Hinata
Acordar e fitar com os lindos olhos azuis do Naruto me olhando foi a melhor coisa que aconteceu depois de todo aquele terror que a gente teve que passar, eu não precisei pensar nem duas vezes, doei sangue para ele, e se por acaso precisasse, eles poderiam ter me tirado até a última gota, eu não iria me importar, eu sofri muito, fiquei com muito medo de perder o meu amor, mas depois de todo a escuridão veio a luz e ele estava bem diante dos meus olhos.
Eu não pensei duas vezes, cai nos braços dele, nós nos abraçamos, nos beijamos, dissemos para o outro tudo o que estávamos sentindo nos nossos corações, a gente fez amor bem gostoso, mesmo com relutância da minha parte, pois o cara mal saiu do postinho, e eu tenho certeza que não foi por decisão do médico, mas o Naruto tem o fogo muito grande, e logo já veio atrás de sexo, e eu como sempre, não soube resistir aquele sorriso safado que ele tem, e logo depois nós dormimos bem juntinhos na nossa cama.
(....)
Nem sei quanto tempo passou, mas quando abri meus olhos, percebi que já estava começando a escurecer, passei a visão no Naruto, dormindo todo tranquilo do meu lado, olhando pra ele assim, pra o rosto dele sem aquelas expressões sérias, ou com aquela cara de safado que ele faz sempre que me olha, da pra perceber o quanto ele parece ser apenas um menino, um menino lindo, e que talvez tivesse tido uma vida totalmente diferente se não fossem vários acontecimentos que fizeram ele se tornar o que ele é hoje.
Continuo durante um tempo observando ele completamente encantada, e aí quando eu olho pra sua barriga, percebo que a mesma está muito esquia, então eu me levanto devagar e vou lá na cozinha preparar uma sopinha pra ele, pois eu e o Naruto somos assim, cuidamos um do outro, ele fez sopa pra mim quando eu estava doente, e agora eu irei retribuir e vou fazer a sopa mais deliciosa e nutritiva do mundo todo somente para o meu amor.
Assim que terminei de fazer a sopa, que modéstia à parte estava muito cheirosa, coloquei na bandeja, diz suco de laranja e levei para o Naruto, quando eu ia subindo as escadas, tomei um susto que quase me fez derrubar a sopa.
— HINATAAAA! - o Naruto estava gritando o meu nome, apressei meu passo e fui logo para o nosso quarto, lá encontrei ele sentado na cama com um semblante assustado.
— O que foi amor? Eu tava fazendo uma sopinha pra você. - assim que ele me viu suspirou aliviado e me lançou o sorrisão lindo dele.
— Porra mina! Eu sonhei que tinha levado você de mim e quando eu acordei e não te encontrei aí, gritei teu nome que nem um fiote.
— Eu não vou pra lugar nenhum amor! Eu tô aqui com você. - coloquei a sopa no criado mudo e lhe dei um abraço apertado.
— Fez sopa pra mim novinha? O cheiro tá bom, e eu tô com fome. - ele disse e eu sorri, peguei o prato de sopa e sentei ao lado dele, logo eu comecei a esfriar e fiz menção de levar a colher para a sua boca.
— Coe mina! Não sou fiote não, eu guento comer essa porra só. - ele disse e eu percebi que as bochechas dele ficaram meio coradas, o que deixou ele o mó fofinho.
— Eu quero dar a sopa na boca pra você. - disse lhe dando um selinho e o mesmo não resistiu, e mesmo bolado aceitou, eu comecei a levar a colher pra boca dele, e fiquei felizona pois ele estava comendo tudo bastante satisfeito.
— Depois quero que você me dê a sobremesa na boca também. - disse colocando a mão em cima da minha intimidade e apertou.
— Naruto! Você não pode amor, você tá dodói! - disse lhe dando um selinho, e ele pegou a mão e colocou em cima do pau dele que já tava duro.
— Ele que tá dodói, porque você não dá atenção pra ele. - deu um sorriso safado.
— Naruto! E hoje a tarde? - pergunto meio sem jeito.
— Já faz muito tempo amor! Eu tô com saudade, e tô com fogo também.
— Safado! Termina logo de comer essa sopa, depois a gente conversa. - esfriei mais uma colher e coloquei na boca dele.
— Coe! Recebendo comidinha na boca neném! - o Uchiha aparece na porta do nosso quarto junto com a Itana e a Sakura, e na hora que me vê dando sopa na boca do Naruto começa a sorrir sem parar. — Se os menor visse isso, já era o respeito no patrão.
