Capitulo 09

9K 596 20
                                        

Aleena

Passei um mês no Brasil conhecendo cada estado, era difícil escolher apenas um já que todos eram tão receptivos.
Mais estava na hora de voltar pra casa e encarar a realidade.
Minha mente voltava direto pra Adônis e acho que jamais o esqueceria, ele tinha conseguido me fazer sentir em uma noite algo que vinha tentado sentir em anos.
Ele ainda não havia entrado em contato e pra ser sincera nem sabia se entraria.

Após longas horas de viagem quando o jato pousou em Vancouver respirei fundo e vesti a máscara da indiferença porque era minha maior aliada.
Quando desci do avião pude ver o motorista da família me esperando e sem o cumprimentar entrei no carro esperando que ele me levasse para a minha prisão.

Quando entrei em casa não eram nem oito da manhã e o local estava completamente silencioso o que era raro.
Subi diretamente pro meu quarto e entrei no banho me permitindo ficar ali por um longo tempo e quando sai me assustei em ver Lucca sentado na minha cama

Lucca: Vini disse que estava de volta.

Aleena: O que faz no meu quarto ?

Lucca: Podemos conversar ?

Aleena: Não !

Lucca: Ficamos anos sem nos ver Aleena, não sentiu saudades ?

Aleena: Não sinto saudade de traidores ..

Me virei e entrei no Closet pegando uma roupa mais como o esperado ele ainda estava ali

Lucca: Já fazem cinco anos ..

Aleena: Eu sei bem quanto anos fazem ..

Lucca: Você está ótima, disse que estaria morta, mais está bem e olha até viajando pra cima e pra baixo com a permissão do meu pai

Soltei uma risada sem humor e o encarei sem acreditar no que estava ouvindo, ele não fazia ideia de tudo o que eu havia feito pra conseguir um pingo de liberdade que fosse

Aleena: Acredite, viva é a última coisa que eu estou ...

Lucca: Aleena ...

Aleena: Chega Lucca, eu não quero te ver, não quero te ouvir e tão pouco falar com você, pare de tentar uma aproximação que não vai rolar.. agora se não se importa eu preciso me trocar ..

Ele se levantou e saiu do meu quarto me deixando sozinha e bufei enquanto vestia minha roupa.
No final da tarde eu estava prestes a sair do meu quarto quando ouvi os berros de Benjamin, o homem estava possesso e claramente algo tinha acontecido e eu que não iria surgir na frente dele, seria praticamente implorar pra ser punida e não estava afim disso.
Fiquei um longo tempo dentro do meu quarto quando meu telefone começou a tocar e o puxei vendo que era um número desconhecido, franzi o cenho e atendi a ligação

Aleena: Alô ?

Adônis: Quanto tempo piccolina !

Aleena: Adônis ?

Adônis: O próprio !

Aleena: Quem é vivo sempre aparece ..

Ele riu e pude ouvir algumas vozes ao fundo mais confesso que senti algo diferente ao ver que ele não havia se esquecido de mim, era estranho e ao mesmo tempo curioso

Adônis: Ainda está no Brasil ?

Aleena: Não ! Cheguei em casa hoje inclusive..

Adônis: Venha me encontrar !

Não era um pedido estava mais pra uma ordem, ergui a sobrancelha estava prestes a responder até me lembrar da nossa última noite e estava curiosa pra saber se eu sentiria tudo novamente

Império ManciniOnde histórias criam vida. Descubra agora