Anahí Portilla é uma garota nova-iorquina de 27 anos. Moderna e bem-sucedida, ela só quer uma coisa da vida: ser feliz! No entanto, quando não está tentando salvar o mundo - ela é advogada de uma ONG que trata de assuntos ambientais - ela está lutan...
Ouça: Perfect Two - Auburn Disponível no topo do capítulo
Minha mão tocou a maçaneta devagar, enquanto mantinha os olhos apreensivos e mordiscava o lábio inferior. Como era de se esperar, ela abriu com facilidade, revelando uma trilha de pequenos bilhetes brancos escritos a próprio punho.
"Você pode ter as borboletas que eu sinto na minha barriga"
Andei alguns passos, estendi a mão até o chão, ainda indecisa de essa era a coisa certa a fazer.
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Meus olhos passearam pela caligrafia sobre o papel "Seu que você talvez nem queira me ver outra vez...mas têm muitas coisas que preciso te dizer". Que diabos Alfonso estava tramando? Meus olhos começavam a marear e por um segundo cogitei voltar pra casa e me esconder entre as cobertas, esquecendo de tudo. Mas as palavras de Christopher não me deixavam em paz. Talvez fosse hora de encarar meus problemas de uma vez por todas.
"Você pode ser os calafrios que senti no nosso primeiro encontro"
Dei mais alguns passos em direção ao próximo bilhete. Peguei entre os dedos analisando seu conteúdo.
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"Eu errei! Errei feio por pura imaturidade e egoísmo. Só hoje me dou conta do quando quero dividir esse sonho com você", li baixinho, como se quisesse absorver todas aquelas palavras escritas por ele.
"Você pode ser a lágrima que eu choro se nós terminarmos ou pode ser o sol que brilha de manhã"
Me deixei chorar alguns segundos em silêncio. Aquilo que eu acabara de ler era o que esperava ouvir de Alfonso assim que tudo viera a tona. Por um lado eu queria compreender e acreditar que era apenas uma reação de surpresa, comum. Mas eu estava tão magoada. Não seria honesto comigo me deixar levar pelo calor da emoção, haviam muitas coisas para serem postas em pratos limpos. Era minha dignidade que estava em jogo.