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+16| Hannah Hernández, enlaçada pela saudade da infância perdida, retorna a Barcelona com o intuito de se aproximar de seus pais e o cultivo acadêmico. Inesperadamente, seu mundo se transforma ao se envolver com Pablo Gavi, a promessa do...
"Não sei se ainda somos destino, ou se tudo que nos resta é esse nó cego entre o que fomos e o que não conseguimos ser."
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Um mês se passou. Mais um mês que se completa de que terminamos e, sem notícias dela. Era para termos nos visto há duas semanas atrás e isso me fez ficar esperançoso, mas devido a tudo que aconteceu, além dos ataques de alguns torcedores a Pedri por conta das lesões. Ele e Melissa decidiram remarcar o casamento para o início do ano que vem.
Então, o que era para ter sido há duas semanas, será em três meses.
Estamos em novembro. E faltam apenas um mês e poucos dias para o Natal. Aurora e meus pais, já me questionaram por diversas vezes se irei passar com eles em Sevilla.
Eu ainda não dei uma resposta concreta. Mas sei que acabarei indo, porque não há nada pior do que passar o fim de ano sozinho com os próprios pensamentos. E por mais que eu queria muito, ficar no meu canto, sinto que isso já está me afetando demais e meus amigos tem razão. Eu me isolei mais ainda de todos e saio de casa apenas para treinar e ir às partidas e viagens com o time.
E no atual momento, estou terminando de arrumar minha mochila em um quarto de hotel em Valladolid, para o último jogo de classificação antes da Eurocopa no ano que vem. Dessa vez, contra a Geórgia.
Como já estamos classificados, não estou tenso. Provavelmente ficarei no banco e então, quando acabar as comemorações, voltarei para Barcelona e para minha casa e ficarei lá, quase virando um móvel novo.
Fecho o zíper da minha mochila e a coloco em um dos ombros. Pego o cartão-chave do quarto em meu bolso e assim que saio, o passo na porta para trancar, o guardando novamente logo em seguida.
Encontro com Rodri no corredor e aceno para ele com um leve sorriso, mas continuo andando em direção ao elevador, sem falar nada. Todos eles sabem que não estou passando por um momento fácil nos últimos meses e até me convidam para sair, mas respeitam a minha escolha de não ir.
Entro no elevador e encontro algumas pessoas conversando, mas elas não olhem em minha direção, então apenas peço licença e me enfio no fundo da caixa metálica. Um senhor de idade, aperta o botão que leva até o saguão e o agradeço mentalmente por isso.
Assim que as portas se abrem, saio em disparate para a saída do hotel, porque sei que estou alguns minutos atrasado e deveria estar no ônibus. Assim que entro no transporte, Ferran acena em minha direção e vou até ele, ocupando o banco vazio ao seu lado.
Agradeço por ele também não estar querendo muita conversa, assim não tenho que ficar procurando assunto. Coloco meus fones, deixando que qualquer música toque e me leve para longe da realidade atual.
E para minha sorte ou azar.
Yellow é a música que toca no aleatório.
As lembranças me invadem. E novamente, estou pensando nela.