Notas Iniciais: Oi pessoal. Como sabem, a escrita pra mim é apenas um hobby, e sinceramente tenho tido pouco tempo livre para me dedicar à essa história. Tenho outras prioridades agora, vida de adulto, né? Espero conseguir finaliza-la da forma que sempre imaginei, mas tem sido bem difícil conseguir atualizar.
Eu costumava dizer: demoro mas volto, mas ultimamente tenho só demorado mesmo kkk Espero que gostem desse capítulo, essa fanfic tem um lugar especial no meu coração e sou a primeira a necessitar um desfecho para esses dois. Beijos e boa leitura! :)
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O chiado da ligação recém-encerrada ainda parecia cortar o ar do cômodo frio e mal iluminado. O som persistia na mente dos presentes, como um lembrete incômodo da situação na qual se encontravam. Pelas janelas, os primeiros sinais do anoitecer denunciavam o tempo perdido: o céu já escurecia lentamente, tingido de tons alaranjados e cinzentos. O grupo estava ali havia horas, presos àquelas cadeiras duras e desconfortáveis, com os corpos tensos e a paciência no limite.
— Você não tem escolha — começou Kakashi, quebrando o silêncio pesado. Sua voz era firme, mas carregava um cansaço difícil de disfarçar. — Temos que aceitar as condições de Kizashi.
Sasuke não respondeu de imediato. Levou o copo aos lábios, engolindo um gole de uísque como se o líquido queimasse menos do que a situação em que se encontravam. Só então murmurou, quase distante:
— Estou pensando em outra solução.
Kakashi estreitou o olhar, claramente pouco convencido, mas antes que pudesse responder, um rapaz de cabelo cor de fogo se mexeu na cadeira, incapaz de conter a frustração.
— Não temos mais tempo, chefe — reclamou, a voz elevada e rouca de tensão. Passou a mão pelos cabelos, andando alguns passos pelo cômodo. — Isso vai dar merda. Eu tô avisando.
O silêncio voltou a se instalar, mais pesado do que antes. O cair da noite parecia se alinhar perfeitamente ao clima da sala: escuro, incerto e ameaçador.
Sasuke entendia a preocupação de seus homens. Quanto mais o tempo avançava, mais rápido seu pai se recuperava; mais forte ele se tornava, mais aliados reunia e mais perto ficava de retomar o poder que agora lhe pertencia.
Afinal, não obteve a posição de Oyabun por concessão, não, Sasuke acendeu somente devido a sucessão sanguínea decorrente de tragedia. Era o único filho em vida da linhagem Uchiha no fim das contas. E isso era o grande problema.
A verdade é que toda aquela merda não estaria acontecendo se ele tivesse simplesmente cortado o mal pela raiz. Porra, teve tantos anos pra isso. Ele mesmo apertou a corda que agora circulava o seu pescoço. Por anos, os seguidores mais fiéis mantiveram a convicção de que Fugaku Uchiha voltaria do mundo dos mortos e tornaria a ocupar a sua posição. Sasuke achava impossível, mas pelo o que parece nem mesmo o diabo aceitou o infeliz.
— Quais eram as chances daquele filho da puta acordar? — retrucou Naruto, visivelmente aborrecido.
— Sei lá, caralho — rosnou o moreno, encaixando um cigarro entre os lábios.
— Pô, véi... e se a gente entrar na calada da noite e descer o sarrafo?
Sasuke soltou uma risada curta, quase involuntária. Suigetsu era filho de americanos e, mesmo depois de tantos anos, seu japonês carregava um forte sotaque. Somado ao jeito caótico e às ideias impulsivas, aquilo sempre fazia impossível levá-lo completamente a sério — ainda que, vez ou outra, ele não estivesse totalmente errado.
— Já disse: não existe crime perfeito, Suigetsu — afirmou o moreno, deixando a fumaça cinzenta escapar pelos lábios finos. — Se me acusarem de traição, vocês vão todos junto comigo.
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Epiphany
FanfictionSakura, que fora criada a vida inteira em uma redoma de vidro, é sequestrada por Uchiha Sasuke. Intrigas, segredos, acordos, horrores do crime e uma inocente. A história conta a epifania de Sakura, onde descobrirá as verdades sobre si mesma, seu pa...
