Capitulo 32

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Aleena
Alguns dias depois

Faziam se duas semanas que eu havia chegado em NY, nos primeiros dias aproveitei pra tentar conhecer melhor Bernard e Enrico.
Embora eu estivesse gostando de tudo eu sentia um aperto no peito e eu sabia bem o motivo ele possuía um nome e sobrenome.
Marco não me dava muitas notícias e quando eu pedia pra falar com Adônis sempre éramos interrompidos, era como se o destino estivesse se encarregando de não nos deixar saber um do outro.
Depois de alguns dias peguei Enrico e Bernard conversando sobre fazer a minha iniciação, não entendia muito bem o que aquilo queria dizer mais ao forçar Enrico ele me explicou os detalhes me deixando um pouco quanto desconfortável.

Eu me sentia um pouco irritada pois cada dia que passava algum homem novo vinha almoçar ou jantar com Bernard, e eles passavam a maior parte do tempo me analisando e aquilo sim era desconfortável.
Estávamos a mesa tomando café no silêncio rotineiro de sempre

Bernard: Sua apresentação ao conselho acontecerá no próximo final de semana

Encarei meu pai assentindo pois se eu estava aceitando isso era por apenas um motivo.
Enrico me disse que independente do país a apresentação era feita com cada membro da família, eles derramavam seu sangue e juravam não trair a família. Era dramático e medieval mais quem era eu pra querer mudar algo.
Eu apenas concordava porque sabia que Adônis havia passado pelo mesmo e eu sabia que jamais me igualaria a ele em questão de poder mais queria ser sua igual.

Genoveva: Podemos sair pra comprar algumas roupas e aproveito pra te mostrar a cidade

Assenti concordando quando pelo canto do olho pude ver Marco tirar seu telefone do bolso e sair do cômodo.
Era Adônis !
Me levantei da mesa sem me importar e seguida pra fora de casa vendo Marco parado a alguns metros

Marco: Quando aconteceu ?

Me aproximei com cuidado e eu estava disposta a arrancar o telefone dele se fosse necessário

Marco: Eu vou procurar tentar descobrir algo, não garanto mais posso ligar pra alguns Contatos ... ele corre perigo de vida ?

Aleena: Quem corre perigo ?

Marco se virou me encarando como se estivesse surpreso ao me ver ali

Aleena: É com o Adônis que você está falando ?

Marco: Não senhora !

Aleena: Não mente pra mim !

Marco se concentrou na chamada novamente e esticou o telefone pra mim

Aleena: Adônis ?

Dante: Oi cognata !

Aleena: Dante ?

Dante: Em carne e osso, ou metade disso !

Sua voz estava rouca demonstrando claramente um cansaço exagerado

Aleena: O que aconteceu ?

Dante respirou fundo e eu podia ouvir sua respiração pesada do outro lado da minha

Dante: cognata ...

Aleena: O que aconteceu ?

Eu já não precisava fingir que estava tudo bem, Marco só atenderia uma ligação se fosse urgente e aqui estava ele, se era Dante do outro lado da linha tudo o que minha mente pensava era que tinha algo muito errado acontecendo com Adônis

Dante: Adônis foi baleado ...

Senti minha respiração se agitar e encarei Marco que me olhava como se eu não devesse estar ali, pelo canto do olho pude ver meu pai e Enrico surgir mais eu pouco me importava com eles no momento

Aleena: Onde ?

Dante: Não é nada muito preocupante, se te faz sentir melhor ele quase apertou meu pescoço agorinha ...

Aleena: Dante ...

Dante: Eu juro cognata, ele está bem, foi apenas um susto

Aleena: Não consigo falar com ele ... desde que vim pra cá

Dante: Não se preocupe, vou obrigá-lo a te ligar nem que eu precise tomar um tiro pra isso

Estiquei o telefone pra Marco e limpei o rosto vendo que as lágrimas desciam, passei pelo meu pai e Enrico sem me importar e subi pro meu quarto.

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Levantei ao ouvir duas batidas na porta e quando a abri pude ver Marco parado ali, no mesmo instante ele me esticou o celular e meu coração acelerou sabendo bem quem era do outro lado da linha.
Puxei o telefone de sua mão e fechei a porta atrás de mim e levei o aparelho até o ouvido

Aleena: Adônis ?!

Adônis: Como você está piccolina ?

Soltei um suspiro ao ouvir sua voz, ele estava bem, estava tudo bem

Aleena: Eu quem deveria perguntar ..

Adônis: Não se preocupe comigo, como estão indo as coisas por aí ?

Aleena: Bem ... conheci melhor meu pai e Enrico, soube poucas coisas sobre os negócios deles e algo sobre minha apresentação ser no final de semana

Adônis: Ouvi algo sobre isso ...

Aleena: Adônis ?

Adônis: Sim ?

Aleena: Eu quero voltar pra casa ..

Adônis respirou fundo e fiquei por longos segundos ouvindo apenas sua respiração

Adônis: Vou providenciar a sua volta !

Aleena: Mesmo ?

Adônis: Esqueceu a quem você pertence piccolina ? Não existe nenhum homem nessa terra que possa te manter longe de mim, se seu desejo é voltar assim será

Sorri e me sentei na cama encarando o céu pela janela

Aleena: Eu preciso te contar algo, mais não sei qual vai ser a sua reação ...

Adônis: Estou ouvindo ...

Aleena: Eu amo você Adônis ! E estou com saudades ..

O silêncio a seguir pra mim foi constrangedor mais em seguida a risada rouca de Adônis reverberou pelo meu corpo 

Adônis: Estou ciente dos seus sentimentos amore, e acredite, não sou indiferente a eles

O que aquilo queria dizer ?
Franzi o cenho mais antes que eu pudesse falar algo ouvi a voz de Dante no fundo e Adônis suspirar

Adônis: Preciso desligar ... nos vemos em breve Aleena !

Era uma promessa !
A ligação se encerrou e abracei o telefone como se aquilo fosse amenizar o que eu sentia.
Eu apenas queria voltar pra casa, queria estar perto da minha família.

Império ManciniOnde histórias criam vida. Descubra agora