Kurama
Eu conheci a Karin quando nois era fiote, meus pais ainda eram vivos, e as coisas pra mim eram diferentes, eu já cria solto da favela, andava pulando dos telhados que nem macaco com o Sasuke e o Itachi, aliás, Itana, mas tinha aquela menininha ruiva que sempre pedia pra brincar com a gente, e eu deixava, os meninos zoavam dela por a mina era toda delicada e não conseguia nem pular um muro, quem dirá pular as lajes da favela, porém, eu gostava dela, e não é da maneira que o Uchiha diz, com essas boiolagem de amor de infância, mas não era nada disso não, esses bagulho aí de amor, desses que homem sente por mulher, eu só comecei a sentir depois que a Hinata entrou na minha vida, e por ninguém mais, antes disso eu era bicho solto, eu gostava dela da maneira maneira que gostava dele e da Itana, como irmãos, eu sentia tipo, que era responsável por ela de alguma forma e sentia vontade de proteger a mina, porém, teve um dia que ela foi embora, e isso me deixou muito triste, esse dia, não foi um dia qualquer, foi exatamente o dia no qual eu perdi tudo, e comecei a virar o Kurama, a Karin foi embora da favela, no dia em que os meus pais morreram, o motivo pelo qual eu nunca soube, porém, comecei a desconfiar no momento em que a vi novamente limpando o chão do postinho, no momento em que ela me chamou pelo nome eu a reconheci, e o motivo é simplesmente porque, a mina é muito parecida com a minha família.
Essa parada louca me deixou confuso, porém, mantive a postura e vazei dali no momento em que senti que a Hina ficou incomodada, a mina já é pirada estando normal, imagina carregando dois Kuraminha na barriga, ela tá muito lokona, uma hora fica toda chorona, outras já fica toda cheia dos fogo, e em outros momentos parece que o capeta incorporou na mesma, então eu não quis nem arriscar, pois segundo as recomendações da doutora, a minha princesa também não pode se estressar, e sempre a coloco em primeiro lugar na minha vida.
Por isso sumi dali com ela e fomos pra casa, fiz comida pra gente e depois ela dormiu, coloquei ela na nossa cama e fui pra boca, resolvi uns bagulho loko por lá, mandei um cuzão pro inferno, e depois acendi um beck pra relaxar, porém, os vapor anunciaram que a Karin tava no portão querendo conversar comigo e pensei um pouco, e achei melhor deixar ela entrar pra ver o que a mesma queria, se fosse dinheiro eu daria em consideração ao passado, se fosse pra tentar alguma coisa comigo, eu ia mandar ela ir embora, pois além de ser fiel a minha mulher, eu também nunca me interessei pela Karin nessas vibes aí, e se mesmo isso o que ela está querendo eu vou deixar as coisas tudo claras.
— Licença patrão, a mina aí. - o Shika diz e fecha a porta da sala assim que a Karin entra, e fico observando que a mesma realmente se parece bastante comigo.
— Boa tarde Naruto. - ela diz e ali eu já a corto.
— Mina me chama de Kurama, só a minha mulher tem o direito de me chamar pelo nome. - explico pra ela que concorda com a cabeça. — Então que assunto é esse que tu tá querendo tratar comigo?
— A minha mãe morreu recentemente, ela teve câncer, lutamos contra isso, mas no fim a doença venceu. - disse com a voz um pouco chorosa.
— Meus sentimentos aí! Mas o que eu tenho eu tenho a ver com isso?
— No seu leito de morte a minha mãe confessou um segredo. Ela me disse que eu tinha um irmão, e que esse irmão era o menino que sempre deixava eu brincar com a turma do morro quando éramos crianças e também sempre me protegia e cuidava de mim, o menino que durante toda a minha vida eu considerei como o melhor amigo, e também o único que eu tive. - ao ouvir a mina pronunciar essas palavras, fiquei de boca aberta, será que eu tava mesmo entendendo o que ela estava tentando me dizer.
— Você é o meu irmão Naruto, quer dizer, Kurama.
— Como assim porra? Que bagulho loko é esse aí?
— Ela me disse que era amante do seu pai, e que eu sou filha dele, e que no dia em que o mesmo se matou, ela foi embora do morro pra sempre e me levando também, pois ele era o único motivo pelo qual ela ainda morava aqui. Eu tinha sete anos na época, e você tinha nove. - ela diz e eu fico ali incrédulo, ouvindo tudo de boca aberta.
— Inacreditável essa parada aí. - eu digo, mas eu tenho que concordar que a mina parece muito com meu pai, e os olhos dessa porra são da mesma cor que os meus.
