Capitulo 25

7.4K 573 34
                                        

Adônis

Estava sentado diante do conselho que conversavam em uma singela conversa paralela, o fato de estarmos aqui era simples.
Casamento !
O único assunto que essas porras tinham, era incrível a capacidade deles de quererem agirem como casamenteiros.

Romero: Minha filha está com dezoito anos, uma aliança formidável !

Matteo: A minha tem dezessete, mais em um ano estará de maior !

Ótimo ! Agora estavam me oferecendo até mesmo adolescentes ..

Gusmão: A minha tem vinte e dois, a mais velha de todas, lhe dará herdeiros formidáveis.

Cesare: Senhores? Não seria melhor tratarmos um casamento por vez ? Primeiro vamos casar Dafne e depois pensamos em Adônis

Vicent: Adonis já passou da hora de se casar, é o nosso Caporegime, precisa dar exemplo e formar alianças

Adonis: É muito bom ouvir vocês falarem de mim como se eu não estivesse aqui ...

A sala ficou em completo silêncio quando lancei um olhar a cada um e foquei em Matteo que seria um bom modelo pra mexer com o psicológico dos outros

Adônis: Me diga Matteo, você está me oferencendo sua filha de dezessete anos, não se importaria em saber que eu a comeria todo santo dia ? Que estaria me saciando depravadamente na sua garotinha ? Sem me importar com seus sentimentos? Sem me importar com o que ela sente e até mesmo a machucando se necessário ?!

Matteo: É pelo bem da famiglia Adônis !

Adônis: Bom ...

Me encostei na cadeira olhando pra cada um sem um pingo de paciência

Adônis: Não irei me casar no momento senhores ! Não estou interessado em um compromisso desta natureza, não no momento ..

Pude ver meu pai massagear a têmpora pois sabíamos que naquele momento o pandemônio começaria

Vicent: Mais isso é um absurdo !

Adônis: Está me questionando Vicent ?

Vicent: São tradições, é a lei ...

Adônis: Eu sou a lei ! Caso cada um aqui tenha se esquecido eu melhor do que qualquer um sei das responsabilidades da famiglia e eu não disse que não me casaria, disse que no momento eu não faria isso !
Caso se esqueçam estamos com a porra da Interpol na nossa cola e ao contrário de vocês eu sou o único preocupado em livrar a bunda de cada um aqui então vão todos vocês pro inferno

Disse me levantando e me retirando da sala, ao atravessar o salão e sair no jardim pude ver Dante parado ao lado do meu carro, aquele infeliz, eu ainda não havia esquecido o tiro e o chute que ele havia dado em Aleena

Adônis: O que faz aqui ?

Dante: Temos um possível problema !

Olhei ao redor e fiz um sinal pra que ele entrasse no carro, enquanto eu entrava o vi dar a volta no veículo e Marco assumir o volante

Adônis: Qual o problema da vez ?

Dante: Bernard Sullivan quer uma reunião com você !

Encarei Dante rapidamente e franzi o cenho

Adônis: O que o caporegime de Nova York quer comigo ?

Dante: Tentei sondar com ele o assunto mais ele está irredutível, disse que só trataria com você

Adônis: Tivemos alguma intercorrência em Nova York ?

Dante: Não ! Ele quer sua autorização pra entrar no nosso território

Balancei a cabeça concordando e tentando entender o que ele queria comigo

Adônis: Libere sua entrada para a próxima semana, apenas ele com poucos homens, apenas o suficiente pra manter a segurança dele.. Não vou arriscar uma armadilha

Dante assentiu e o vi puxar o telefone pra resolver essas pendências.

——————————————————————

Entrei em casa vendo que a mesma já estava toda decorada pro natal, dona Elettra amava a data e por isso a casa ficava toda pomposa.
Encarei meu pai que estava parado diante da árvore e parei ao seu lado observando o exagero dela

Cesare: Sempre acho que ela vai minimizar os exageros mais ela só consegue os aumentar

Adônis: Daqui uns anos ela vai querer que passemos o natal no polo norte

Meu pai riu e assentiu quando cruzei os braços ainda encarando a árvore

Adônis: O caporegime de Nova York quer uma reunião comigo

Meu pai me encarou rapidamente e sabia que ele tinha pensado o mesmo que eu, ou algo muito grave havia acontecido ou seria uma tentativa de emboscada

Cesare: O que ?

Adônis: Pediu autorização pra entrar em nosso território

Cesare: Pelo menos foi inteligente o suficiente pra não começar uma guerra

Adônis: Virá na próxima semana !

Cesare: Te aconselho a fazer esta reunião aqui, se for uma emboscada ele não poderá fazer nada contra você

Apenas assenti e olhei ao redor somente agora percebendo que a casa estava em um completo silêncio

Adônis: Onde está minha mãe e Aleena ?

Cesare: Sua mãe disse que ia a levar para próximo do lago

Assenti e me retirei seguindo até onde ficava o lago, nossa casa era enorme e muitos lugares por mais que fossem cuidados não eram visitados, o lago e o estábulo era alguns deles.
Depois de andar por quase dez minutos pude ver ao longe minha mãe e Aleena paradas diante do lago.
Ela abraçava o próprio corpo e encarava o lago como se aquilo lhe trouxesse lembranças nostálgicas.

Me aproximei delas de uma maneira que não pudessem me ver ainda e pude ver uma das empregadas surgir com um patins e entregar minha mãe

Elettra: Se era sua paixão ela ainda está aí, uma paixão não morre assim ! Eu sei que você tem muita coisa a ponderar, mais aqui você está segura Aleena aqui você é livre

Aleena passou mais algum tempo encarando o gelo diante dela e a ouvi respirar fundo e em seguida pegar os patins da mão da minha mãe e os calçar, no mesmo instante a vi assentir como se fosse um encorajamento para si mesma e então entrar no meio do gelo.
Primeiro ela apenas deslizou lentamente até que por fim começou a tomar coragem e ser mais ousada.
Me aproximei parando ao lado da minha mãe e pude ver que ela estava emocionada

Elettra: Você precisa dar muito valor a essa garota, ela é uma peça única ..

Encarei onde Aleena estava, ela patinava sobre o gelo com maestria, rodopiava e as vezes erguia a perna em um movimento ousado.
Mais eu estava focado mesmo em seus olhos fechados como se aquilo fosse uma liberdade desconhecida, o sorriso fino em seus lábios e pela primeira vez consegui perceber o quanto Aleena considerava aquilo ali casa.

Império ManciniOnde histórias criam vida. Descubra agora