Capitulo 31

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Aleena

Quando descemos do avião olhei ao redor absorvendo o máximo de informação que eu podia. Eu já tinha estado em Nova York, por apenas dois dias mais estive.
Havia inúmeros carros na pista de voo e começamos a caminhar até lá.
Quando chegamos em um pude ver Marco me olhar com o semblante neutro como sempre tinha mais eu sabia que ele não estava contente em abandonar seu capo pra servir de babá.

Bernard: Você pode ir com a escolta !

Meu pai apontou pro carro de trás e Marco assentiu caminhando até lá.
Assim que entramos no carro eu me sentia um pouco desajeitada, eu havia custado a me acostumar com minha nova casa e agora estava indo para outro lugar.

Bernard: É muita coisa pra se absorver não é ?

Aleena: Sim !

Bernard: Você vai gostar daqui ! Nova York não é ponto turístico se não fosse atrativa.. Você pode estudar se quiser, ir ao shopping, fazer amigos ...

Ele falava como se eu fosse fazer aquilo por muito tempo, o encarei e em seguida neguei, meus planos envolviam apenas conhecê-lo e voltar para casa

Aleena: E se eu não quiser fazer essas coisas ?

Bernard: O que gostaria de fazer então ?

Abri a boca pra responder mais optei em fechá-la novamente.
Passamos o trajeto em silêncio até chegarmos em uma casa grande, vi o exato momento em que alguns guardas saíram da frente do portão dando acesso ao carro e em seguida o mesmo subir por um pequeno caminho até parar na porta da entrada.
Quando descemos olhei ao redor e no mesmo instante pude ver Marco descer junto da outra escolta.

Bernard: Vamos !

Assim que atravessamos a porta pude ver uma mulher surgir e ela tinha um olhar curioso e em seguida um homem que parecia ter minha idade surgiu

Bernard: Aleena, me permita apresentá-la .. Está é Genoveva minha esposa ..

A mulher veio até mim me abraçando e arregalei os olhos momentânea com a ação

Genoveva: Finalmente !

Quando ela se afastou meu pai apontou na direção do rapaz que tinha um sorriso enorme no rosto

Bernard: Este é Enrico !

Encarei o garoto e franzi o cenho pois ele era muito parecido com o pai

Aleena: Enrico ?

Enrico: Se lembra de mim luz ?

Senti uma pontada no peito e no mesmo instante tudo rodou por míseros segundos, senti alguém agarrar meu braço e ergui o olhar vendo Marco ao meu lado me apoiando pra evitar uma possível queda.

"Caminhei pelo corredor que estava escuro, meus pés absorviam o frio do chão de mármore mais não ligava, até gostava.
Quando cheguei em frente a enorme porta agarrei a maçaneta e a abri sendo recebida pela luz do quarto e os olhos escuros idênticos aos meus me encararam.

Enrico: O que faz aqui Aleena ?

Aleena: Eu ouvi o papai dizer a uma das empregadas que você está ferido

Ele fez uma careta e cruzou os braços diante do peito e se encostou na cabeceira da cama

Enrico: Foi apenas um corte pequeno

Encarei sua testa que tinha um pequeno curativo e brinquei com meus dedos quando ele bufou

Enrico: Não vai mesmo voltar pro seu quarto não é ?

Império ManciniOnde histórias criam vida. Descubra agora