— A minha mãe morreu e por eu só ter dezessete anos e não ter nenhum parente, eles queriam me levar para passar os próximos meses em um abrigo de menor até fazer dezoito, porém, eu já observei que um dos funcionários de lá tava me olhando de um jeito diferente e piscando o olho pra mim. Então eu fugi pra o morro e vim tentar pedir ajuda pra você. Eu tenho medo do que pode acontecer comigo. - a mina relatou tudo e começou a chorar, e eu me adiantei e a abracei, pois eu sei o que é ficar sozinho no mundo, e essa parada não é boa não.
Foi aí que eu ouvi um barulho de tiro e do nada a porta da minha sala se abre e a Hinata entra de uma vez e já passa a visão em mim abraçado com a Karin e pelo jeito que a mesma estreitou os olhos, eu já percebi que a mina entendeu tudo errado, porém, eu me afasto e tento dialogar com ela.
— Que isso amor! Que patifaria é essa aí na porta da minha sala? Eu não deixei o... - a mina nem me deixoi falar, e já me deu um tiro no pé. — AI PORRA! O QUE SIGNIFICA ISSO HINATA?
— CONTIGO EU ME RESOLVO DEPOIS! AGORA EU VOU FAZER UM CHURRASCO DE PIRANHA AQUI NESSE MORRO. - ela disse e já foi puxando a Karin pelos cabelos. — TU TÁ ME TRAINDO SEU CACHORRO! EU VOU MATAR TU E ESSA PILANTRA.
— Solta ela amor! Pera deixa eu me levanta... - a doida nem me deixou falar e já me mandou outro tiro que quase pegava na minha mão.
— TU ENDEMONIADA MULHER? - gritei mas a mina já tava pra lá de Bagdá carregando a Karin pelos cabelos, e eu tinha que arrumar um jeito de ir atrás delas, ou caso contrário eu iria ganhar e perder uma irmã no mesmo dia.
— SHIKA! APARECE AQUI PORRA! - chamei e o mesmo veio se arrastando até a minha sala, e aí eu percebi que o doido também tinha tomado um tiro da Hinata, e logo atrás dele chegou o Sai e o Uchiha.
— Que treta foi essa mano? Quem atentou contra o patrão e um dos soldado de confiança? - o Sasuke perguntou me ajudando a levantar.
— Foi a própria patroa! - o Sai respondeu e o safado do Sasuke começou a sorrir.
— Eu disse que essa história aí de Karin ia dar uma treta das grandes.
— Cala a boca porra! E pergunta aí no rádio pra os vapor pra onde a Hinata tá indo. - ordenei e o mesmo já foi obedecendo.
— Aí, os vapor tão empilhando uma fogueira de pneus ao redor da Karin lá na praça. - o Uchiha me informa.
— Manda eles parar com essa porra agora!
— Aí recado do chefe! Pode parar agora com essa porra aí.
— Então manda o chefe vir logo se resolver com a patroa, pois ela tá ameaçando de atirar em todo mundo e os vapor tão com medo de morrer. - escuto a voz do vapor pelo rádio, e não digo mais nada pois se eu disser pra eles passar por cima da ordem dela, vão tudo morrer, por que a mina tá doida, e aí eu vou ter uma baixa nos meus soldados.
— Ouw Uchiha! Leva logo o Shika pro hospital pois ele tá sangrando demais.
— Tu também tá sangrando patrão! - o mesmo diz e eu dou de ombros.
— Primeiro eu vou me resolver com a Hinata, Uchiha tu fica também aí no rádio segurando os vapor. Ow Sai! - chamei e logo ele veio com uma moto e eu montei na garupa do jeito que eu pude, e me mandei para a praça.
Cheguei lá observei que a Hinata estava tocando o terror, e ali eu não sabia se eu ficava com raiva ou cheio dos orgulho, pois a princesa aprendeu tudo direitinho com o pai aqui.
— Para com isso Hinata! Tu já mandou o Shika pro hospital e daqui a pouco eu vou ter que ir também. Pois tu atirou no teu próprio marido. - reclamei e ela não fez nem conta de mim.
— Morto não é marido de ninguém, eu vou ficar viúva depois que eu te matar. Mas antes eu vou mandar essa aqui pro inferno. - disse levantando a arma rosa que eu dei pra ela, e ali eu já anoto na minha mente que eu tenho que parar de arma de presente pra essa mina.
— Tu tá nervosa amor, pensa nos nossos filhos. - apelei e a mesma nem se importou.
