Em um dia qualquer da sua vida tediosa, Park Jimin é surpreendido com a atitude violenta e absurda da sua mãe que o força a se colocar no mundo carnal da prostituição, mas o que ele menos espera é se apaixonar por um de seus "clientes", um homem, cu...
Já passou uma hora desde que o Jimin está aqui ao meu lado junto com o seu pai, os dois estão tentando me distrair, mas a minha cabeça está pensando em como vou cuidar do Jimin se esse hospital está me prendendo nessa cama desconfortável.
Além do mais, eu tenho que arranjar um jeito para avisar o Namjoon que eu estou aqui, preciso ter um plano B se alguma coisa de errado acontecer.
- Boa tarde.- chega aquele mesmo médico velhinho que me acordou.- Posso falar com o paciente a sós?
Jimin e o seu pai me olham e abrem um sorriso para mim, finjo estar calmo e forço um sorriso também. Assim que os dois saem, o médico fecha a porta e me olha preocupado.
- Sr. Jeon, quando foi a última vez que comeu algo saudável?
- Eu não sei.- digo.- O que está acontecendo?
- O senhor ingeriu algo bem interessante que pode ser muito perigoso para você. De acordo com o resultado dos exames, o seu corpo recebeu uma visita de o veneno de uma erva chamada Hemlock e ele está crescendo em você bem lentamente. Não posso dizer o quanto você ingeriu, mas ele está aí dentro por três ou quatro dias.
- Veneno?- penso alto.
- Sim. O mais curioso é que esse tipo de planta cresce na Europa e África do Sul.- o médico me olha ainda mais preocupado.- Seja lá por onde você anda, é melhor não ir mais. Descobrimos que a razão do seu desmaio foi a falta de oxigênio, o veneno faz isso.
- E como vai tirar isso de mim?- fico nervoso.
- Isso vai ser complicado, na verdade. Essa coisa deveria ter sido tirada de você uma hora depois da ingestão, mas vamos fazer o possível.- seu olhar vai para o chão como se estivesse mentindo.
- Eu vou morrer, não vou?- a pergunta o faz ficar assustado.
O médico fica sem jeito e não sabe o que falar, vejo a luz do quarto refletindo nos seus olhos tentando não deixar visível a emoção.
- Nós...- ele diz.-... Nós não vamos deixar isso acontecer.- sua garganta engole um seco.- Vamos começar com os tratamentos mais utilizados para reduzir a quantidade do veneno aos poucos e vamos manter os olhos em você. No momento o senhor corre o risco de convulsões, desidratação e morte por asfixia.
Fico sem falar nada. Estou assustado. Nos últimos quatro dias, pelo o que eu me lembro, a única pessoa diferente que eu vi foi o Taehyung, mas ele não seria capaz disso.
- E as tremedeiras?- pergunto.
- O seu corpo não sabe o que está acontecendo, ele está entrando em conflito com ele mesmo, então é normal isso acontecer, mas nós vamos cuidar disso. Nós ligamos para o seu familiar mais próximo...
- O quê?- o interrompo.
- Nós... hã... nós ligamos para o seu pai.- ele diz sem entender o motivo da minha reação estranha.- Ele está como o seu contato de emergência e já está a caminho. Eu sinto muito, não era para ligar?
- Não, tudo bem.- digo. Não é justo culpá-lo por algo que ele não sabe.
- Certo, daqui a pouco eu volto para checar se está tudo bem. E para deixar o senhor tranquilo, uma enfermeira vai ficar aqui ao lado caso aconteça alguma coisa.
- Obrigado, Doutor.
- Não precisa agradecer. Você quer que eu avise os...
- Não.- respondo antes de ele continuar.- Seria muito bom se você não dissesse a verdade a eles.
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Mimos de Park Jimin:
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