CAPÍTULO 36 - EPÍLOGO

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Adão rastejou de volta para a cama e ficou esfregando o corpo úmido nas pernas da mãe. Ela acordou de um transe e olhou para baixo, depois o pegou nos braços e colocou no colo, acariciando o corpo ainda mole e sem proteção. Ele ainda não podia falar, mas já se comunicavam por pensamento. Ela lhe deu as boas vindas. Elogiou tudo que ele era e que o tornava especial.

Você é forte, meu pequeno Adão, e eu sinto muito orgulho. Era a pura verdade. Seu pai também sentiria.

Agora que nascera, seu instinto de mãe voltara com tudo.

Como poderia machuca-lo?

E o banho de sal? Nunca! Adão estava vivo, e tinha todos os direitos.

Sabia que suas avós têm conversado comigo nos últimos dias?

O monstrinho remexeu-se no colo, curioso.

Elas moram muito, muito longe. Mas elas nos encontraram. E me disseram que você tem um trabalho importante a fazer.

Adão voltou a reagir.

Não se preocupe. Mamãe cuida de você.

Alessandra não tinha mais qualquer dúvida.

Adão não era o último filho de um mundo esquecido.

Ele era o primeiro de muitos.

O pai de uma gloriosa descendência.

Porque Adão era seu filho; e a invasão continuava, porque Alessandra era a Mãe.

FIM

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