— Tu que não pensou neles seu cachorro! Pois se estou assim é por que tu me traiu. - falou chorosa e ali eu já quebrou meu coração, pois a minha mina tá pensando que eu parti o coração dela.
— Amor não é nada disso, essa mina aí acabou de me revelar que é minha irmã. Se acalma princesa, pensa nos nossos moleques. - falei e ela ficou ali analisando o que eu disse.
— Irmã? Que desculpa do caralho essa aí heim!
— Mina eu também fui pego de surpresa, e ainda não consigo acreditar direito nisso, porém, não terei como fazer exame de DNA se tu matar a Karin. Mas o mais importante é que eu não te trai, eu nunca fiz isso com você meu amor. - eu me explico e ela fica pensativa, depois se vira pra mulher do Sai.
— Amiga, como é que se realiza essa parada aí? Demora muito tempo?
— Amiga com a grana do patrão, não demora nem uma hora. Eu conheço uma equipe que trabalha com esses tipos de exames, que eu acredito que toparia vir até aqui no morro, dependendo do quanto fosse pago.
— Pois avisa que eu pago o que eles pedir, quero essa fita logo desenrolada, e se eu tiver mentindo eu mesmo me mato na tua frente, já que tu me quer morto. - falei encarando a Hinata, e a mina só virou as costas pra mim. Ouw mina marrenta viu.
— Bora pra tua casa Sakura, eu vou aguardar o resultado desse exame por lá. - a Marrentinha disse e já foi acompanhado a amiga.
— Ouw seus bando de cuzão! Desfaz essa fogueira aí. - mandei e os vapor obedeceram.
— Desculpa Naru... Kurama. Eu não queria causar problemas.
— Relaxa mina, onde é o teu barraco?
— Eu tô no antigo barraco da minha mãe.
— Pois tu fica lá até a equipe que vai fazer esse exame chegar, pra tua própria segurança mesmo. E some das vistas da Hinata, pois ela tá com o cão nos coro.
— Vou mesmo! Eu não quero morrer não. - falou e saiu dali correndo.
— Bora lá pro postinho patrão! O senhor já sangrou demais. - o Sai disse e novamente eu montei na garupa da moto e nós vazamos pra o hospital.
(....)
Depois que tanto eu quanto o Shika já tinha sido atendido e medicado, a equipe chegou e eu mandei geral ir lá pra casa do Uchiha, fizemos o teste nas vistas da Hinata que continuava com o bico maior do mundo, e logo depois os mesmo se encaminharam pra o laboratório lá do meu postinho, pois ele é equipado com tudo do bom e do melhor, e todos inclusive elogiaram as instalações do mesmo, e depois de mais ou menos uma hora já chegaram com o resultado, que eu fiz questão de que fosse aberta na frente da minha mulher.
— Senhor Kurama o exame deu positivo, o senhor é irmão da Karin. - a Ino disse depois que leu lá o resultado no papel e eu olhei pra Hina que já começou a chorar. E ali já me deu vontade de ir pegar ela nos braços, porém, a mina causou a maior patifaria no morro, e nois vai ter uma conversa séria.
— Naru eu achei que tu tava me traindo, te peguei abraçado com a mina aí lá na tua sala. - tenta me explicar e eu me mantenho firme na postura.
— Ouw Hinata tu tinha que ter me escutado, tu quase cometia uma injustiça aí, matando uma pessoa inocente.
— Eu sei desculpa Karin, eu sou a Hinata, sou tua cunhada e também mãe dos teus sobrinhos que em breve vão nascer. - se aproximou da minha irmã e mostrou a barriga grandinha, e a Karin já começou a alisar a barriga dela.
— Aí meu Deus! Que eu vou ser tia. - falou sorrindo para a Hina. Ninguém resiste quando a Hinata faz essa carinha toda fofa, é por isso que ela me ganha sempre, essa cachorra.
— Vai sim, eu só não sei ainda se serão meninos ou meninas. - fala tentando distorcer a situação, porém, eu não irei deixar.
— Ouw Hinata! Tá pensando que eu esqueci de todo o terror gratuito que tu acabou de tocar no meu morro? Anda, passa pra dentro daquele carro que agora eu vou te resolver lá nossa casa. - falei sério e a mesma olhou toda chorosa pra mulher do Sasuke.
— Não adianta pedir socorro pra ninguém não mina! Essa parada vai ser só entre nois dois.
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Em dívida - Naruhina
FanfictionNaruto é o dono do morro mais perigoso do Rio de Janeiro
