Tudo bem, senhor. Muito obrigado. Uma semana é tudo que eu preciso...— Gus falou e então o escritório ficou em silêncio e a porta foi fechada, fui saindo do esconderijo e vi que estava sozinho de novo ali. Ia procurar outro lugar pra me esconder, mas a porta foi aberta de novo.
— Rá! Achei você! – Oscar disse ao abrí-la– Veio se esconder aqui porque sabia que eu não ia te procurar!
— É. Mas você ainda tem que chegar lá na árvore antes de mim!– e saio correndo do escritório, com ele atrás de mim.
Meu avô morreu uma semana depois...
Flashback off
Acordo sobressaltado, ofegante. Eu lembrei. É por isso que eu não confio no Gus. Ele foi o responsável pelo rombo na empresa e foi ele que matou meu avô, agora eu afirmo isso com toda a certeza. Acho que...a morte dele bloqueou essa memória na minha cabeça, mas agora ela voltou.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
O motivo pro Luka odiar o Gus. Ele sabia que o verdadeiro culpado pela morte do avô foi o Gus, só esqueceu...
E sobre a fic do Marcelo com o Jaime: vai ser uma história um poucodiferente dessa aqui, quase um "What if..." devo postar o cast que escolhi pra fazer eles dois amanhã, em outra história então, fiquem atentas😘