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Durante toda a viagem até Mykonos, Violetta apagou

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Durante toda a viagem até Mykonos, Violetta apagou. Deixamos o carro que nos levou até a pista e lá pegamos o jatinho. Vilu mal sentou na poltrona e dormiu; ela parecia cansada e abatida por todas as emoções e acontecimentos, já que não é sempre que casamos contra nossa vontade com um homem desconhecido.

Estava na poltrona da frente a observando. Quanto mais olhava, mais tinha certeza de que estava obcecado. Nunca me cansaria de dizer o quanto Violetta era linda; sua doçura era encantadora. Tudo nela é perfeito: sua afeição serena, tão calma enquanto dorme. Ela sequer mexia. Senti inveja vendo o quão bom era seu sono, já que eu não conseguia pregar os olhos por mais de alguns segundos.

Fitei minha pequena o caminho todo. Pode parecer doentio, porém não conseguia desviar o olhar. Gostei de vigiar seu sono e, em alguns momentos, vinha em minha mente o gosto dos seus lábios. Nosso beijo teve um encaixe perfeito, assim como minha mão grande em sua cintura fina e pequena. Era como se tudo em Violetta se completasse em mim.

***

Após chegarmos em Mykonos, peguei o corpo pequeno da minha mulher em meus braços com tamanha facilidade e saí do jato. Violetta não acordou com meu contato; seu sono era pesado. Ela sequer remexeu quando entrei no carro que nos esperava para nos levar ao hotel. Mantinha minha esposa em meus braços o caminho todo até o hotel. Assim, aproveitei cada momento. Sua pele é tão macia e lisinha; o aroma de seu perfume se misturava com seu shampoo, a deixando mais cheirosa. Violetta era a mulher mais linda do mundo; não iria me cansar de olhá-la e ficar encantado com sua beleza. Suas sardas tão delicadas em seu rosto a deixavam tão fofa; até era difícil não soltar um sorrisinho.

Aqui, com ela em meus braços, tive a certeza de que não poderia mais negar: Violetta tinha se tornado minha obsessão e, sem perceber, de alguma maneira, acabei me apaixonando por essa mulher.

E isso não poderia acontecer.

Violetta merecia muito mais; no entanto, jamais abriria mão dela. A manteria ao meu lado por puro egoísmo.

***

A porta do carro é aberta pelo soldado. Saio com Violetta em meus braços, que ainda está adormecida. Ando até a entrada do hotel, vendo o gerente vir ao meu encontro.

— Senhor Aggelidis, que honra tê-lo aqui! É um imenso prazer recebê-lo em nossos aposentos — o homem vai logo dizendo, e Violetta se remexe em meus braços.

— Fale baixo para não acordar minha esposa — falo em um tom ameaçador, fazendo o homem encolher os ombros, amedrontado.

— Desculpe, senhor — ele abaixa a cabeça — vamos colocar suas bagagens em seu quarto. Aqui está a chave — pego o cartão de acesso, caminhando até o elevador. Ignoro os olhares das pessoas que nos observam com curiosidade; não é todo dia que um homem carrega uma mulher vestida de noiva em seus braços. É claro que chamaria a atenção.

Feita para o mafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora