Festa

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Antônio, havia sido preso e condenado pela tentativa de assassinato contra Renata, além de crimes como perseguição e quase ter divulgado as fotos íntimas da jornalista. Lanza, foi ouvida e não respondeu pelo que havia feito com o homem.

Renata, passou mais alguns dias no hospital e em todos eles, Bonner, não saiu de seu lado, faltando ao Jornal Nacional e levando uma advertência engraçada quase todos os dias.

"Só não lhe demito, porque você vai ser pai e precisa sustentar sua filha, caso a separação aconteça um dia!"

Falava Ali Kemel, que sempre ligava para saber da jornalista e usava dessa desculpa para alfinetar o amigo. 

Era segunda-feira, quando Renata, recebeu alta e finalmente iria para casa e mesmo depois de muitos dias, ela apenas sabia que Antônio, havia sido preso e condenado, mas não sabia o que sua irmã havia feito antes disso acontecer 

Chegando na recepção do hospital acompanhada de William, se deparou com um corredor de enfermeiras e ao fim, uma em pose de uma plaquinha que dizia:

"Sentiremos sua falta, mas a mataremos quando assistirmos você na TV!"

- Aah gente... - sentiu seus olhos marejados - Eu já sou uma manteiga derredita por natureza... e grávida eu fico pior! - secou uma lágrima - Não fazem isso comigo.

Bonner, segurava sua mão quando percebeu a jornalista abraçar uma por uma das quase 10 enfermeiras que estavam ali para se despedir de Renata Vasconcellos. E assim que fizeram, a mulher saiu com Bonner, rumo ao carro e finalmente reveu a luz do sol e o céu azul. 

- As coisas parecem tão mais bonitas quando não olhamos todos os dias - falou ela ao perceber que William, havia abrido a porta do passageiro.

- Senhora Bonermer?

- Obrigada, Senhor Bonemer - sorriu e entrou.

Durante todo o caminho, Renata via as ruas quase vazias e pessoas sentadas onde podiam, como se a vida delas não tivesse nada de interresante lhe aguardando.

- Fizeram uma festa de boas vindas a você - disse Bonner.

- Mais uma? - estranhou

- Não tive culpa - riu - Eles querem mimar você e essa criança - acariciou a barriga da jornalista que apenas sorriu.

- Confesso que eu estou tendo muito mais sono do que o normal, mas eu vou - riu.

- Ficaremos apenas por algumas horas, depois levo você para descansar um pouco.

- Por conta do ferimento, não é? - argueou a sobrancelha, em pensar que Bonner, queria a deixar em repouso total com conta de sua gravidez. 

- O que mais seria? - estranhou

- Ah sim! Pensei que estava imaginando em me deixar de molho por estar gravida.

- Isso também! - provocou. 

- Gravidez não é doença, William Bonner! - olhou séria.

- Eu sei meu amor, eu estava brincando - riu

- Ah bom!

Ambas as pessoas se aproximaram do prédio de Renata, e assim que entraram, o porteiro a estava esperando com um imenso buquê de flores e antes de entregar, falou para Bonner.

- É apenas uma forma de dae as Boas-Vindas. Está bem?

- Não se.... - antes mesmo de terminar de falar, Bonner, foi interrompido por Renata, que disse

- Deixa ele! Vem cá! - abraçou o porteiro e amigo, que a conhecia a anos e sempre lhe ajudava quando necessário - Obrigada. São lindas demais.

William, apenas olhou e sorriu, ao ser atropelado por sua parceira da forma maia direta possível.

Subindo até o apartamento, Renata, abriu a porta e apenas entrou, jogando tudo que tinha em mãos no chão e girando de braço abertos, sentindo o cheiro de seu lar novamente e a saudade que estava sentindo, indo embora, até que parou e olhou para Bonner, correndo em sua direção e pulando em seu colo, para pavor do jornalista. 

- Você está louca?

- Sim!

Ela o beijou intensamente e ali permaneceram.

Bonner, estava sem camisa e apenas de cueca e Renata, sem roupa e ambos estavam deitado na cama, até que o jornalista se afastou e foi até a barriga da mulher e a ficou acariciando, tentando entender como uma vida surgia ali dentro. 

- Como algo tão pequeno, vai crescendo e crescendo, até que... puuu... se transforma em pessoas como eu e você? - beijou a cicatriz que havia ficado devido ao caco de vidro.

- Não sei... só sei que daqui a alguns meses, irá começar a aparecer e eu vou sentir ela ou ele, chutando muito e com toda certeza, vou ficar emocionada - riu.

- Minha manteiga derretida - se levantou e a beijou, permanecendo ali por mais alguns minutos até que finalmente sairam rumo a festa que estava sendo feita para Renata. 

A jornalista estava com os cabelos soltos, vestido ocre abaixo dos joelhos com detalhes na gola feitos com o próprio tecido, maquiagem leve, salto e quase nenhuma joia, enquanto Bonner, estava com uma calça social preta e camisa polo ocre com 2 botões.

Chegando ao local onde a festa estava sendo realizada, a jornalista estranhou o silêncio.

- Estamos no lugar certo?

- Foi o que passaram - falou Bonner, antes de sair do carro e abrir a porta para Renata.

A mulher começou a caminhar ateporta de entrada e assim que abriu a porta, uma escuridão que havia ali, foi quebrada por uma enorme luz e a quantidade de amigos presentes surpreendeu a mulher, que ficou parada no meio da porta com as mãos dos lábios.

- BEM VINDA! - gritou todos.

Renata, estava sem reação e viu Bonner, se aproximando e ficando surpreso com a mesma quantidade de pessoas. 

Glória Maria, se aproximou e rapidamente a abraçou e parabenizou pela gravidez e, como já estava começando a se acostumar, a mulher tocou em sua barriga.

- Você terá os pais mais incríveis desse mundo.

As horas foram passando e a festa acontecendo. A cada minuto no começo, William, olhava para Renata, e a via feliz e conversando, então decidiu deixá-la aproveitar o que havia sido feito para ela, antes de finalizar a noite com o que queria fazer. 

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