— Porra eu vou matar esses vapor, como é que deixa a minha casa ser invadida desse jeito! - o Naruto disse irritado, porém, eu sei que ele estava tentando disfarçar a vergonha.
— Coe cuzão! Tu sabe muito bem que a entrada aqui só é liberada pra teus irmãos pow.
— Meus irmão minha pica! Vocês são uns empata foda, isso sim. - Naruto respondeu com raiva e dessa vez eu quem fiquei com vergonha.
— Amiga a gente tá atrapalhando? - Sakura pergunta sorridente.
— Não amiga! Que isso amor, isso é jeito de falar com eles? Vieram aqui te visitar, saber se tu tá bem.
— Tô bem! Já podem vazar!
— Naruto! - reclamei e ele revirou os olhos. — Você já terminou a sopa, agora toma esse suco todinho.
— Na moral! Como que tu tá maninho? - Itana perguntou.
— Deu pra escapar man! Inclusive eu tô de bouas, pronto pra outra.
— Não fala isso nem brincando! - reclamei com ele e ganhei um selinho nos lábios.
— Desculpa princesa.
— Porra! Eu vivi pra ver o moleque mais maloka da favela, derretido assim por alguém, tu tem mel nessa buceta aí heim novinha? - a Itana disse e eu não sabia onde enfiava a cara.
— Que te importa porra! Vai chupar o pau dos teu machos. - Naruto respondeu.
— Belê! Tô indo! Pena que não vou poder entregar pra o meu irmãozinho o bolo de chocolate que a minha coroa fazia e você amava, e por coincidência ela me ensinou a receita.
— Pera aí porra! Coe! Sempre te considerei, passa esse bolo pra cá. - Itana mostrou uma bacia enorme pra ele e desceu escadas a baixo, logo o Naruto levantou da cama e desceu atrás dela, quando chegamos na cozinha a Itana e o Uchiha estavam na mesa sorrindo, a Sakura sentou ao lado dele, e eu fui pegar os pratos e garfos para comer o bolo, e o Naruto me pediu para fazer café.
Logo o mesmo ficou pronto e todo mundo comeu o bolo que a Itana fez e que por sinal realmente era uma delícia, e eu fiquei impressionada com as expressões que o Naruto fazia a cada garfada, realmente esse bolo da mãe falecida do Sasuke, tinha um gosto especial para ele, eu sei que foi essa coroa aí que ele teve como mãe depois que a dele morreu.
— Amiga você tem que me ensinar essa receita, por favor. - pedi cochichando pra minha cunhadinha.
— Claro que ensino meu amor!
— Já eu vou realizar aquelas outras paradas lá que tu ensinou. - Sakura disse com cara de safada.
— Pera mina! Espera pra amanhã quando eu for embora, pois não quero ser acordada à noite com barulhos constrangedores.
— Relaxa que eu e a Hina ainda vamos no shopping fazer umas comprinhas para essa ocasião.
— Vamos?
— Vamos sim amiga, deixa de nóia.
— Coe! O que cês tanto conversam aí? - os meninos perguntaram pra gente.
— Estamos combinando de ir tomar açaí! A Hina sempre amou açaí, mas quase sempre não tinha como ir lá na barraquinha da Dona Ayame. - foi só a Sakura falar isso que o Naruto, já foi levantando dizendo pra gente se arrumar que ele iria me dar os açaí da favela toda.
Eu achei exagero, mesmo assim me arrumei, coloquei um dos meus vestidinhos novos, que ainda não tinha usado, calcei uma rasteirinha, soltei meus cabelos que deslizaram até minha cintura, e logo já estava pronta.
— Tá doida porra! Tu não vai sair de casa assim não fiona! Pode ir tirar esses pedaço de pano aí. - Naruto disse retado assim que passou a visão na minha roupa.
— Coe! Dá mais tempo não pow! Desse jeito a barraca do açaí vai fechar. - o Sasuke reclamou, e o Naruto revirou os olhos.
— Pois vamo assim mermo nessa porra! Porém, vou levar minha pistola, pra mandar de arrasta tudo que é cuzão que botar os zoio em você. - disse puxando o meu braço pra irmos logo pra o carro dele.
Apesar do Naruto passar o tempo todo observando o movimento a procura de alguém que tivesse olhando pra mim, o que não iria acontecer pois todos abaixavam a cabeça assim que eu passava, a noite foi muito legal, uma parada de família mesmo, mó responsa, a família postiça do Naruto agora era a minha família postiça também e eu já amo muito eles.
