O domingo amanheceu ensolarado. Não demorei a sentir os primeiros raios de sol entrarem pela janela e a mão de Alfonso contornar minha cintura, possessiva, assim que tentei levantar para ir ao banheiro.
- Aonde você pensa que vai? - ele sussurrou, rouco, com a boca colada ao meu ouvido. Eu sorri.
- Eu vou ao banheiro - expliquei, enquanto ele me apertava ainda mais, cheirando meu pescoço.
- Eu não quero te soltar - resmungou, com um meio sorriso ainda de olhos fechados. Eu me virei, distribuindo pequenos beijos belo rosto dele.
- Mas eu tenho que ir - ri - A não ser que você não se importe de que eu faça aqui mesmo, na sua cama.
Ele riu brincalhão, abrindo os olhos verdes e pequenos devido ao recente despertar. Assim que encontraram os meus, podia jurar que todo o oxigênio do quarto havia desaparecido completamente.
- Pronto - voltei, deitando novamente ao lado dele, minutos depois - Já estou de volta - Ele sorriu, beijando minha nuca descoberta pelo coque frouxo que eu tinha no cabelo.
- Que horas são? - pediu, sentando na cabeceira.
- Hmmm - murmurei apanhando o celular no criado mudo - Nove e vinte.
- Podíamos fazer algo - sugeriu.
- Tipo?
- Tipo pegar a Chloe nos meus pais pra que você já os conheça e ai podíamos almoçar por la e...
- Espera - o interrompi - Conhecer seus pais?
- Porque não? - levantou indo até o banheiro - Tenho certeza que eles vão adora você, principalmente dona Ruth - sorriu.
- Eu não sei se seria uma boa idéia - mordi os lábios, completamente insegura.
- Vamos amor - voltou até o quarto, enlaçando os braços na minha cintura enquanto colávamos nossos corpos - Vai ser incrível.
- Do que você me chamou? - um sorriso dengoso brincou nos meus lábios, até esquecendo os motivos originais daquele diálogo. Ele sorriu também, levando o polegar até as minhas têmporas e as acariciando.
- De amor - deu-me um selinho.
- Repete? - fechei os olhos, deliciada.
- Amor - tornou a selar meus lábios repetidas vezes - Você é meu amor.
- Se for um sonho, por favor, não quero acordar - suspirei, o encarando.
- Eu vou te fazer a mulher mais feliz do mundo - juntou os lábios aos meus, pedindo passagem para minha língua.
Eu sorri entre o beijo, enquanto Alfonso sugava meus lábios com desejo. Uma das mãos deslizou até a minha cintura, a apertando sobre a camiseta dele que eu usava, enquanto a outra mão massageava meus cabelos conduzindo o beijo ao ritmo ditado por ele. Nos separamos quando o ar faltou.
- E então - terminou o beijo com alguns selinhos - O que me diz, vamos?
- Amor eu - ele me interrompeu.
- Vou ligar pra mamãe avisando que vamos almoçar lá, com certeza ela vai preparar o melhor almoço que você já comeu! E tem o Oscar também, ele vai estar lá com a Martina e - e assim ele sumiu dos meus olhos indo até o Closet.
Ao que tudo indicava minha opinião era voto vencido e bem, eu estava terrivelmente enrascada.
Alfonso pegou o carro e eu o encontrei lá embaixo, estava simples com uma saia tom de aqua, uma camisa Marc Jacobs rosé e um sapato nude, enquanto Alfonso vestia jeans, camiseta com uma camisa xadrez por cima, e um mocassim azul. Olhando assim éramos completamente diferentes. Sem dúvidas!
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O Antídoto
RandomAnahí Portilla é uma garota nova-iorquina de 27 anos. Moderna e bem-sucedida, ela só quer uma coisa da vida: ser feliz! No entanto, quando não está tentando salvar o mundo - ela é advogada de uma ONG que trata de assuntos ambientais - ela está lutan...
