Gabriel Barbosa, o famoso Gabigol, jogador do flamengo, não é conhecido apenas por fazer gols em momentos importantes no clube, mas também por ser o maior pegador do Rio de Janeiro.
E por cada dia estar com uma mulher diferente, seu nome é bastante...
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Desde o meu último relacionamento, eu jurei pra mim mesmo que não ia mais me apaixonar por ninguém. Mas como eu sou otário, decidi que era uma ótima ideia me apaixonar pela Maria Júlia, e só me fudi.
Burro. Burro pra caralho.
- Cara, eu ainda não acredito que ela é a tal dona da Fofoquei. – Fabinho se senta ao meu lado no sofá.
- Porra, tem quatro dias já, e eu ainda não consegui entender o porquê ela escondeu isso de mim. – olho pra ele. - Porra, seria melhor descobrir por ela, do que pelo otário do Gerson.
- Com certeza seria melhor. – Fabinho me olha ainda desacreditado.
Nenhum dos meus amigos e nem mesmo a minha família consegue acreditar que a Maju é a dona do perfil que falava mal de mim. Tá todo mundo, em completo choque, já tem quatro dias.
O Fabinho fala algumas coisas, mas eu ignoro completamente, deitando a cabeça no encosto do sofá, e encarando o teto.
Fico pensando nela, se ela tá bem, se tá achando engraçado o papel que o otário aqui fez, ou se ela tá mal, igual a mim.
Por que mesmo com tudo o que ela fez comigo, eu ainda estou pensando nela? Ainda me preocupo com ela?
- Cara, eu tô falando com você. – Fabinho me dá um tapa na testa.
- Qual foi cara? – olho pra ele.
- Bora pra festa hoje? Tentar distrair um pouco, esfriar a cabeça, antes de você ir conversar com ela. E tomar uma decisão.
- Eu já tomei uma decisão, Fabinho. E eu não vou conversar com ela. Não quero saber das desculpas esfarrapadas dela.
- Gabriel, você gosta dela, e é visível o quanto ela gosta de você. Porra, será mesmo que vale a pena ficar nesse doce? – mantém seu olhar em mim.
- Ficar de doce? – dou uma risada irônica. - Caralho, Fabinho, sério isso? A mina cria um perfil pra falar mal de mim, me engana, e você ainda fala como se eu não estivesse no meu direito de ficar puto? Não fode. – me levanto do sofá.
- Você tá no seu total direito de ficar puto, Gabriel, mas...
- Não tem mas, porra. – caminho em direção a escada, e começo a subir para o andar de cima.
Caralho. Eu tô puto pra caralho, e não vou mudar de ideia. Eu nunca mais quero olhar na cara daquela filha da puta.
Entro no meu quarto, e me jogo na cama, esfregando meu rosto, e tentando tirar ela e toda a situação da minha cabeça. Realmente preciso ir pra uma festa. Só assim pra conseguir esquecer ela.
As horas passam, e ela continua em meus pensamentos. Não consegui dormir, nem me concentrar no vídeo game, tá complicado pra caralho.