Rotinas, planos e surpressas

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E que comece a maratona!!
Mil visualizações!! Meu Deus que orgulho! Nem nunca pensei vir a ter tanto no Lucky Charm! Para mim ia ter tipo 500 visualizações ou menos!
MUITO OBRIGADA, meus macaquinhos!!
I ♡ U!!!

- Mas que merda é esta?!
O Ricardo afasta a Lena com um empurrão que a manda ao chão, mas ele nem liga às queixas da rapariga.
- Stingy, eu posso explicar!
- Então é bom que tenhas uma boa explicação!! - Respondo, cruzando os braços.
Não vou ser daquelas namoradas que nem dão a oportunidade do namorado se explicar e correm porta fora. Não vou mentir, é a minha vontade, mas todos merecem a chance de se defender.
- Eu... Eu...
- Ah, por favor! Não se vê logo?! Ele quer-me a mim, não um pãozinho sem sal com tu! - Diz a Lena, mas eu recuso-me a ouvir o que quer que seja daquela cobra.
- Cala-te! Já fizeste porcaria suficiente! Agora vai-te embora e nunca mais me dirijas a palavra!! - Grita o Ricardo com ela.
A rapariga vai-se embora vermelha de raiva e vergonha, mas não se contém em lançar-me um olhar furioso.
- Continuo à espera da explicação. - Recomeço a conversa.
- Ela veio com a desculpa de que estava preocupada, mas eu estava a pensar no que tinhas dito, então quase nem me apercebi dela aqui. Do nada a doida atira-se a mim e começa a beijar-me e eu não consigo propriamente mexer-me muito, ainda para mais não estava à espera e fiquei chocado!
Fico simplesmente a olhar para ele, pensando se deveria acreditar nele ou não.
- Stingy, por favor diz alguma coisa. - Mas eu fico calada. - Por favor... Tu sabes que eu nunca iria ficar com alguém como ela! Eu amo-te. Só a ti, mais ninguém.
- Eu acredito em ti. - Digo, por fim.
- Então estou desculpado?
- Só se me deixares passar cá a noite sem discussões.
Ele fica a pensar na condição durante uns minutos, depois estica a mão.
- Combinado. - Aperto a mão dele e sou rapidamente puxada para a cama. - Se dormires aqui, comigo.
- Se não tiveres ideias durante a noite...
- Não prometo nada! - Responde com um sorriso que se espalha para a minha cara.

Acordo na manhã seguinte com o seu peito a fazer de almofada para a minha cabeça e a sua mão a rodear-me a cintura.
Adorava saber qual é a panca dele em segurar-me a cintura... Não que eu me importe!
Começo a traçar linhas aleatórias e invisíveis sobre o peito do Ricardo e ouço a sua respiração tornar-se irregular, sinal de que ele estava a acordar.
Levanto o meu corpo ligeiramente, mas o suficiente para lhe dar um beijo rápido, que tenho a certeza o acorda de vez, quando sinto o seu aperto em mim tornar-se menor.
- Bom dia! - Sauda já bem disposto.
- Bom dia e adeus. - Digo e saio da cama.
- Onde...
- Faculdade, lembras-te?
- Mas...
- Eu sei o que disse ontem, mas tu sabes como eu sou. Nunca conseguiria faltar dois dias à universidade.
- E...
- Por volta das 19h ou 20h devo estar cá e trago o jantar.
- Tens...
- A noção de que estou a acabar a tua frase e respondi a todas as tuas perguntas antes das fazeres? Sim, tenho. És demasiado previsível...
- Mas tu gostas!
- O que é que se pode fazer quando se tem mau gosto? - Gozo e vejo-o engasgar-se.
- Deixa-me sair desta cama que u mostro-te o mau gosto.
- Mal posso esperar! - Respondo com um piscar de olho, dou-lhe outro beijo, desta vez mais demorado e saio do hospital.
Chamo um táxi, vou ao hotel, visto-me e vou para a faculdade de metro. O carro do Steven já está lotado e eu não lhe vou pedir que me leve.
Faculdade, aulas, treino, casa, banho, encomendar pizza, hospital, mais uma noite na cama de hospital e a rotina é a mesma durante três dias.
As férias estão a chegar e com elas a minha viagem para Portugal, mas eu não quero deixar o Ricardo, mas também estou a morrer de saudades dos meus pais... Bem, isto só se resolve conversando com eles.
Pego no telemóvel, depois do banho e ligo à minha mãe.
- Estou?
- Olá, mãe!
- Olá, filha.
- Mãe, tenho uma coisa para te dizer...
- Desembucha logo!
- Bem, o Ricardo teve um acidente e está no hospital, só deve ter alta no segundo ou terceiro dia de férias e eu não gosto nada da ideia de o deixar...
- Nem devias! Mas filha, como é que ele está?
- Bem, tendo em conta o acidente. Só está no hospital porque teve um traumatismo um pouco grave e querem ter a certeza que não há risco.
- E agora o dilema de namorado ou pais.
- Não, mãe. Nunca! Mas queria adiar a minha chegada só para o 23 e ia-me embora no segundo de Janeiro.
- Mas não ias estar descansada, pois não?
- Não, isso não.
- Então está decidido!
- O que é que está decidido?
- Querida, sabes o que se diz: se não vai Maomé à montanha, vai a montanha a Maomé!
- Isso quer dizer...
- Sim, eu o, teu pai e a Becas vamos passar aí o Natal!
- A sério?! Espera! Quem é a Becas??
- Tecnicamente é a tua irmã...
- Irmã?!
- Sim, eu e o teu pai decidimos adotar uma menina de nove anos chamada Mariana, Becas como alcunha.
- Ó meu Deus! Eu tenho uma maninha!!

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