Ino
Durante esses dias fiquei tratando do Sai, com muito amor e carinho assim como todos os meus pacientes, porém, a maneira no qual o Sai sempre olhava para mim e sorria, nos momentos em que eu lhe examinava, e a forma como ele me agradecia, despertaram em mim um carinho especial, com o seu jeito meigo ele tirou toda a impressão que eu tinha de que todo traficante era mal e grosseiro, o Sai é um amor de pessoa.
— Não acredito que eu já vou embora daqui. - ele disse com uma expressão triste e ao mesmo tempo fofa no momento em que eu estou lhe anunciando a alta médica.
— Acho que você é o meu primeiro paciente que não gostou de receber alta.
— E tu só trata de paciente cego? Porque é impossível olhar pra tu e querer se afastar pow. - ele disse e eu fiquei em silêncio um pouco envergonhada. — E se o paciente olhar pra essas bochechinhas assim coradas de vergonha, garanto que até se apaixona.
— Senhor Sai por favor! Estamos no meu local de trabalho.
— Desculpa aí doutora! Mas já que sendo assim, topa ir tomar um açaí hoje a noite comigo? - ele convida e meu coração começa a acelerar.
— Bem, eu sou nova moradora, ainda não conheço nada por aqui.
— Por isso mesmo! Eu te mostro a quebrada pow, sou cria dessa favela, conheço tudo como a palma da minha mão.
E assim eu aceitei o convite do Sai, e sai com ele, nós fomos no açaí, e depois passeamos na moto dele pela favela, e ao contrário do que eu imaginava, a comunidade é muito bonita, tem quadra, e até um espaço recreativo para tirar crianças da rua, chamada "casa do menor," o que eu achei muito interessante, a pracinha é muito linda, e o Morro todo têm saneamento básico e é muito limpo.
Quando ele me deixou em casa, eu lhe agradeci pelo passeio, e ele me deu um abraço, e eu me permiti demorar um pouco sentindo o cheiro maravilhoso do seu perfume.
— Aí! Vamo no bailão amanhã comigo? Eu não irei trabalhar pois ainda estou de licença médica. - diz todo sério como se ele fosse apenas um trabalhador assalariado e não um traficante procurado pelo estado, e eu sorri, pois o Sai é assim, super engraçado e com ele eu me sinto calma e tranquila.
— Tudo bem! Eu aceito ir no baile com você amanhã. - os olhos dele brilharam e ele montou na moto com o sorriso maior do mundo e depois se foi.
E agora estou eu aqui, na entrada do baile, pois já estava com muito calor, eu tive a ideia de vir de calça e uma blusa três por quatro para o baile, e agora eu entendo o motivo pelo qual todas as meninas estão de short curto e blusas mais curtas ainda.
— Fica sussa aí que eu vou ali buscar uma cervejinha gelada pra você, mó responsa. - o Sai disse e desapareceu no meio da multidão.
Fiquei parada observando toda a movimentação, quando de repente, vi a patroa aqui do Morro passando com um rapaz que eu já sei que é um dos gerentes, pois mais cedo o Sai me apresentou o mesmo, acho que o nome dele é Deidara, eu pensei que ele iria levar a patroa pra casa, porém ele a conduziu para um carro, onde já tinha um homem esperando, e depois o próprio Deidara entra no carro e eles saem em disparada, e eu acho que isso não foi uma situação normal, pois eu escutei um grito vindo de dentro do carro.
— Coe doutora! Tá aqui sua breja toda geladinha. - o Sai disse me entregando uma latinha.
— Sai eu vi uma coisa que eu acho que não está certa. - eu disse um pouco apreensiva, pois se eu tivesse enganada, estaria falando bobagem com o amigo dele e ainda não sabia como o mesmo reagiria.
— O quê? Está quente? Pois me dá que eu troco, e ainda dou uma prensa no cuzão que me vendeu.
— Não é isso! É que eu vi a patroa entrando em um carro com aquele seu amigo, o Deidara, e também tinha outro rapaz, e a patroa ao ver o mesmo, deu um grito.
— Quando foi isso?
— Agora a pouco! O carro saiu cantando pneu.
— Puta que pariu! Vem comigo mina! - ele diz sério, e sai comigo segurando na minha mão, entramos novamente no meio da multidão, e ele logo pede para outros vapores, a passagem para ir até o camarote, e pelo visto, o meu palpite estava certo.
(....)
Kurama
Eu continuava com a arma apontada para o cuzão do Gaara, de hoje não passa, e que se foda o CV, hoje esse pau no cu vai rodar na minha mão.
— Mano, não precisa disso não, mas uma vez eu ouvi o boato errado, imaginava que tu tinha trocado de patroa, e por isso me passei pra cima da tua senhora aí, desculpa. - o Gaara diz querendo se fazer de doido na frente dos outros CV. — Juro aqui perante a todos que eu não olho mais pra tua mulher.
