Vinte e dois

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Hinata
Hoje é sexta! Dia de baile, porém, eu vou pra escola, estou passada nas notas, mas não quero ficar reprovada por faltas, assim como aconteceu no ano passado, então eu saio rápido da casa da Sakura, pois estou quase em cima da hora, entro rápido em casa e passo reto pro banheiro, tomo banho, visto uma das minhas calças novas e a minha blusa de farda, vou descendo as escadas organizando os livros na mochila e...
— Qual foi Kurama! Tu adotou uma criança foi? - deixei minha mochila cair com o susto, e assim que levantei minha cabeça me deparei com uma mina toda gostosona, sentada no sofá e me encarando de cima a baixo com um sorriso sínico no rosto, e pra completar o Naruto vem da cozinha sem camisa e trazendo dois copos cheios de wiske.
— Coe! Tu não tava na casa do Uchiha? - ele perguntou surpreso e eu não consegui ficar mais nenhum segundo ali, pego minha mochila e saio correndo, vejo os vapor do portão falando no rádio e em seguida eles tentam me barrar, porém, me esquivo de um e dou uma voadora em outro, e saio correndo em disparada pra escola, na certeza de que nem os menor vão me pegar, pois só tem uma pessoa no mundo que ganha de mim na corrida, e nesse momento ele está trancado em uma clínica de reabilitação.
Poucos minutos depois eu chego na escola e sento na calçada chorando, escuto passos se aproximando e alguém senta do meu lado e afaga minhas costas.
— Hina! Porque você está chorando? Aquele tal lá de Kurama fez alguma coisa com você? Ele te bateu? - escutei a voz do Toneri e levantei um pouco a cabeça.
— Ele fez pior Toneri! Ele me traiu pelas costas. - disse e voltei a chorar, senti o meu amigo me abraçar, e pouco tempo depois ouvi um barulho de uma que chega cantando pneu e cai com tudo bem próximo aos meus pés, e o Naruto já chega tirando o Toneri de perto de mim e aponta a arma na cabeça dele.
— EU TE AVISEI SEU CUZÃO! EU TE AVISEI E AGORA TU VAI MORRER! - ele destrava o cano da arma e o Toneri fecha os olhos.
— Meu Deus! Solta ele, Kurama! Pelo amor de Deus! - eu pedi desesperada, o pessoal da escola já estava aglomerando.
— TÁ DEFENDENDO ELE PORQUE HEIM VAGABA? TÁ DANDO PRA ELE É? - ele disse e me olhou com raiva. — COE! O QUE PERDERAM AQUI BORA CIRCULAR PORQUE O PAI TÁ MUITO DOIDO! - deus dois tiros pra cima e geral correu.
— KURAMA DEIXA ELE IR! ELE NÃO FEZ NADA, APENAS SE APROXIMOU PORQUE EU ESTAVA CHORANDO. - tentei explicar.
— PAU NO CU NENHUM TOCA NA MINHA MULHER E SAI VIVO PRA CONTAR HISTÓRIA! E TU FICA SUSSA QUE QUANDO EU PASSAR O AÇO NESSE CUZÃO EU ME RESOLVO CONTIGO!
— ME RESPEITA PORQUE EU NÃO SOU DO TEU NIPE NÃO! QUE TAVA ME CORNEANDO PELAS COSTA!
— TU TE CALA MULHER! QUE AGORA EU VOU MATAR ESSE AQUI! - eu percebi que ele ia apertar o gatilho e fiz um movimento rápido de desarme, fazendo com que a arma caísse da mão dele, ele me olhou espantado e o Toneri aproveitou pra fugir, o coitado correu tanto que em dois tempos já tinha sumido, o Naruto, pegou a arma do chão e começou a falar no rádio todo retado.
— AÍ! CAÇA ÀS BRUXAS ACIONADO! PROCURA UM MOLEQUE TITULADO TONERI CUZÃO! METE BALA NAS PERNAS PRA ALEJAR E TRAZ PRA MIM!
— Foi mal chefe, mas o Toneri passou aqui avionado, essas horas já deve tá chegando no asfalto. - ouvi a voz trêmula de um dos menor.
— NESSA FAVELA SÓ TEM CUZÃO! COE! SE ESSE OTÁRIO AINDA SE APROXIMAR DA FAVELA EU NÃO VOU QUERER CONVERSA NÃO! DESCARREGA UM PENTE INTEIRO NO FELA DA PUTA!
