Em um dia qualquer da sua vida tediosa, Park Jimin é surpreendido com a atitude violenta e absurda da sua mãe que o força a se colocar no mundo carnal da prostituição, mas o que ele menos espera é se apaixonar por um de seus "clientes", um homem, cu...
- Jungkook, fale para o meu pai esperar cinco minutos!- Jimin diz e sai correndo pelo apartamento procurando as suas coisas. Eu não acredito que ele conseguiu se atrasar.
Apenas dando risada, sigo o caminho para o elevador e fico feliz em vê-lo vazio, aperto o botão do térreo e não demoro muito para chegar já que o meu apartamento fica no décimo terceiro andar.
Minhas mãos começam a tremer de nervoso, eu não faço ideia do que falar para ele.
Vejo o homem estacionado no outro lado da rua com o seu corpo apoiado no capô, engulo um seco da garganta e me aproximo dele.
- Sr. Park?- fico em dúvida se deveria chamar ele pelo nome.
- Sim?- vejo que ele fica confuso ao me ver na hora, mas segundos depois o seu rosto fica animado. Não entendo sua reação.
- Meu nome é Jeon Jungkook.- penso no que dizer.- O Jimin pediu para você esperar cinco minutos.
- Claro, obrigado.- ele é simpático.- Não sabia que era você quem morava aqui.- seu olhar desce para os meus pés e depois sobe até o meu cabelo.
Fico desconfortável. Encaro o seu rosto para ver se ele tem algum problema comigo e para pensar em como ele me conhece.
- Belo prédio.- fico surpreso com o seu elogio.- Então é aqui que o Jimin está passando todos esses dias?
Penso em falar, mas minha garganta ainda está trancada.
Ele ri.
- Você estuda com o Jimin?- ele insiste na conversa.
- Não.- consigo responder.- A gente se conheceu por aí.- fico com vergonha.
- Ah, o Jimin comentou mesmo.- ele sorri.- Vocês namoram?- o seu tom de voz muda para algo mais sério.
Prendo a respiração e fico em dúvida se devo responder.
- Na verdade...- falo alguma coisa para não ficarmos no silêncio.- Eu acho que tenho que deixar o Jimin contar.- faço uma brincadeira por causa do nervosismo e fico feliz ao ver que dá certo.
- Você mora sozinho, Jungkook?- ele pergunta depois que acaba de rir.
- Sim.- minha resposta é curta.- Por isso é bom ter companhia às vezes.
- Eu concordo...
- Oi, pai.- antes de eu dizer mais alguma coisa, o Jimin chega e vai abraçar o pai.
Sinto um incômodo vendo essa cena. Talvez, até um pouco de tristeza. Não faço ideia de quando foi a última vez que eu abracei o meu pai.
- E esse cabelo?- o mais velho pergunta olhando para o Jimin.
- Gostou?- Jimin pergunta com medo.
- Agora você parece a sua madrasta.- ele nos faz rir.- É brincadeira, eu gostei, combinou com você.
- Obrigado.- Jimin sorri.- Então, pai, esse é o Jungkook. Jungkook, esse é o meu pai, Park Jaemin- ele nos apresenta depois de lembrar que não nos conhecemos ainda, enquanto isso ele me dá a chave da minha porta para eu entrar.
Nos cumprimentamos de novo para não deixá-lo sem graça.
- Então vamos.- seu pai diz.
Olho para o Jimin e ele também não sabe se se despede com um beijo ou com um aceno.
Por fim, nos despedimos com um abraço. Espero eles entrarem no veículo e subo para o apartamento para pegar a chave do meu carro e começar a segui-los.
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Estou parado na esquina da rua do restaurante em que eles estão há quase uma hora, pelo menos ainda não teve nenhum movimento suspeito de alguém, mas fico preparado para inventar uma desculpa caso eu tenha que entrar lá.
Minha barriga ronca, pedindo por comida. Olho para a barraquinha de lanches há alguns metros para ver se ela está vazia e fico feliz ao ver que sim.
Saio do carro tentando não tirar os olhos do restaurante. Chego e frente à barraquinha e peço um lanche com porções extras. Enquanto espero ele ficar pronto, os meus olho entram na loja de joias bem atrás da barraca.
Digo para o vendedor que já volto e me dirijo até lá para matar a minha curiosidade.
Dou uma última olhada para o restaurante e tudo continua normal, então foco a minha atenção nas vitrines de dentro da loja. Olho para as alianças brilhando, uma mais cara que a outra, mas também uma mais bonita que a outra.
- Jeonkook?
Conheço essa voz.
Quando olho para trás, vejo aquela mesma menina vestindo o uniforme da loja, olho para o seu crachá e leio o seu nome, Choi Seoyun.
- Trabalha aqui?- pergunto.
- Sim.- ela sorri, parecendo ser alguém totalmente diferente daquele dia.- Precisa de ajuda para comprar alianças?
- Não!- me assusto. Seria loucura.
- Eu acho que o seu namorado vai gostar se você comprasse. Vamos, eu te mostro algumas.
Vencido, deixo ela ir para trás o balcão e começar a falar sobre as joias. Ela pegava um por um, me mostrando os detalhes e formatos, parecendo uma especialista do assunto. Falava como era feito e um valor aproximado do que valia, e não esses absurdos que eles cobram.
- Há quanto tempo você trabalha aqui?- pergunto, curioso.
- Há alguns meses. Eu gosto de joias.- os seus olhos me encaram para tentar saber o que eu estou pensando.- Sexo é só um hobbie, Jeonkook.- ela fala sem medo de alguém escutar.
Fico sem reação com a dualidade dessa pessoa.
- Então, qual vai levar?
- Eu não vou levar.- seu rosto fica triste com a minha resposta.
- Claro que vai. Uma transa ou um par de aliança. Você ainda me deve uma transa.
- Não fale essas coisas aqui.- olho para os cantos e me alivio ao ver que ninguém está olhando.
- Eu estou tentando te excitar.- ela dá uma piscadinha.- Mas e aí? Eu acho que o seu estilo é algo mais clássico e simples, eu sugiro essa aqui.- seu dedo aponta para um par de alianças prateadas e finas.
- Me desculpa, eu não vou levar.- digo mais uma vez.
- Sem problemas, mas me liga para a gente marcar o dia da transa. E não esqueça de levar o seu namorado, Jimon. Eu vou gostar.
- Tá, tá bom.- ela me convence.- Eu vou levar o par.- como eu me conheço, sei que lá no fundo eu quero usar.
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