— Filho da puta! Tu acha que vai se sair de boa dessa? Vou te fuzilar e não passa de hoje.
— Eu disse cheio dos ódios.
— Mexer com a mulher do chefe é suicídio! Eu também ficaria puto se mexessem com a minha. - o Kakuzu disse concordando comigo. — Porém, o cara é dono de um morro e membro do CV, e mesmo que tu esteja na tua razão, pode ser que tu se prejudique perante o conselho da facção e não vale a pena tu te queimar por causa de cuzão.
— É porque tu não sabe o que esse filho da puta andou aprontando pelas minhas costas, quando todos saberem o conselho vai compreender os meus motivos.
— Eu... eu não fiz nada, fora aquele baile que tu me deu um soco, a primeira vez que estou tomando outra atitude é hoje, eu juro pela minha mãe. - ele diz e eu fico pensativo, pois jurar por família é algo pesado, e eu sei que a mãe desse cuzão aí até doente é.
— Aí Kurama! Vamo fazer logo essa reunião, e depois tu decide o que faz, qual é mesmo o assunto dessa reunião? - o Kakuzu pergunta e eu o olho com as sobrancelhas arqueadas.
— E eu é que vou lá saber? Não foi tu que convocou essa reunião não?
— Eu é que não pow! Vou lá convocar reunião em dia de baile, eu brotei aqui foi pra curtir. - ele diz dando de ombros, e aí eu passo a visão pelo camarote à procura do Obito e não o encontro, e não sei porquê, mas isso faz um calafrio ruim subir na minha espinha. — Quem me avisou dessa reunião foi o Deidara, o teu gerente, por isso imaginei que tu tivesse
— Uchiha cadê o Obito? Eu não pedi reunião nenhuma, e o Kakuzu tá dizendo aqui também que não pediu também, o Gaara tá aqui na minha mira, só ele então pode ter solicitado essa porra. - falei já apreensivo e ele se tocou na mesma hora da minha preocupação é já foi pegando o rádio da cintura.
— Calma mano! Chamar aqui o Deidara pra saber se o mesmo já brotou no teu barraco com a patroinha.
— Coe chefe! Licença aí! - o Sai diz se aproximando de nois e de mãos dadas com a doutora lá do Hospital. — A minha mina tem algo aí pra contar.
— Qual é a fita? - perguntei já ansioso, pois percebi o Uchiha não estava obtendo resposta do Deidara.
— Eu vi o Deidara colocando a patroa dentro de um carro e quando a mesma olhou para o homem que estava no volante deu um grito, e depois disso o carro desceu o morro cantando pneu. - foi só ela dizer isso e eu surtei na hora, dei quatro tiros pra cima fazendo a música parar e chamando a atenção de todo o baile.
— TOQUE DE RECOLHER NA FAVELA! TODO MORADOR PRA SUAS CASA! NINGUÉM ENTRA E NINGUÉM SAI DESSE MORRO! - geral fica mudo sem saber o que fazer. — ANDA CARALHO ISSO É ORDEM DO CHEFE. - dei mais tiro pra cima e geral começou a vazar, o baile de hoje tava acabado e a caça às bruxas na favela tinha iniciado.
— Aí doutora! Por um acaso o tal homem do volante é esse pau no cu aqui? - o Uchiha disse mostrando para a médica uma foto que a gente tirou aí, os pai quase não posta nada, mas temos o nosso acervo de fotos.
— É esse mesmo! A patroa entrou no carro tranquila quando o Deidara pediu, porém, quando ela percebeu a presença desse homem, se assustou e deu um grito, aí foi só o tempo do Deidara entrar também no carro e bater a porta, antes do carro se retirar com tudo daqui.
— FILHO DA PUTAAAAA! TALARICO DO CARALHO! EU VOU PICOTAR AQUELE CUZÃO COM MINHAS PRÓPRIAS MÃOS! - eu disse cheio dos ódio, então esse tempo todo era o Obito que estava tramando tudo pelas minhas costas, ele que se fazia de doido, me botando pilha contra o Gaara só pra tirar o dele da reta, filho da puta fura olho do caralho.
Mas isso não vai ficar assim não, eu vou nesse exato momento atrás desse cuzão, e ele vai se arrepender de ter nascido.
— Uchiha! Prepara os soldados! Antes desse dia amanhecer o Morro do Vidigal vai ser meu! Mata tudo, menos morador, mulher e criança, não quero saber de nenhum vapor do Obito, pois devem ser todos traidor que nem o chefe.
— E tu não vai junto não? - o Uchiha perguntou achando estranho eu estar passando as ordens gerais pra ele.
— Tu acha que o Obito iria ser idiota de pegar minha mulher e ir pra o morro dele sabendo que eu iria atrás dele com tudo? O pau no cu abandonou eles lá a própria sorte, tenho certeza que ele já arquitetou a porra desse plano há muito tempo. - eu disse começando a compreender as intenções desse cuzão.