— Pode pá, chefe! - o Kurama desligou o rádio e se virou pra mim.
— Agora é só eu e tu Hinata! - ele me pego na mão e saiu me puxando com força. — Viu só o que tu fez eu fazer com minha moto porra? - apontou pra a moto que estava toda quebrada no chão e vazando gasolina.
— Ai que tu tá me machucando! - reclamei e o mesmo afrouxou o meu braço.
— Tu não se importa de me machucar nessa porra, de quebrar meu coração, então eu também devia não me importar.
— Acontece que eu não fiz nada, ao contrário de você que tava lá comendo piranha pelas minhas costas.
— Tu tá doida porra! Não desconversa não que hoje tua batata assa, não te quero mais não, tu vai apanhar e depois eu vou te botar pra fora de casa. - foi só ele terminar de falar e eu comecei a chorar, pois eu não queria apanhar.
— Porque tu tá chorando?
— Porque eu não quero apanhar.
— Pensasse nisso antes de me passar pra trás. Tu fica ligada nos movimentos novinha, hoje eu tô muito doido, Movimento hoje vai ser pesado aqui nessa favela. QUAL É PORRA! FALEI QUE NÃO QUERO VER NINGUÉM NA RUA QUE EU TÔ PASSANDO! SE NEGUIN TOPAR COMIGO VAI RODAR NESSA BAGAÇA! - Kurama deu dois tiros pra cima, e as pessoas das vielas no qual a gente ia passando, corriam pra dentro de casa e trancavam as portas.
— Eu sabia que essa sem sal era a mais vagaba de todas! - a Thya saiu de um dos barracos e veio se aproximando da gente. — Passa logo o pente nessa cachorra, e depois vem se aliviar comigo amor, eu tô morrendo de saudade do teu pau.
— Toma aqui o teu pau! - o Kurama disse e disparou um tiro no meio da testa dela, logo a mina caiu dura no chão. — FALEI QUE QUEM APARECESSE NA MINHA FRENTE IA RODAR! EU TÔ MUITO DOIDÃO NESSA PORRA! É BOM NINGUÉM SE METER NO MEU CAMINHO.
Depois de uns dois minutos, nós chegamos em casa e a vagabunda ainda estava lá, ao lado do Uchiha e da Sakura, isso me subiu uma raiva, me senti traída por todos.
— Coe Kurama! Tu saiu daqui dizendo que ia levar o livro que a mina esqueceu e explicar pra ela os acontecidos, e volta nas maior loucura pelo morro. - a garota disse e eu comecei a achar a voz dela um pouco diferente, um pouco mais grossa do que o normal.
— Essa porra tá dando ousadia pra macho! - falou e me soltou, depois foi lá na mesa e cheirou de uma vez duas carreira de pó, o que fez meu ódio aumentar ainda mais.
— Amiga, você está bem? - a Sakura veio pro meu lado e eu a empurrei.
— Sai fora sua falsona! Tá aí toda de amizade com a puta que eu peguei no flagra com o Naruto.
— Tá doida mina! Tá cheirando pó escondida? - o Naruto disse e o Uchiha começou a dar risada. — Coe patroinha! Essa aqui é a minha irmã Itana! Fica sussa, que o que rolou aqui foi só um mal entendido.
— Mas o Kurama disse uma vez que cresceu junto com você e o seu irmão? Então era uma irmã? - perguntei confusa.
— Eu era o Itachi, agora eu sou a Itana! Satisfação! - a mina disse e me estendeu a mão.
— Sa. Tis. Fa. Ção. - falei meio sem graça e apertei na mão dela.
— Aí mina! Tu me ofendeu, eu gosto de homem, mas eu tenho bom gosto, eu pego é os doutor do asfalto. - ela disse e eu comecei a sorrir. — Relaxa que o Kurama, assim como o Sasuke são meus irmãos, cê me desculpa pelos constrangimentos.
— Tudo bem! Cê também me desculpa, eu sou a...
— Conversa aí tá boua, mas agora eu quero que todo mundo vaze daqui, pois agora eu vou me resolver com essa mina cachorrona aí. - Kurama disse com os olhos tudo vermelho.
— Amiga ele disse que vai me bater! - comecei a chorar e abracei a Sakura.
— Sasuke não deixa pelo amor de Deus! - minha amiga pediu para o Uchiha.
