Capitulo 50

6.5K 465 4
                                        

Adônis

Eu gostava da sensação de conseguir algo que estava querendo a muito tempo, Aleena surgiu na minha vida de uma maneira inesperada, mais agora eu não a deixaria sair dela por nada.
Quando finalmente fomos declarados marido e mulher a sensação de posse que eu sentia sobre ela se multiplicou de uma forma que eu sequer sabia que seria possível, eu queria protegê-la, queria exterminar aqueles que queriam a ferir.

Eu sabia que o casamento seria uma brecha pra qualquer um tentar algo, mais não sabia que alguém seria burro o suficiente para tentar.
Quando os tiros começaram a ecoar pela casa minha prioridade número um seria proteger minha família, vi meu pai puxar minha mãe pra um canto, Enrico puxar o pai de Aleena pra outro, Dante surgiu perto de mim xingando até o vento enquanto percorri meu olhar pelo local procurando por Aleena. Não muito longe dali estava ela e Ranya seu olhar se conectou com o meu e apenas encarei Ranya fazendo um sinal com a cabeça de que ela deveria tirar Aleena dali e mantê-la em segurança.

Após as duas sumirem do meu campo de visão encarei Dante que olhava todos correndo

Dante: Estamos precisando trocar as pessoas dessa famiglia, tudo um bando de frouxo ...

Adônis: Vou me juntar à equipe do outro lado, fique próximo a entrada da casa e evite a passagem de qualquer um

Meu irmão assentiu e correu pra dentro da casa enquanto eu apenas dei a volta indo para o lado oposto e vendo meus homens já se posicionarem

Adônis: Podem matar quantos quiserem, mais aqueles que demonstrarem sinais de que sabe de algo é para apenas imobilizar

Os homens assentiram e não demorou muito a se criar uma pilha de cadáveres próximo a nós, um homem veio em minha direção tentando me acertar um soco mais apenas desviei, começamos uma luta corporal que levou mais tempo do que eu queria. Por fim dei uma cabeçada no homem e vários socos em seu rosto o fazendo cair desacordado

Adônis: Leve-o para o interrogatório ..

Encarei ao redor vendo que os tiros haviam parado então acreditei que todos já haviam sido controlados, caminhei em direção aonde meu irmão estaria mais o vi gritar e me aproximei vendo Ranya desacordada

Adônis: O que houve ?

Dante: A jogaram de lá de cima ...

Ergui meus olhos vendo o local que Dante havia mostrado e franzi o cenho ao ver que foi da varanda do meu quarto, olhei ao redor procurando por Aleena mais ela não estava ali

Adônis: Onde está Aleena ?

Dante: Eu não sei !

Corri pra dentro da casa mais antes que eu pudesse sequer subir as escadas ouvi dois tiros ecoarem e senti em muito tempo um pouco de medo me consumir..
Subi as escadas correndo e olhei o corredor que estava destruído, os quadros tortos e alguns no chão, passei pelo quarto de Dante vendo que o mesmo não estava tão diferente assim e segui pro meu congelando na porta ao ver dois homens mortos ali e Aleena na varanda.
Vi ela se virar e mesmo estando em um estado de pura desordem ela ainda conseguia continuar linda, seus cabelos estavam atrapalhados, o vestido de noiva rasgado tanto na perna quanto na altura das costelas, seu rosto estava vermelho e havia um rastro de sangue em sua boca, meus olhos firmaram no coldre que ela usava e a vi dar um passo seguido de outro em minha direção até seu corpo se chocar no meu

Adônis: Você está bem ?

Ela assentiu mais não disse nada, seu aperto se intensificou e apenas retribui seu abraço.

———————————————————————

Encarei a confusão que estava o jardim, havia corpos pra todos os lados e sangue também, Aleena estava ao meu lado mais não usava mais o vestido de noiva, o cheiro do banho emanava de seu corpo e agora minha esposa usava uma calça jeans preta, uma blusa de frio na mesma tonalidade e os cabelos estavam soltos

Aleena: Tem alguma ideia de quem fez isso ?

Não a respondi ! Eu não sabia dar certeza de quem havia sido mais suspeitos é que não faltavam. Vi Dante se aproximar de mim e ao seu lado estava Marco

Dante: Do nosso lado não tivemos muito prejuízo, tivemos poucos homens feridos e eles foram encaminhados pro hospital,os que neutralizamos já estão a caminho pro interrogatório

Aleena: Ranya ... como ela está ?

Dante: Ela está na ala médica da casa ..

Aleena: Desculpa Dante .. eu queria ajudar mais ...

Dante: Está tudo bem cognata, conheço Ranya de cor e sei que você fez todo o possível

Adônis: Se livre dos corpos Marco

Ele assentiu e virou enquanto encarei Aleena que ainda tinha o lábio machucado e o rosto ainda estava vermelho

Adônis: Vamos até os médicos, precisa olhar esses ferimentos

Aleena: Foram superficiais ..

Adônis: Ainda sim precisa ser avaliado ..

Começamos a ir pro lado da ala médica, Dante nos seguia em puro silêncio. Ao atravessarmos um dos corredores meu pai e o pai de Aleena conversavam, Enrico não estava por ali mais eu tinha visto ele no jardim conversando com um dos meus guardas deltas.
Atravessamos a porta e meus olhos logo caíram em Ranya em uma das macas, ela continuava desacordada e ao seu lado estava minha mãe, vi Dante passar por nós e ir até lá, ele abraçou nossa mãe que disse algo e em seguida passou a mão pelos cabelos de Ranya

Aleena: O que ele sente por ela não é correspondido ?

Encarei Aleena que observava os dois e voltei meu olhar pra eles

Adônis: Eu sinceramente não sei te responder, Ranya é fácil de ler pra quem a conhece mais não sei se o que meu irmão sente é o mesmo que ela sente

Aleena: Ela parecia bastante preocupada com ele mais cedo, disse que protegeria a ele e eu deveria fazer o mesmo com você

Assenti porque eu sabia que ela sentia algo mais não sabia se poderia ser descrito como amor.
Encarei um dos médicos que veio em nossa direção e se curvou como se fizesse uma referência tanto a mim quanto Aleena.

Adônis: Preciso que avalie minha esposa ..

O homem assentiu enquanto Aleena apenas olhou pra mim e sorriu como se gostasse da palavra esposa. A vi caminhar em direção a uma das salas de exame e me aproximei da minha mãe

Adônis: Vou sair, cuide da Aleena pra mim

Elettra: Nem precisa pedir meu filho ...

Encarei Dante que se levantou e me olhou sabendo que este era o momento em que descobriríamos quem era o filho da puta que havia armado toda essa confusão.

Império ManciniOnde histórias criam vida. Descubra agora