Quando terminamos de tomar o açaí eu me despedi com um abraço apertado da Sakura e da Itana, o Naruto se despediu da mesma também e fez o toque de mais com o Uchiha, e voltamos pra casa.
Mas em vez dele ir pro nosso barraco, ele passou direto subindo o morro até o final, e parou num lugar bonito pra caralho, que geral chama de mirante, daqui de cima da pra ver a favela toda, e a noite com todas essas luzes piscando, fica mó lindona.
— É linda né novinha? - Naruto me sentou em cima do capô do carro dele, e sentou do meu lado. — Essa vista toda aí até consegue competir com você, mas apenas se iguala nas beleza, porque mais linda que tu não existe nada nesse mundo tá ligada?
— Porra Naruto! Assim eu fico sem jeito! - digo envergonhada, o coração já começando a palpitar.
— Desde de moleque que eu sempre venho aqui, porém, é a primeira vez que trago alguém pra curti essa parada comigo, porque eu quero compartilhar tudo da minha vida contigo novinha, pois eu te amo muito Hinata! Tu é a mulher da minha vida pow.
— E você é o homem da minha vida! Te amo demais. - ele me dá um beijo calmo e carinhoso, e depois nós continuamos bem agarradinhos, nesse clima mó romântico, só observando a paisagem e tendo a certeza de que vamo se amar pra sempre.
(....)
Hinata
— Esse é o seu lugar preferido? - pergunto com a cabeça deitada no peito dele, ainda estamos no capô do carro observando a vista da favela.
— É sim! Daqui dá pra ver a quadra, os menor tudo jogando bola, sorrindo, se divertindo, dá pra ver a praça, no qual tem os brinquedos, o pula-pula pras mães brincar com os cria, é assim que eu gosto de ver a minha favela, tudo sussa, na maior paz. - disse sorrindo, e ali eu comecei a ver um lado do Naruto que era muito lindo, ele sempre se preocupa e pensa na comunidade, mandou reformar a quadra, e colocar brinquedos na pracinha, tudo pra os fiote se divertir, tirando os dias de invasão, a favela do Alemão nas mãos do Naruto é muito mais pacíficada do que seria com qualquer de terno ou de farda.
— Eu gosto do jeito que cê olha pras crias daqui da favela. - falei sorrindo e ele concordou.
— Eu queria que os mesmo tivessem um destino diferente tá ligada? Por isso mandei construir aqui na favela a "Casa do menor," lá tem escolinha de futebol, reforço da escola, dança pras meninas, aula de luta, pra vê se alguns desses moleque daqui consegue vencer esse sistema de merda que sempre acha que os destinos dos favelado é virar bandido que nem eu virei.
— Quem é o verdadeiro bandido Naruto? O de farda que invade nossa comunidade e mata os menor sem ao menos da a chance dos moleque falar se são apenas morador ou não? Destruindo a vida e os sonhos dos moleque, os de terno que mantém esse sistema de merda e pelas costas chefia e ganha em cima do crime organizado, ou mano favelado, que já nasce sem oportunidade e com os destino marcado? - eu disse e percebi que ele me olhou impressionado.
— Caralho mina! Tu é toda inteligente, véi! Olha as coisa que tu fala aí, mó pensamento profundo, tu é foda novinha. - disse me olhando com uma expressão toda orgulhosa no rosto. — Cada dia eu agradeço mais a Deus por ter me dado tu de presente, uma mina cabeça, que não pensa só em unha, ou silicone, alguém que você pode parar pra sentar e bater um papo mó responsa.
— Eu vou ficar me achando desse jeito Naruto.
— E pode se achar mesmo! Tu é a minha rainha, a patroa dessa favela, a dona da porra toda e principalmente a dona do coração desse bandido aqui. - ele disse e eu logo me perco nos olhos azuis e no sorriso lindo dele.
— Tu é o bandido mais gato que existe!
— E tu é o presente mais lindo que Deus me deu. - ele disse e eu comecei a beijá-lo, não esperei ele me puxar pra ele, fui mesmo nas ousadia e sentei no colo dele, em questão de segundos senti o membro dele se inchar e endurecer embaixo de mim, comecei a rebolar e ele levantou o meu vestido até a minha cintura, ficou apalpando e apertando a minha bunda, fazendo eu me esfregar ainda mais nele.
— Aanh Naru! - gemi no instante em que ele começou a mordiscar a minha orelha, me deixando toda arrepiada.