— Aí mano! Não precisa disso não, deixa a mina. - Uchiha pediu em meu socorro.
— Se eu soubesse que ia causar essas confusões eu não teria nem brotado por aqui. - a Itana afirmou entristecida.
— A culpa não é sua Itana! Nós fomos vítimas das circunstâncias. - eu falei e o Naruto deu um tiro no teto.
— CIRCUNSTÂNCIAS É O MEU PAU! TE PEGUEI NO FLAGRA AGARRANDO OUTRO MACHO!
— EU NÃO AGARREI ELE NÃO! SENTEI NA CALÇADA CHORANDO E O MESMO ME ABRAÇOU DE SURPRESA, DEU NEM TEMPO DE VER QUEM ERA.
— Olha aí mano! A mina é inocente, ela não tem culpa se o cuzão chegou agarrando ela por trás. - Uchiha tentou intervir.
— CAI FORA DAQUI SUA VAGABA! NÃO QUERO OLHAR NA TUA CARA NÃO. - Kurama disse nervoso e cheirou outra carreira, também pegou da cintura a arma antiga que ele usa quando está zangado comigo e apontou pra própria cabeça.
— Amor! Leva as mina pra nossa casa, pode deixar que eu me resolvo aqui com o Kurama. - o Uchiha disse já empurrando a gente pra fora e as meninas me arrastaram pra um carro que a Itana disse ser o dela, e em pouco tempo nós já tínhamos chegado lá na casa da Sakura, eu desci do carro e passei reto pro sofá da sala, deitei no mesmo e comecei a chorar.
— Amiga! Fica sussa que o Sasuke vai resolver as paradas. - Sakura tentou me confortar.
— Mina eu conheço o Kurama, ele gosta de tu, caso contrário não teria mandado tu vazar de lá sem te dar pelo menos umas pancadas. - Itana entrou na nossa conversa. — Ele tá drogado e não tá pensando direito, mas logo ele cai em si.
— Eu fico preocupada quando ele usa a droga e pega aquela arma antiga, ele gosta de colocar ela na cabeça, e eu fico com medo de acontecer algum acidente. - eu disse chorando, meu coração tá apertado.
— Tu gosta dele mesmo né loirinha, o cara gritou contigo e tu tá aí toda preocupada com ele.
— Eu amo ele Itana, e pensei que ele me amasse também, porém, ele me colocou pra fora de casa.
— Pois se ele te colocou pra fora de casa o azar é dele amiga, tu não vai mais ficar chorando aí nesse sofá não, pois hoje é dia de bailão.
— Sakura, eu nem tô com cabeça pra pensar em baile amiga.
— Está sim! E nós vamos nos arrumar e requebrar nossas rabas, tu vai mostrar pro Naruto e a favela toda o mulherão que ele perdeu quando te botou pra fora de casa.
— Isso aí cunhadinha! Tu é das minhas, o Sasuke deve ficar todo pianinho na tua mão. - a Itana disse sorrindo.
— E ai dele se não ficar, mas agora vamo deixar de papo mole e se arrumar, pois nós temos um bailão pra curtir.
(....)
Kurama
Eu saí da boca cedo, pois estava morrendo de saudade da minha novinha, e queria pegar ela de jeito antes da mesma ir pra escola, mas foi só chegar em frente ao meu barraco, que já fui topando com o carro da Itana, a mina sempre colou comigo e com o Uchiha nos dez de dez, e a favela ficava pequena quando os três neguin estavam juntos, eu, Sasuke e Itachi, porém, quando o tempo foi passando e eu o Sasuke começamos a passar as visão nas mulheradas, logo começamos cedo a sair catando geral, pois não vou negar, o pai é bonitão e sempre fez o negócio direito, percebemos que o Itachi era diferente, ele não queria comer as puta, e encarava demais os outros menor, logo eu e o Sasuke nos juntamos e encostamos o mesmo na parede, passamos o papo reto nele, e o mesmo confessou chorando que gostava de pica, e aí eu e o Sasuke nos olhamos, e começamos a dar risada, e o Itachi que até então estava chorando e assustado, limpou as lágrimas e começou a sorrir com a gente.
