Olá, me chamo Joice e quero primeiro agradecer por estarem querendo ler esse projeto de livro. Bom, espero que perdoem quaisquer erros. Sejam bem-vindos a "Eu e a Fera", que é uma história que está rondando na minha cabeça desde 2017 e agora estou revisando aos poucos. E é isto, fiquem com Eu e a Fera!
Bjs 💜
🌹
Estava eu lá, espiando atrás da porta da cozinha da casa de meu pai. Não me orgulho desse ato, mas precisava descobrir o motivo de tanto alvoroço em minha casa.
Papai mais uma vez estava apostando no jogo de cartas. Mas dessa vez, não era os mesmos bêbados de sempre. Eram homens elegantes, com ternos chiques pretos, charutos faziam uma fumaça terrível, a maioria parecia ter seus 40 e tantos anos. Porém um me chamou mais a atenção, por ser mais novo e não estar fumando ou sorrindo junto com os demais.
Os lances pareciam mais altos que meu pai poderia pagar. Mesmo assim não interferi. Porque, aliás, eu estava de pijama, um pijama velho, uma camisola da minha mãe. Tem dias que parece que não vou aguentar mais um dia com toda essa saudade que sinto dela. Continuei a prestar minha atenção naquela mesa.
— Próxima rodada. Nada de mais dívidas em, John — um homem bigodudo, um pouco mais novo que meu pai disse, claramente debochando.
— Com certeza. — meu pai disse.
Mais risadas barulhentas e uma fumaça espessa que ardia os olhos.
Por mais dez minutos continuei a espiar pela fresta da porta, mas acabei cansando de vigiar um jogo de cartas quase que cotidiano.
Subi devagar pela a escada da cozinha, como fazia muito barulho ao pisar, eu tinha que ser cuidadosa. Quando cheguei ao meu quarto, tranquei a porta e me joguei na cama. Estava com saudades dos meus irmãos, minha rotina era ficava vagando pela casa sozinha até meu pai retornar do serviço que lhe matara aos poucos e o salário que o banco descontava por tantos empréstimos, o que nos sobrava apenas o suficiente para não morrermos de fome.
E com muito esforço meus olhos pesaram e eu dormi.
Acordei como era de costume com o cheiro do café, que meu pai fazia. Desci pela escada da cozinha rápido. Sem fazer questão em trocar de roupa, pois era sempre apenas meu pai e eu.
— Bom dia, papai — eu disse feliz de não ter visto nenhuma surpresa aparente.
— Bom dia, Anna — ele disse, parecendo perturbado, como se o meu "bom dia" tivesse sido uma ofensa.
Notei que podia não estar faltando algum móvel importante da casa, mas ele estava abatido e esguio.
— O que aconteceu ontem, pai?
— Tome seu café, depois nós conversamos — ele disse cabisbaixo.
Meu pai pegou uma xícara de café, seu jornal rotineiro e saiu. Coisa que não é muito normal, pois ele sempre toma o café junto a mim.
Terminei meu café.
Corri até o meu quarto e troquei de roupa, um vestido surrado amarelo, que também pertencia a minha mãe e sapatilhas cor de caramelo com um laço preto em cada.
— Pai, você não vai trabalhar?
— Hoje não, minha filha — ele dobrou o jornal e encarou para o chão. — Você tem, hum, você tem que arrumar as suas coisas.
— Minhas coisas? — eu lhe perguntei, confusa ainda. — Por quê? — Eu sorrio.
Com certeza meu pai conseguiu no jogo de ontem uma casa nova.
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Eu e a Fera
General FictionAposta ou venda? A verdade é que nem ela mesma sabe. Sabe somente que sua vida pertence á Adam Hayes. 🌹 Annabela, uma jovem de apenas 17 anos acabou indo parar na mansão da Família Hayes. Sem entender quase nada de sua situação, Adam, seu novo tuto...
