Vô Robert acima.
Uma semana depois
Hoje é o dia em que Andy finalmente vai para casa. Ele passou a semana toda aqui, mas por ser um bebê saudável, logo foi liberado.
Nós ainda estamos no hospital, a enfermeira acaba de trazê-lo para minha tia, que também está indo embora hoje.
- Tudo está aí? - ela pergunta pela milésima vez, quando eu termino de arrumar a bolsa com as coisas do bebê.
Eu estive observando-a e notei que a quantidade de animação que ela expressa em seu rosto, é igual em proporção de nervosismo.
- Tudo aqui, senhorita. Estamos prontas para ir.
- Ok. - ela pegou o bebê que estava na cama - Vamos então.
Nós saímos do quarto e andamos até o saguão, onde encontramos Rick.
- Já está tudo assinado. - ele fala com minha tia.
- Podemos ir pra casa então. - ela sorri.
Chegamos em casa e eu logo fui mostrar para ela o cantinho que eu havia preparado para o bebê em seu quarto.
Havia colocado prateleiras com alguns ursinhos de pelúcia e brinquedinhos de diversos tipos, que ele não poderia usar em menos de dois anos. O meu antigo berço estava lá, mas agora com as coisas certinhas para acomodar um novo bebê, e até mesmo o móbile de estrelas que costumava prender minha atenção por muito tempo quando eu era pequena, continuou no mesmo lugar, para agora ser observado por Andy.
- Uau. - ela soltou suspiro e sorriu - Isso é lindo, Kat. - ela colocou o bebê no berço e depois veio me abraçar - Obrigado.
Eu retribui o abraço e sorri.
Nós passamos à manhã babando no novo integrante da família. Hoje também foi o dia de apresentar ele à Ju, que quando o viu quase pulou junto à ele no berço, de tão feliz que ficou, até seus olhinhos brilhavam.
- Eu não tinha idéia de que ela ficaria tão feliz. - Rick fala.
- Se eu soubesse teria levado ela antes. - minha tia está com ela no colo ao lado do berço de Andy que agora dorme calmamente.
Observando eles, senti uma ponta de inveja. Todos tiveram irmãos para brincar e dividir experiências enquanto cresciam. Acho que meu sorriso vacilou porque minha tia chamou a minha atenção.
- Você tá ok? - ela me da uma olhada que parece chegar à minha alma.
- Nada, é só que... - eu paro - É besteira.
- Vamos. Fale.
- E que... eu sinto falta de ter um irmão... Quer dizer, não é falta. É mais uma carência, sabe? É esquisito.
O sorriso dela vacila, mas ela logo assume sua postura feliz novamente.
- Eu me sinto assim as vezes. Sinto muito falta da minha irmã. Da presença dela. - estremeço com a imagem de minha mãe que me vem a cabeça, me fazendo lembrar de Geanna.
Nós deixamos o assunto de lado quando Ju dá uma risada do bebê no berço.
Eu estou sentada em uma espreguiçadeira da área da piscina quando meu celular toca com um número desconhecido.
- Alô. Katelyn?
- Quem é? - pergunto.
- Sou eu, a Geanna.
- Oi. - eu me indireito na espreguicadeira, provavelmente deve ter os resultados.
- Eu queria perguntar como está sua tia, eu queria falar com ela sobre tudo, e seu avô está na cidade e queria ir ver vocês.
- O quê?! O vovô está aqui?
- Sim, eu fui com meu filho na Austrália, e ele queria ir aí, seria uma boa oportunidade para falar tudo à Jessie.
- Eu acho que ele pode vir. A casa é dele afinal.
- Mas e eu? Será que ela está bem o suficiente para isso, não iria afetar o bebê?
- Ela já teve o bebê. E com você ela irá ficar assustada de qualquer jeito.
- Então tá, amanhã eu irei aí, antes de ir aí eu vou no hospital pegar o teste que já está pronto, e então podemos ver juntas o resultado.
- Mal posso esperar. - eu falo com ironia. Estou apreensiva com o reencontro.
- Até amanhã, Katelyn, e vê se prepara sua tia de alguma forma, diz do seu avô, mas não fala de mim, acho seria mais fácil se ela saber só do Robert.
- Tudo bem, Geanna. Eu vou tentar.
- Te vejo amanhã, Tchau.
- Tchau. - eu paro, engolindo o orgulho e me permitindo ter alguma emoção, em frente à Geanna - Diga para meu avô que eu o amo. Por favor.
- Ok, eu direi.
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Era Pra Ser (Completo)
FanfictionLivro 1 da trilogia "Era pra Ser". Katelyn Nacon, de 17 anos, perdeu os pais, e com eles a sua vontade de viver. Desde então foi como se ela tivesse perdido o ar e vivesse no automático. Então ela o conheceu, e foi como se ela pudesse respirar nova...