— Tu não tem noção do que causa em mim quando fica gemendo toda aí desse jeito! - falou e me deu um tapa na bunda, puxou meu decote pra baixo e começou a chupar meus seios.
— Amor será que não corre o risco de alguém pegar a gente aqui? Filmar ou algo do tipo?
— Só se esse alguém quiser virar churrasco! Eu queimo vivo qualquer um que olhar pra tu estando seminua desse jeito, eu mando reto pro inferno. - ele continuou seu trabalho com a língua, e ali nós já fazemos amor.
— Seu Gostoso! - eu disse olhando completamente fascinada pra ele depois que finalizamos.
— Você, minha delícia! - tirou um beck do bolso e acendeu. — Tu me dá licença amor?
— Da aqui pra mim também! - peguei da mão dele e puxei um trago, logo ele se espantou.
— Oxe! E tu curte?
— Eu tenho ódio dos pó, das bala, e das injeção, tudo o que levou meu irmão pra esse inferno de vida, agora os beck, quando eu era criança a minha mãe puxava e dava pra eu puxar também, ela dizia que fazia a gente relaxar e ajudava a pensar nas tretas da vida, e esquecer das coisas ruim que aconteceu com a gente. - falei dando de ombros e devolvi o cigarro pra ele que puxou e soltou fumaça olhando pra o céu, que também estava incrivelmente estrelado.
— Como foi tua infância? Tu sempre viveu aqui? Faz dias que venho percebendo umas paradas sinistras aí em tu. - puxou a fumaça novamente e me entregou pra puxar também. — Tu corre mais ligeiro que muito menor, tu se esquiva e sabe dar voadora, sinal que luta no mano a mano, desarmou a pistola da minha mão nas maior agilidade, e pelo o que vi naquele dia, tu sabe atirar, não fraquejou e segurou firme a pistola ao descarregar um pente todo de bala, isso né atividade pra amador não mina.
— Você é bem observador né? - sorri já começando a marolar.
— Sim! Não é a toa que me tornei o dono desse morro, e sou muito mais observador quando se trata de você.
— Meu pai obrigava eu e o Neji a lutar desde pequenos, ensinava a gente a atirar, e também a usar outros tipos de armas, o Neji era melhor com as facas, e eu com o arco e flecha.
— Puta que pariu! Arco e flecha que nem nos filmes. - perguntou impressionado e eu sorri.
— Isso tem muito tempo Naruto! Eu quase não me lembro dessa época, eu sei que a gente não tinha descanso, a gente tinha muito medo do nosso pai, ele era cruel, e batia muito na mamãe, também batia em mim e no Neji sempre que a gente cometia algum erro, por isso a gente se empenhava tanto, então teve um dia que não se sabe o porquê, mas o Neji errou feio no tiro ao alvo, ele partiu pra cima da gente furioso, pois mesmo que apenas um errasse, os dois apanhavam, ele bateu tanto na gente, foi a primeira vez que achei que ia morrer, nossa mãe entrou no meio e também entrou no pau, então teve um momento que o Neji por impulso pegou a faca dele e acertou em cheio o coração do papai e matou ele, nesse dia a mamãe pegou o dinheiro que ele tinha na carteira e fugiu com a gente aqui pro morro, e aqui a polícia nunca veio atrás de nós.
— Caralho! Que história sinistra Hinata! Teu pai era cana? Ou só um doido mesmo?
— A mamãe só chamava ele de bandido! Então eu acho que ele era vapor de algum morro inimigo, pois se a mamãe veio se esconder com a gente aqui né? E depois que nós chegamos aqui foi diferente, eu e o Neji podíamos brincar na rua, correr, a mamãe nos matriculou na escola, eu acho que eu deveria ter uns seis anos de idade, por aí, e desde então eu sou cria dessa favela.
— Porra! Eu com uma guerreira do meu lado e não sabia. - disse debochando e eu lhe dei um tapa no braço.
— Eu era muito pequena! Não lembro de quase nada e do que lembro eu tenho horror, depois disso o Neji se tornou muito ansioso, e aos poucos foi entrando no mundo das drogas, logo depois virou vapor, e em vez de ganhar dinheiro, ele se afundou ainda mais nas drogas, e depois foi só ladeira abaixo, principalmente depois que a mamãe morreu.
— Tua vida também foi mó dureza mina! E mesmo assim tu sempre lutou, nunca desistiu das batalha, e é por isso que eu sempre te admirei, mas fica sussa que tu não tá mais sozinha não, tu me tem, e a partir de agora eu só vou te fazer feliz.
