Capitulo 33

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Aleena

Havia chegado o dia da minha apresentação, eu deveria estar mais animada mais não estava.
A casa estava um caos e aquilo não me animava em nada.
Havia acabado de almoçar quando meu pai surgiu e o vi me encarar de cima abaixo

Bernard: Podemos conversar um instante?

Assenti e o acompanhei até seu escritório, quando entramos o vi apontar pro sofá mais eu caminhei até a janela que dava de frente pro jardim

Bernard: O que está acontecendo Aleena? Você parece ... triste ..

Encarei meu pai dando um pequeno sorriso e voltei minha atenção pro jardim onde as flores ainda estavam congeladas

Aleena: Eu não sei te explicar ... estou feliz por estar aqui com vocês, por ter vocês novamente na minha vida mas ... estou com saudades de casa

Confessei enquanto encarava a neve caindo

Bernard: Está com saudades do lugar que tanto lhe fez mal ?

Neguei com a cabeça porque não era dessa casa que estava falando, aquilo sequer poderia ser comparado a uma casa, e no mesmo instante meu pai pareceu entender já que arfou surpreso

Bernard: Não está se referindo a Vancouver ..

Aleena: Não, eu não estou ...

Bernard: Olhe pra mim Aleena !

Encarei meu pai que se aproximou de mim com cuidado e parou diante de mim e perdeu seu olhar no jardim também

Bernard: O que me esconde ?

Embora Adônis tenha dito que eu não deveria falar nada, mas meu sentimento por Bernard era completamente oposto, eu sentia lá no fundo do meu ser que poderia confiar nele independente do que estivesse acontecendo e foi me apegando a essa sensação que decidi ser sincera

Aleena: Eu me apaixonei ...

Meu pai me encarou como se já tivesse percebido aquilo e o ouvir inspirar fundo

Bernard: Adônis ?

Assenti o vendo olhar novamente pro jardim

Bernard: E o sentimento é correspondido ?

Soltei um sorriso no mesmo instante ao me lembrar de Adônis, ele não precisava me dizer porque eu sabia bem o que ele sentia, cada atitude dele demonstrava claramente seus sentimentos

Aleena: O conheci no Brasil ... em seguida ele foi pra Vancouver e naquele dia me ofereceu sua ajuda, ele não sabia o caos que era minha vida mais ainda sim foi o primeiro a se aproximar.. Quando eu sentia o mundo me sufocar foi por ele quem eu procurei, e ele me esticou a mão sem pensar duas vezes e sem pedir nada em troca, ele me levou pra dentro da casa dele, cuidou de mim, me fez ser parte da família... se o senhor quer saber se ele se declarou a resposta é não, mais se olhar entre linhas vai ver que tudo o que ele fez foi muito além do que meras declarações ..

Bernard: Eu mal te recuperei e já lhe perdi não é ?

Aleena: Não me perdeu, eu apenas já tenho um lar do qual pertenço, e tem um abraço que estou sentindo muita falta

Meu pai não parecia saber digerir bem a informação, ele apenas me deu dois tapinhas na minha mão e se retirou do escritório me deixando sozinha.

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Genoveva: Está linda !

Encarei Genoveva que me olhava com carinho, quem diria que uma pessoa que sequer sabia o que era isso nos últimos tempos tem o recebido em dose dupla.
A porta se abriu e pude Enrico surgir com um sorriso no rosto

Enrico: Está linda luz!

Sorri e o vi caminhar até mim e dar um pequeno beijo no dorso da minha mão

Enrico: Está pronta ?

Assenti e saímos do quarto.
Durante o caminho do quarto até o jardim eu podia ver o quanto a casa estava cheia, Enrico havia me mostrado uma foto de cada homem que compunha o conselho e por isso me sentia mais nervosa.
Atravessamos o jardim onde paramos diante de um chafariz e havia uma mesa muito bem ornamentada ali e atrás dela havia um homem que eu não sabia quem era mais me causava calafrios.
As pessoas se calaram ficando em um silêncio completo quando o homem esticou a mão em minha direção e lhe ofereci minha palma, mais em seguida vir Enrico agarrar a mão do homem e lhe dar um olhar e então os papéis inverteram, meu irmão segurava minha mão e na outra segurava uma lâmina

Enrico: Estamos todos aqui hoje pra colocar mais um nome sobre o livro da família ! Aleena Sulivan !

Meus olhos percorreram o lugar vendo cada um me olhar com atenção

Enrico: Aleena?

Encarei meu irmão que com o olhar me tranquilizava

Enrico: Você jura em nome da família fazer tudo o que for necessário para manter os seus protegidos ?

Aleena: Juro !

Enrico: Jura ser o alicerce daquele que lhe for concedido e se manter uma boa mulher ?

Franzi o cenho sem entender ao certo o que aquilo deveria significar

Aleena: Juro !

Percorri meus olhos pela multidão quando eles se focaram em um par de olhos castanhos claros, senti o ar abandonar meus pulmões ao ver Adônis ali.

Enrico: Pelo seu sangue ...

Senti a lâmina rasgar minha pele e desviei meu olhar de Adônis encarando enquanto meu irmão fazia um traço fino ali

Enrico: Pela sua vida ...

O vi virar minha mão em direção a um vidro pequeno enquanto meu sangue caia ali dentro.
Em seguida o vi sorrir como se estivesse orgulhoso de mim, o vi amarrar um pequeno pano na palma da minha mão e voltei minha atenção pra onde Adônis estava mais ele não estava mais lá.

Enrico: A família !!!!

Meu irmão gritou enquanto os outros gritaram o mesmo. Mal esperei que me liberassem quando comecei a andar entre as pessoas procurando por Adônis, eu não estava ficando maluca, ou estava ?
Entrei em casa olhando ao redor quando uma mão tampou minha boca e me puxou pra um canto

Adônis: Está linda está noite piccolina

Arregalei meus olhos e ele soltou minha boca me fazendo sorrir

Aleena: O que faz aqui ?

Adônis: Não pensou que eu não estaria presente na sua inicialização não é ?

Estava prestes a responder quando dois homens se aproximaram e Adônis me puxou pra perto pra que não vissem a gente

Adônis: Não podemos ser vistos juntos no momento .. volte para a sua festa ..

Aleena: Mas ...

Adônis: Apenas vá !

Fechei meu semblante mais assim eu fiz !
Mais eu não estava nem um pouco gostando dos comandos de Adônis

Império ManciniOnde histórias criam vida. Descubra agora