Ele pensou que a gente ia rejeitar ele e bater no mesmo, na real, eu não consigo entender como que um cara vai gostar de pau, em um mundo cheio de buceta pra ser comida, mas enfim, não foi por isso que o Itachi deixou de ser o nosso irmão, e quando ele virou a Itana, passou a ser a nossa irmã, e foi isso, apesar da gente não ter preconceito, com os menor da favela foi diferente, e a mesma decidiu ir viver a vida dela lá no asfalto, e até então tem se dado bem, a doida anda mais montada que as fiel das favelas, toda bancada pelos de terno, e foi depois disso, que eu e o Sasuke percebemos o motivo de tanta mulher do asfalto vir procurar piroca de favelado, é por que os almofadinha de lá curte as mulher do nipe da Itana.
Depois que a mina desceu do carro juntamente com o Uchiha, que já foi passando a fita de que a Hinata tava desde cedo na casa dele com a Sakura, eu mandei eles entrar, e a Itana foi contado pra gente como que tava as coisas lá no asfalto, o Sasuke pediu licença pra ir no banheiro e eu fui na cozinha buscar umas bebidas, foi aí que escutei a voz da Itana perguntando se eu tinha adotado uma criança, e já fui passando a visão na Hinata parada no pé da escada vestida na farda da escola, que é grande e folgada no corpinho pequeno dela, e realmente, ela fica muito gatinha na farda, parecendo mesmo uma menininha, e aí eu questionei pois pensava que ela tava lá na Sakura, e a mina de repente pirou, ficou lokona, e saiu correndo, passando voadora nos vapor e tudo, e correu numa velocidade que lembrou dos meus corres com o Sasuke e com a Itana quando nois era fiote, fiquei bobão, porém, peguei o livro de matemática que a doida deixou cair, e passei a visão pra Itana e o Sasuke ficar de boa na casa, que eu tava indo na escola deixar o livro dela e explicar sobre os acontecidos.
Mas aí quando eu cheguei em frente a escola e fitei o aquele cuzão que quer passar o pau nela, alisando a minha mina, eu fiquei doidão, me subiu um ódio, o sangue foi todo fervendo pra cabeça, e tudo só piorou quando a Hinata defendeu o fela e ainda fez um movimento pra me desarmar, dando espaço pro caralho fugir, eu fiquei ainda mais virado nós ódio, questionei se ela tava dando pra ele e a mina se ofendeu, me acusou de trair ela, então eu arrastei ela pra casa e esfreguei a verdade na cara dela, porém, devido às neura, acabei cheirando umas carreira, e as ideia que meu pai me passou antes de morrer começou a tomar conta da minha mente, eu mandei ela vazar, pois não eu tenho coragem de quebrar ela no pau, como eu havia prometido, e do jeito que as escuridão das lembranças do meu pai tava chegando na minha mente, eu temia em fazer algum mau de verdade pra ela, pois nesses momentos eu não tenho controle nem comigo mesmo, e quando eu me dei conta eu já tava com o revólver do meu pai apontado pra minha cabeça e escutando o Sasuke passar as visão pra mim, tomando em seguida a arma da minha mão.
— Coe otário! Tudo dando certo na tua vida, e tu vai pagar de fiote emocionado agora? - o Uchiha diz e guarda a minha arma na cintura.
— ME DÁ ESSA PORRA AQUI! - eu tomo a arma que era do meu pai e coloco no fundo falso embaixo do sofá, eu sempre guardo ela ali. — EU SOU UM CUZÃO CARALHO! NÃO DÁ PRA SE MUDAR O QUE É!
— Pois nessa nóia errada aí, tu vai acabar perdendo a tua mulher.
— Aquela cachorra tava defendendo aquele cuzão, tá pensando que eu sou fiote ou quê, não aceito filho da puta encostando em mulher minha não, aquele pau no cu tá marcado, se eu topar com ele na minha frente, mando ele pro inferno.
— Coe imbecil! Não tô dizendo pra tu não fazer isso não, tu tá mais que certo em passar aquele cuzão pra baixo, mas cuidado aí com a novinha viu, se ela te deixar eu sei que tu não vai aguentar, eu te conheço, nóis é bandido e não quer nada com ninguém, mas quando a gente bota uma mina no nosso nome é pra sempre, eu te digo de certeza, esse sentimento aí que tu tem pela Hina não vai sair de tu não, assim como o que eu tenho pela Sakura só sai de mim quando eu morrer.
— OU HINATA! HINATAAAA! - comecei a gritar desesperado, a droga e a bebida já tava misturada e noiando na minha cabeça. — CADÊ TU MULHER?
— Tu mandou ela embora rapa! - o Uchiha disse e eu fiquei doidão.
