Capitulo 49

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Aleena

Minhas pernas estavam presas no pescoço do brutamontes, meu corpo estava suspenso no ar e eu aproveitava a vantagem e lhe dava várias cotoveladas na cabeça, sua mão agarrou minha perna e como se eu não pesasse nada fui simplesmente arremessada, meu corpo bateu com força na parede e a sorte foi que cai em cima da cama que amorteceu a queda.
Olhei pro lado vendo Ranya desferir socos e chutes no homem a sua frente e embora eu soubesse que não tínhamos chance alguma optei em fazer o mesmo que ela ... Me ergui na cama e levantei meus punhos e o homem na minha frente apenas riu

Desconhecido: Você não tem chance alguma gatinha

Bufei !

Aleena: Vamos descobrir !

Fui pra cima dele lhe dando um soco que acertou seu rosto, ao contrário do que pensei não surgiu efeito algum, o rosto dele sequer virou um pouco, seu sorriso se ampliou e como resposta recebi um soco na barriga me fazendo ficar sem ar e tossir ao mesmo tempo, sua mão agarrou meus cabelos e aquilo sim doía em uma intensidade que eu sequer sabia explicar, nossos rostos estavam frente a frente e sem pensar duas vezes apenas usei meus dois dedos e os enfiei no olho do homem a minha frente o fazendo me solta

Desconhecido: Filha da puta !

Me rastejei pra longe dele sentindo meu abdômen protestar, meu corpo bateu na parede e o homem diante de mim tentava amenizar a dor mais encarei o corredor onde Ranya estava com o outro homem, ao contrário de mim ela estava se saindo muito bem, mesmo com um vestido colado ela conseguia chutar o homem de uma forma que eu sequer sabia descrever, mulheres não eram um sexo frágil como todos gostavam de intitular, mais no nosso caso que éramos bem menores que eles poderia sim dizer que não íamos ter muita chance.

Ranya acertou o homem no meio das pernas e o vi cair de joelhos no chão, ela aproveitou a brecha e socou o rosto do homem inúmeras vezes até que agarrou a cabeça dele e lhe deu várias joelhadas no rosto também, por fim a vi dar um mata leão no homem até fazê-lo cair desmaiado no chão.

Voltei minha atenção pro homem diante de mim que parecia começar a conseguir a ficar com os olhos abertos e o olhar que recebi foi mortal, me levantei e apalpei o coldre até perceber que estava vazio, arregalei os olhos e ouvi a risada do homem diante de mim e vi ele segurando uma das minhas armas

Desconhecido: Te apalpei e você nem sentiu sua vaca

Aleena: Não se preocupe, vou fazer questão de contar pro meu marido que sua mão boba agarrou o que era dele

Foi somente eu terminar de falar que Ranya entrou no quarto já indo pra cima do homem e fiz o mesmo, agora seríamos duas contra um, nossas chances eram maiores.

Ranya tentava soca-lo mais sem sucesso e eu apenas estava focada na arma que ele ainda segurava, luta corpo a corpo é uma coisa, mais se ele decidisse usar aquela arma aí as coisas iriam complicar.
Ouvi ele urrar e ao olhar Ranya estava mordendo o homem, ok, cada um com suas armas, me aproximei do homem lhe dando um chute no joelho e em seguida um soco no abdômen, o soco continuou sem lhe causar efeitos mais o chute sim foi favorável, Ranya fez o mesmo lhe dando um chute no outro joelho e o mesmo jogou a arma com força no chão e encarou Ranya

Desconhecido: Vamos acabar com você primeiro

Ele agarrou ela pelo pescoço como se ela não pesasse nada, Ranya tentava se livrar do seu aperto mais o vi caminhar com ela até a varanda, outra mordida e o homem a soltou e ela apenas sorriu pra ele e começou a fazer o mesmo que fez com o outro homem, começou a bater, chutar e por fim lhe chutou no meio das pernas, o homem vacilou mais sequer teve o mesmo efeito que teve em seu irmão

Ranya: Aleena, desça e vá encontrar Adônis ..

Aleena: Não vou te deixar aqui sozinha ...

Ranya: E eu não posso me preocupar com você porra

Respirei fundo mais congelei no lugar ao ver o homem simplesmente dar um tapa em Ranya e chuta-la em seguida .. Tudo a seguir foi em câmera lenta, o corpo de Ranya simplesmente foi arremessado pra fora da varanda e arregalei os olhos vendo ela simplesmente sumir da minha visão, senti meus olhos se arregalarem e ao mesmo tempo arderem quando o homem se voltou pra mim.

Desconhecido: Sua vez !

Vi ele caminhar em minha direção e começamos pela milésima vez mais uma luta corporal, em um momento meu corpo se chocou no sofá que tinha ali fazendo o mesmo virar, depois os chutes que dei fez o brutamontes cair em cima da cama de Adônis fazendo a mesma partir ao meio, o quarto estava se tornando um campo minado, senti meu rosto virar com o tapa que recebi e o gosto metálico invadir minha boca e apenas cuspi vendo o sangue ali.
Idiota!

Para o meu desespero vi o outro homem se levar cambaleando e encarar a mim e depois o homem a minha frente e começar a falar em uma língua que eu sequer conhecia

Desconhecido: Vamos acabar com isso primeira dama ...

Analisei tudo ao meu redor e meus olhos focaram na arma a alguns metro de mim, fiquei parada esperando que ele se aproximasse porque na melhor das hipóteses eu poderia tentar pegar a arma, mais não foi o que aconteceu, o homem que brigava com Ranya simplesmente me empurrou com tanta força que meu corpo se chocou com a parede e minha cabeça bateu com força nela, cai sentindo minha visão embaçar e tudo rodar

Desconhecido: Como vamos matá-la ?

Desconhecido: Não me importo como vamos matá-la, apenas temos que fazer logo, os tiros cessaram

E foi quando parei pra prestar a atenção e ver que realmente os tiros haviam parados.
Meu rosto tombou pro lado e franzi o cenho ao ver uma arma embaixo da cama

Desconhecido: Como vamos sair daqui ?

Desconhecido: Vamos tentar sair sem chamar a atenção

Com custo rastejei pra mais próximo da cama disposta a pegar a arma de Adônis

Desconhecido: Sério? Caso não tenha notado nós dois chamamos muita atenção, olha só nosso porte

Agarrei a arma de Adônis e com custo me sentei encarando os dois homens que pareciam sequer se lembrar de mim

Desconhecido: O que sugere entao ? Porque precisamos daqui, mais de qual forma ?

Aleena: Posso ajudar vocês com isso ...

O olhar dos dois se voltaram pra mim e engatilhei a arma apenas dando um tiro no meio da testa de cada um

Aleena: Pronto ! Vao sair daqui em um caixão !

Joguei a arma no chão e com custo me levantei e caminhei até a varanda vendo Ranya apagada no chão e em cima dela estava Dante com um desespero que chegava a ser doloroso, meus olhos varreram o lugar procurando por Adônis, gemi pela dor que sentia mais no mesmo instante senti meu corpo se arrepiar e me virei vendo Adônis ali parado dentro do quarto me encarando.

Império ManciniOnde histórias criam vida. Descubra agora