— Tu já me faz feliz Naruto! Só agora que eu tenho você, é que eu sei o que é ser feliz de verdade. - nós nos abraçamos e ficamos ali por mais algum tempo curtindo aquele climinha de mó paz, na mais perfeita sintonia.
Quando chegou na madrugada, começou a fazer frio e eu pedi pra gente ir pra casa, Naruto sem demora obedeceu, e quando chegamos, passamos direto pro banho, tomamos uma ducha quentinha e relaxante, com direito a muitos beijinhos e carinhos, e em seguida nos secamos e fomos pra nossa cama dormir bem agarradinhos, pois confesso que de outra maneira eu não estou mais conseguindo dormir.
(....)
Naruto
Pronto! Passado o dia que eu tirei pra descansar por causa da pancada e do tiro, e agora já amanhecido um novo dia eu vou me tirar desse repouso e voltar para as atividades, até porque eu tenho um morro pra invadir e eu vou massacrar até o último vapor.
Me mexi um pouco e tentei me soltar da Hinata, pois a mina tava toda colada em mim, e o malandro tem que reconhecer uma parada, eu sempre fui bixo solto na vida, mas confesso que eu não sei mais dormir sem o corpinho macio dessa novinha colado em mim não. Pensando nisso eu dou risada e um beijo carinhoso na testa dela, fico analisando tudo o que a gente conversou ontem, a gente se conheceu ainda mais, e eu tenho que admitir que eu tô ainda mais, encantado e apaixonado por ela.
Aos poucos eu vou me soltando e vou ao banheiro, tomo um banho, faço todas as minhas higienes, dou mais um beijo na testa da Hinata que continua dormindo que nem um anjinho, e desço pra boca.
Chegando lá encontro o Uchiha e o Deidara conversando no meu escritório.
— Coe! Ninguém trabalha mais aqui não? É preciso o chefe levantar e vir cuidar pessoalmente dos corre pow. - disse zangado e me sentando na minha poltrona.
— Coe patrão! Pensei que tu fosse ficar pelo menos mais uma semana em casa, não tá muito cedo pro chefe voltar pras atividades não? - o Deidara perguntou analisando os pontos na minha cabeça.
— Não encosta não porra! Não gosto de macho tendo proximidades comigo não seu cuzão. - o Uchiha começou a gargalhar. — E eu não só irei voltar pras atividades, como irei invadir o Morro da Moleca e derrubar tudo o que eu ver na minha frente, eles não queriam a minha cabeça? Pois eu quero a cabeça de todos os bandidos de lá também.
— Pode pá chefe! Vou juntar tudo o que é menor e vapor, a tropa do Kurama vai invadir aquilo tudo sem dó. - Bola disse e saiu empolgado.
— Tá ligado que os urubus que rodaram as mina no dia do baile, tavam com o Toneri né? Por isso ele conseguiu entrar no morro, veio escondido no porta-malas do carro deles.
— Tô ligado! Aqueles playboy do asfalto, que eu mandei um pro inferno e tu também, vamo fazer um reforço nos treinamentos dos vapor e dos menor, ampliar aí a revista de tudo que é neguin que quiser entrar no morro, principalmente em dia de baile, a Hinata disse que faz tempo que esse Toneri estudava por aqui, só pra observar nossos movimentos e passar informação, quem garante que não tenha x9 até mais próximo aqui de nóis. - eu disse e o Uchiha concordou.
— Ou né! Tava pensando nessas parada aí também. Por isso vamo ficar de olho e só repassar pra os cria as fita menos relevantes.
— Pode pá! Mas a invasão lá no Moleca vai rolar, esses cuzão vão se arrepender de ter vindo aqui tentar merda com o pai.
— Porra eles são Morro pequeno ainda, era certo que não subiriam nem metade do morro e... - antes do Uchiha terminar de falar, nós fomos interrompidos pelo Shika que entrou na minha sala sem bater.
— Chefe desculpa aí! Mas o Kiba e o Shino, o sub e o dono lá do Moleca tão pessoalmente na entrada do Morro, disseram que vieram na paz falar com o chefe, nóis cai de bala logo pra cima deles ou manda ir embora pra ficar nos nossos aguarde?
— Tá porra! Se eles vieram em paz deixa passar, quero ver o que eles tem pra dizer antes de eu passar eles pro inferno, tá vendo aí Uchiha, precisei nem gastar gasolina pra ir matar eles, os cuzão vieram se entregar na minha mão.