— Mandei ela ir lá pra fora da sala, não mandei ela embora do barraco. - sai doido atrás dela, porém tava vendo tudo embaçado na minha frente, e resolvi me jogar primeiro na água fria da piscina pra jogar essa lombra pro inferno.
Depois de sair da piscina já com a cabeça mais fria, sento na borda da mesma e o Uchiha logo vem e senta do meu lado.
— Eu quero a Hinata! Liga pra tua mina e manda ela trazer ela aqui.
— Te passar o papo reto! - Sasuke diz olhando no relógio de pulso. — As essas horas essas mina já deve ter chegado no baile, bebido todas e já decido até o chão umas quinhentas vezes, conheço meu peixe. - fala sorrindo.
— E tu fica de boa assim com isso caralho? - pergunto nervoso, minha respiração começa até a falhar, tô sentindo que o infarto vem.
— Só não ficaria se eu tivesse brigado com a Sakura, igual tu brigou com a Hina! Aí eu ia ficar o caralho! Mas nós estamos bem, então tá de boa, até porque eu já tô indo me arrumar e encontrar com ela.
— Filho da puta! Espera aí que eu vou me arrumar também, marca dez e eu já desço. - eu digo e subo as escadas, tomo um banho, visto uma calça jeans, coloco uma camiseta preta, calço meus Nike, e passo meu perfume de lei, desço as escadas e topo com o Uchiha todo arrumado já, e subo na minha moto e ele na dele, pouco tempo depois nós brotamos no baile.
Assim que entramos no baile, o pessoal vai dando passagem pra gente e logo chegamos no camarote, me sento e passo a visão ao redor, nada da Sakura, nem da Itana e muito menos da Hinata.
— QUE PORRA É ESSA? - o Sasuke diz zangado olhando pra baixo, saca a arma e desce do camarote.
Eu encosto na grade e passo a visão pelo baile, logo meus olhos bate na Hinata, dançando com as outras mina até o chão, e ao redor delas um monte de cuzão do olho grande que estou indo matar nesse exato momento.
Destravo a minha pistola, e desço também do camarote para ir encontrar com elas.
(....)
Hinata
Para o desespero do Kurama, pior do que eu vestir as roupas que a Sakura comprou para mim, seria eu vestir emprestado uma roupa da própria Sakura, e como eu saí de casa apenas com a roupa do corpo que ainda por cima era a farda da escola, eu tive que vestir um shortinho jeans curto e um cropped que mal cobria os seios, da minha amiga, sorte que lavei meus cabelos e os mesmos estavam brilhosos e sedosos, penteei ele de lado e os deixei solto até a cintura, a Itana fez uma make top em mim e na Salura, e nós ficamos o mó lindonas.
— Mina por isso que o Kurama caiu de quatro por tu, tu é gostosa pra porra. - a Itana disse sorrindo.
— E ainda dá o chá muito bem dado, graças a professora Sakura que deu umas dicas de ouro.
— Amiga confesso que tem me ajudado bastante, mas o Kurama também não fica atrás, ele é tarado amigas, cheio dos fogo. - eu disse um pouco envergonhada, mas disse.
— Isso ele e o Sasuke sempre foram mesmo, os boys de vocês começaram cedo e a fama deles vai até no asfalto, mas as vadias que botaram eles dois na mão são de responsa mesmo viu, duas feiticeiras. - Itana disse sorrindo. — E esse teu jeitinho fofo aí mina, derrete o coração do bandido, eu tenho é certeza, conheço meus irmãos, o Kurama sempre tratou mal as putas, mas tinha uma loirinha que era frágil e ele protegia ela, quando nois era criança, porém, a mina foi embora do morro com a família, e aí o Naruto virou o Kurama, e se fechou ainda mais pro mundo.
Não sei porque, mas a simples menção de que o Naruto já tinha dado tanta atenção pra alguém, mesmo quando ele ainda era criança, me faz sentir um aperto no peito, pois por mais que ele tenha sido um ogro comigo, eu amo ele e morro de ciúmes dele.
— Mas aí, eu vou ensinar umas coisa aí pra cês, que vai fazer esses homens pirar de vez, eles vão ficar totalmente fora da casinha, o Uchiha vai explodir e o Kurama vai uivar.
— Menina, passa essa fita aí pra nóis! - eu e a Sakura sentamos perto dela interessadas.
