Naruto
— "Sim, chefe, mas tu mermo disse que era pra soltar bala caso ele viesse. Os menor aqui estão cus fuzil apontado pra cabeça dele. Nós mata, ou o senhor vem pra matar?"
Era a minha maior vontade, só que a Hinata me matava depois, e por falar nela, a mesma acabou ouvindo a conversa e veio pra cima de mim.
— Como assim, estão prontos pra matarem o Neji? Você não pode fazer isso, Naruto ele é meu irmão! — disse ela, com as mãos trêmulas.
— Olha, mina, eu tinha dito antigamente pra os vapor, que se aquele noia desgraçado ainda pisar os pés aqui era pra matar. - explico pra ela que fica mais nervosa ainda.
— Amor, me deixa falar com ele. Assim eu vejo o que ele quer tu sabe que eu tava mo preocupada com ele. — ela pede, vejo em seus olhos o desespero. Caralho, é irmão dela.
— Tudo bem, minha vida..., mas não pensa que eu esqueço do que aquele estrupício fez com você. Pode ir, eu vou dar a ordem para não transformarem o burrico numa peneira.
Dei a ordem aos vapor e logo a mina saiu em alta velocidade na sua imponente Ferrari cor de rosa. Até nervosa ela fica linda, mas eu ainda não superei tudo o que rolou com ela, no último acidente de carro que a mesma teve, e acredito que nunca irei superar, por isso, eu não posso deixar essa mina sair assim.
— Cuida dos meninos, eu vou resolver essa situação. — recomendei à minha irmã.
— Tudo bem, eles estão dormindo, pode ir. E tome cuidado! — ela falou.
Montei minha moto e fui no encalço da Hina, chegando no portão eu avisto o safado do Neji ajoelhado. Caralho, que porra é aquela? O maluco está vestido num terno nem parece que é ele, e com um livro grosso na mão. Tiro o meu capacete e me aproximo do safado, a Hinata está bem do meu Lado.
— O que tu veio fazer aqui, seu pau no cu? — fui logo partindo pra cima. Neji ergueu a cabeça e me olhou de volta, mas ele não parecia ter medo de mim. Parece que o cagao finalmente resolveu virar homem. — O que foi? Por que tá me olhando desse jeito, seu noia desgraçado?
— Hina, Naruto, eu sei que vocês dois têm todos os motivos para me odiarem, mas eu não vim aqui para querer confusão com vocês não! — o filho da puta falou, a voz era bem macia.
— E o que você quer aqui, Neji? Já não chega tudo o que você fez? Eu estive bem preocupada com você, mas não esqueci que tu queria me vender. — dessa vez foi a minha princesa quem disse.
— Isso mesmo! Tu já tá vendo aí que ele tá vivo, agora ele já pode vazar. - eu digo pra minha mulher e depois me viro pra o Neji. — Por que tu não aproveita a chance que estou te dando, por causa da tua irmã e dê o fora daqui? Hein!
Neji ficou imóvel, de repente começou a chorar. A Hinata chegou mais perto e o ajudou a ficar de pé. O safado já tá apelando pra o lado sentimental.
— Hina, Kurama, eu vi aqui para poder pedir perdão a vocês dois. Olha, minha irmã, eu não sou mais aquele Neji que você conheceu. Graças ao tratamento eu consegui enxergar o que é certo e depois que eu fui jogado para fora da reabilitação, eu vaguei perdido por muitos lugares até que encontrei pessoas que me apresentaram uma esperança...
— Esperança? Como assim? — a minha mulher perguntou.
— Sim, minha irmã, esperança. Eu encontrei um grupo de uma comunidade evangélica e eles me perguntaram se eu não gostaria de mudar de vida e aceitar Jesus e eu aceitei. Irmã, hoje eu posso dizer que fui transformado, eu encontrei Deus e Ele mudou a minha vida. Agora eu quero poder me redimir de tudo o que eu fiz a vocês, pagar pelo mal que cometi e dizer que nunca mais vou voltar a fazer mal de novo, eu dou a minha palavra!
Caralho meu irmão, o cuzao falou essas doideira aí e Dei foi uma gargalhada.
— Quer dizer que agora tu é crente Neji? Eu não acredito! — fui irônico sim.
— É verdade, Kurama e eu posso provar isso. Eu conheci a verdade! — ele insistiu. Conversa pra boi dormir, que eu caio nessa.
— Bom, então se for mesmo verdade que você se arrependeu, meu irmão, você vai ter a chance de mostrar isso. A nossa mãe está sorrindo e muito feliz lá do céu. — A Hinata já falou toda sorridente, e com os olhos marejados, meu Deus a minha mulher tem o coração de manteiga mesmo, porém, eu franzi o cenho, não estou gostando disso. — Uma das babás não veio hoje e você pode cuidar dos garotos pra mim. Poderia me ajudar?
— O que? — retruquei. — Tá maluca, Hinata? Nunca que eu vou deixar esse noia encostar nos meus herdeiros.
A mina me pegou pelo braço e me levou para um local um pouco mais afastado do aglomerado.
— Naru, ele se arrependeu. É justo darmos uma segunda chance. — disse ela com aqueles olho pidão que consegue tirar tudo de mim.
— Eu não confio nesse noia, Hina. Sabe Deus o que ele pode fazer contra os nossos filhos?!
— Tá, então pra te deixar mais tranquilo, eu vou ficar o tempo todo por perto. Satisfeito? Ele é meu irmão Naru, e está querendo uma segunda chance, eu sinto que tenho que honrar com a promessa que fiz pra minha mãe.
Suspiro. Não gosto da ideia de ter o Neji tão perto da minha família, mas se a mina se responsabiliza, tudo bem. Eu confio na minha mulher.
— Tá, só que eu vou manter um guarda sempre por perto. Se o teu irmão sair da linha, eu meto bala nele! E dessa vez não tem desculpa de ser tua família.
A mina sorriu e me agradeceu com um beijo. Ela entrou no carro com o Neji e subimos o morro. Eu fui logo atrás com a minha moto e os vapor estavam atrás de mim. Entramos em casa e para nosso alívio, os gêmeos continuavam dormindo. Sorte a deles tadinhos.
— Karin, esse aqui é o meu irmão Neji, ele veio para nos ajudar a cuidar dos meninos. - a Hina diz feliz da vida e eu reviro os olhos.
— Nossa, que legal. Seja bem-vindo, Neji. - a mina diz toda sorridente e se derretendo pra esse nóia filho da puta, os olhos dela até brilharam.
Mas que porra é essa? Que caralho de sorriso foi esse que a minha irmã deu pra esse noia do caralho?
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Em dívida - Naruhina
FanfictionNaruto é o dono do morro mais perigoso do Rio de Janeiro