— Pode pá! - Uchiha disse e nós começamos a sorrir. — Pode ir buscar eles pessoalmente Shika, tu e o Deidara, e nada de amizade pra cima desses caralhos, pois ninguém aqui tá de paz com eles não.
— Pode pá! Fé ai. - o Shika saiu e eu comecei a analisar as paradas que o Uchiha falou, esse Kiba não seria idiota a ponto de tentar invadir meu morro, e depois vir falar comigo em missão de paz.
— Tá pensando o mesmo que eu tô pensando né mano? - Uchiha me perguntou e eu assenti.
— Tem caroço nesse angu! E pelo visto o buraco é mais embaixo, alguém tá querendo a minha cabeça, e usaram o nome do morro da Moleca como disfarce. - foi só eu dizer isso e já escutamos a porta bater, o Uchiha foi atender e logo os dois homens entraram acompanhados do Deidara e do Shika, que em seguida fechou a porta e ficaram na contenção.
— E aí mano! Posso saber o motivo da ilustre visita? Acredita que eu também já tava aqui planejando fazer uma visita lá pra cês? - falei com sarcasmo e os dois engoliram em seco.
— Foi por isso mesmo que nos arriscamos vindo até aqui! - o Kiba começou a falar. — O Morro da Moleca não tá metido nisso não, inclusive não fomos nós que invadimos tua quebrada, minha favela ainda é pequena e eu só quero fazer minhas atividades na paz.
— E porque tu acha que eu acreditaria numa porra dessa? O cuzão x9 que tentou me matar disse que a invasão era por parte de vocês. - eu disse sério, precisava do maior número de informações possíveis pra tentar montar esse quebra-cabeça.
— O pai desse menor aí era nossa vapor, porém, quando o Toneri foi atrás dele informando que tinha fugido daqui e que queria vingança e pá, o mesmo tinha dito que era impossível e que ele esquecesse tudo isso, aí o moleque cheio das drogas matou o próprio pai e ainda disse que iria atrás da pessoa no qual ele trabalhava como informante e que iria propor um acordo, e que só não tinha ido antes porque sabia que o cuzão era doido pela mulher do patrão assim como ele. - eu me levantei e bati com força na mesa fazendo todos se assustarem.
— COMO É QUE É PORRA? QUEM É ESSE CUZÃO QUE DESEJA A MINHA MULHER? EU VOU PICOTAR ESSE VIADO EM PEDACINHOS.
— Aa... aaa gente não sabe... só sabemos dessas informação aí porque o Shino botou o rádio na escuta no momento do ato, e é isso, alguém nos fez de laranja, e por isso a gente se tornou alvo da maior favela do Rio, mas né isso que nois quer não, também estamos cheio dos ódios e queremos descobrir esse cuzão aí que é nosso inimigo em comum, eu me alio ao chefe aí pra massacrar esse pau no cu sem dó nem piedade. - Kiba disse sério, eu olhei pra o Uchiha e ele balançou a cabeça em sinal positivo.
— Por hora a invasão na tua quebrada tá suspensa, vamo ficar geral nas atividades e descobrir quem é esse suposto cuzão, e se o que tu tiver falando for verdade e se realmente colar em nóis futuramente com algo útil, eu posso até pensar no caso de te dar uma recompensa.
— Pode pá! Tudo o que nóis quer é ser aliado do Alemão, quem sabe até no futuro fazer parte do CV. - o cara disse empolgado e estendeu a mão pra mim, porém, fechei ainda mais a minha cara como resposta.
— Por hora pode ir! Mas as atividades serão redobradas que isso fico certo, e eu quero retorno, e um retorno que seja algo favorável, que livre vocês da fúria do Kurama. - os caras engoliram em seco e se retiraram da sala acompanhados dos meus gerentes, Shika e Deidara.
— E aí mano! Eu logo saquei que tinha mais coelho nesse mato! - Uchiha disse assim que ficamos sozinhos.
— Pode pá! Mas seja lá quem for que estiver querendo tomar a minha mulher e botar a minha cabeça numa bandeja, vai conhecer pessoalmente a força da "Hina." - eu disse e o Uchiha arqueou as sobrancelhas sem entender.
— Da Hina? Vai colocar tua mulher nas atividades? - eu sorri e fui até o armário das minhas ferramentas, peguei o machadinho no qual picotei o Sasori e mostrei pra ele.
— Essa aqui é a Hina! A filhota do papai.
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Em dívida - Naruhina
Fiksi PenggemarNaruto é o dono do morro mais perigoso do Rio de Janeiro