— Essas minhas cunhadas são de lei, botei fé vadias. - disse batendo a palma da mão na nossa. — Agora vamos quebrar geral naquele baile, eu vou explicando no caminho.
(...)
Assim que nós entramos no baile, geral deu passagem pra gente, eu imaginei que iríamos subir para o camarote, porém, a Sakura e a Itana passaram direto para a pista, e eu apenas segui as mesmas.
Começa a tocar o funk de responsa e nós começamos a dançar, ou melhor, eu tentava acompanhar as mina, pois elas estavam realmente representando, e eu, bem, faz pouco tempo que comecei a frequentar os bailes, elas começaram a beber, e eu pedi um ice, e fui tomando os goles aos poucos, pois eu não tenho costume nem com o ice que era mais doce, então fui tomando de pouquinho só pra enganar.
— Itana? - um dos vapor do Kurama aparece do nada perto da gente, e fica ligadão na Itana, tanto que nem passa a visão em mim e na Sakura.
— Hidan! Quanto tempo.
E de repente começaram a surgir vários garotos à nossa volta.
— Quem são esses caras? - perguntei assustada, esses garotos não são vapor, pois se fossem, estariam literalmente fugindo da gente.
— Miga, acho que eles são do asfalto, já mandei saírem de perto, porém são muito abusados. - Sakura disse com raiva e empurrando um cara que deu uma encoxada nela.
— Hinata, eu trouxe um recado do Toneri, ele tá no morro da Moleca, ele é vapor de lá agora junto com o pai dele! - um garoto se aproxima de mim e diz no meu ouvido. — Ele disse que vai vir te salvar, e vai matar o Kurama e que vai te lev...
Antes do cara terminar de falar, o mesmo é derrubado com um tiro no meio da testa, eu olho pro lado e vejo o Kurama com os olhos vermelhos, o que segurou na cintura da Sakura também está caído com um tiro na testa dado pelo Uchiha, os outros garotos que acompanhavam eles meteram o pé, essas horas já devem tá chegando no asfalto.
— Tá dando ousadia pra homem é sua cachorra? - o Uchiha perguntou zangado pra minha amiga.
— Relaxa que as mina tavam comigo e ambas estavam comportadas, esses Zé que chegaram de atrevimento por aqui. - a Itana entra em nosso favor.
— Gostou do macho que matei na sua intenção? - Kurama sussurra na minha orelha. — Eu vou fazer bem pior com aquele pau no cu do Toneri. Foi só ele dizer o nome do Toneri que eu fiquei assustada e comecei a tremer.
— Precisa ficar com medo de mim não Hina, eu nunca vou te fazer mal, antes disso eu mesmo acabo com a minha própria vida, me perdoa aí amor? Eu te amo novinha, eu fico surtado quando o assunto é você. - olho pra o lado e vejo que a Sakura já está se pegando com o Uchiha no maior fogaço, a Itana tá tendo uma conversa meio estranha com o Hidan, acho que eles já se conhecem de outros bailes.
— Naruto você precisa sair daqui. - eu digo preocupada com ele.
— Não precisa me escorraçar não mina, me perdoa aí vai, eu sou doido por você minha vida, vamo subir comigo lá pro camarote, tu fica toda sussa lá no meu colo. - ele pede com os olhos pidão, e eu quase me amoleço, porém saio sozinha tentando me afastar do baile o máximo possível, pois ele errou comigo e eu não irei deixar barato não, irei fazer cu doce com ele.
— Eii Hinata! Me escuta mina! Vamo conversar? - Naruto vem correndo atrás de mim.
— Olha aqui Kurama, você me colocou pra fora de casa, eu não sou mais sua mulher. - digo zangada, ele tá pensando que eu esqueci das humilhação.
— Mina eu só mandei tu sair lá da sala, tu entendeu errado, eu te amo vida, tu é minha mulher e eu não aguento ver macho chegar perto de tu não, eu não vou negar, eu mato esses porra tudo mesmo, eu...
O Kurama nem chega a terminar de falar o que ele ia me dizer, pois é atingido em cheio na cabeça com um tiro dado pelo Toneri, que surgiu ali não sei da onde.
— NÃOOOOOOOOO! - eu ajoelho perto dele, e o Naruto tá desacordado e não tá respirando, isso quer dizer que...
— Ela tá morto Hina! Eu te salvei! Agora tu vem comigo.

Em dívida - Naruhina Onde histórias criam vida. Descubra agora