Não tinha uma vaidade extrema, mas ter barba era algo que não abria mão já fazia dois anos. Passei a mão no queixo encarando meu reflexo crispando os lábios.
– Fazemos loucuras por amor Nathan!
Pensei alto tentado criar coragem pra me desfazer dela por uma boa causa. Enchi a mão de espuma pra barbear e logo comecei o trabalho. Dez minutos depois sequei o rosto aceitando o resultado. Era normal se sentir um recém-nascido?!
Vesti o jeans azul passando o cinto de couro preto, a camiseta branca e observei a jaqueta vermelha em ótimo estado que achei num brechó de peças vintage. Sorri ao lembrar de Hannah me dizendo se não queria nenhuma fantasia ridícula poderia me inspirar em algum astro de Hollywood ou cantor de rock.
Não foi difícil achar um ícone quando mamãe começou a listar vários, suspirando por James Dean. E na rápida pesquisa o ator dos anos 50 que morreu aos vinte e quatro anos num acidente com seu porshe, considerando o "rebelde da América" foi meu escolhido.
Calcei os sapatos e liguei o secador pra tirar a umidade dos fios e o barulho não permitiu que percebesse a presença de mamãe.
– Não pode sair o cabelo desse jeito filho! Viu as fotos dele?! Seu topete parecia intocável! Deixa eu te ajudar!
– Tudo bem...
Rosnei me rendendo aos seus cuidados estéticos com a escova e secador dando o formato arredondado no cabelo. Finalizando com spray de laque podia jurar que parecia estar atrás de algum inseto voador pelo tanto que borrifava até os fios ficarem perfeitamente alinhados com um brilho diferente.
– Se eu fosse a Hannah não tiraria os olhos de você! Oh Meu Deus! Está mais lindo!
– Eu não colocaria os olhos em ninguém a não ser ela mamãe! E obrigado pelo penteado...
– Não se esqueça do perfume!
Me dando um beijo na bochecha acariciou meu rosto liso. E encostando a porta acabei de arrumar as coisas fora do lugar e peguei a chave do carro. Não queria chegar atrasado.
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8:44 PM
Buzinei na frente da casa dela e saltei pra fora do carro quando vi a porta sendo aberta. Nossa! Combinamos de manter segredo sobre nossas "fantasias" mas mesmo assim nossas escolhas se difundiam por Hannah estar representando Audrey Huburn, considerada uma das lendas femininas do cinema e um modelo de estilo para a década de 60.
Ficamos por segundos nos olhando, gravando cada detalhe nem acreditando. O vestido preto rodado até os joelhos, a maquiagem leve com as bochechas coradas e cabelo preso num coque impecável.
– Meu amor! Você... – segurado as laterais do meu rosto me deu um beijo rápido com um sorriso que chegará aos olhos – está lindo e diferente sem a barba!
– E você?! O que posso dizer?! Está esplêndida! – passei os braços em volta de sua cintura a apertado contra mim –
– Fiquei indecisa em quem queria me fantasiar... Marlyn, Elizabeth Taylor ou Brigitte Bardot só lembrei da Audrey depois! E você ficou ainda mais sexy de James Dean...
– Chorei depois de me barbear.
Me beijando de surpresa pisquei algumas assimilando que aquilo foi mais que recompensador.
– Você fica lindo de qualquer jeito! Vamos!
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A decoração do pequeno salão da escola estava completamente bem feita junto com a iluminação e a mesa com ponche e petiscos para os alunos e convidados. O DJ tocava um remix de Triller do Michael Jackson que animou a maioria das pessoas fantasiadas na pista.
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Jogada Imperfeita
Romance| LIVRO 1 | ❝Porque na amizade sempre vai existir um amor puro, daqueles que realmente nada, absolutamente nada, vai afetar isso. A não ser que se transforme em amor, onde há uma linha tênue.❞ Enquanto o último ano do ensino médio não termina, o jog...