— Ele deve ter fugido! Certeza! Mas man, tu acabou de apontar aí uma arma pra minha cabeça e ia me matar por causa de treta que esse cuzão do Obito armou, pois lhe garanto, só cheguei na patroa lá porque desde o começo da noite aquele teu vapor tava dizendo que tu tinha trocado de mulher e não tava mais querendo saber da mina. - Gaara me disse sério.
— Isso é verdade! - Kakuzu disse. — Parece que o plano era fazer tu desconfiar do Gaara pra ele ficar livre pra realizar seus objetivos.
— So que isso quase me custou um teco na cabeça, dado por um aliado que eu considero, e tudo por causa de intrigas, aí mano, se tu quiser eu e meus soldados da Serrinha tamo contigo nessa.
— O morro do Pitomba também tá contigo nessa! Gosto dessas porra aí de covardia não. - Kakuzu confirmou e eu fiz toque com eles.
— Aí Gaara! Vou te passar um papo reto! Dessa vez passa por causa das inimizades que o Obito arrumou com nóis, porém, se eu te pego outra vez tu se saindo pro lado da minha mulher, o teu destino será pior que o do Sasori.
— Mano fica sussa! Eu não vou perder minha vida por causa de buceta não! Ainda mais uma buceta que não quer nada comigo, pois antes de tu me atacar a mina já tinha dito que não me queria, tá na cara que ela é convencida por tu.
— Esteja avisado! E se é dos seus interesses nos dar cobertura, está aceita. - falei para o Gaara e o Kakuzu e ambos ficaram na atividade. — Bora Uchiha! Não vou mais perder tempo não, prepara os menor, os vapor tudo, vamos usar nossos brinquedinhos novos, nós vai chegar arrasando com tudo logo de primeira, as tropas do Gaara e Kakuzu chega em retaguarda pra os tiro de misericórdia. Vamo que vamo! Se esse porra quer guerra, é guerra que nóis vamo enfiar no cu dele.
O Bailão acabou, os morador já tavam tudo em casa, e as ruas liberadas para a passagem da tropa, passei a visão no meu exército, geral já tava na atividade só no aguarde do meu sinal, ainda não acredito que o Deidara fez o que fez, porém, o que ele dele está guardado.
— Chefe eu já tô de boua pra voltar pra ativa! Peço licença pra fazer o acompanhamento na busca da patroinha, não tomei tiro a toa, pra ver agora um cuzão vir do nada e tirar a mulher do meu patrão. - o Sai disse e eu apenas concordei com a cabeça.
— Podes crê que eu também tô nessa! O Deidara vai pagar por essa afronta que fez ao patrão, ele feriu diretamente todo os vapor mais chegados e de confiança do chefe, a tropa do Kurama não vai perdoar, não vai ter clemência e muito menos misericórdia, ele vai saber o motivo pelo qual me chamam de ShikaFantasma.
— Dá ele pá nóis chefe! O Deidara feriu o nosso orgulho, e todos os soldados do patrão tão querendo cobrar essa dívida de sangue aí que ele abriu com nois. - o Hidan também se pronuncia e eu também concordo com a cabeça.
— Considere permitido! - eu disse de uma maneira sombria e depois me pronunciei para todos ali presentes. — PAPO RETO PRA GERAL AÍ! ATIVIDADE, AGILIDADE E FÉ! BORA ESMAGAR OS INIMIGOS SEM DÓ, E FAZER CONTENÇÃO COM QUEM TÁ TROCANDO DO TEU LADO, É ASSIM QUE A TROPA DO KURAMA É, E SEMPRE SERÁ. É NOIS NA FITA, MAS UMA VEZ FÉ AÍ E PODE PÁ.
— PODE PÁ! - todos os soldados disseram e partiram pra atividade sendo liderados pelo Uchiha, é ele que vai liderar a tropa e tomar o Vidigal pra mim, fiquei pra trás com o Shika e o Hidan e o Sai, e os ademais que vão comigo buscar a Hina, pois o Deidara é presentinho meu pra eles.
— Chefe por onde a gente vai começar as procuras? Pois se esses filho da puta não foram para o Vidigal, eles podem ter ido pra qualquer lugar. - o Sai disse preparando os pente.
— Relaxa! Pois a Hinata é a minha mulher, ela tá marcada pelo pai pro resto da vida, e eu vou atrás dessa mina até no mesmo no inferno. - eu disse pegando o meu celular e analisando o aplicativo do gps, e como eu imaginava, o ponto vermelho estava piscando, a minha princesa não tirou o colar com o pingente de "N" do pescoço, e é esse mesmo que vai me levar até ela, sorri olhando pra imagem e depois me virei pra os cria-se
— Tão preparados pra irem comigo até o inferno?
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Em dívida - Naruhina
Fiksi PenggemarNaruto é o dono do morro mais perigoso do Rio de Janeiro
