Poesia ao Anoitecer: Jones na cama

1.3K 122 3
                                    


Não há luz neste anoitecer que faça as cigarras um motivo para cantar.
A água escassa no céu, faz da terra seu cheiro de pó,
que eleva a nós o desespero sem respirar, mais o doce ar não morreu.
A lua que desaparece caladamente sobre as penumbras se esquece de ascender. Não tem chama no escuro que  guie o homem tolo e cego e mais ainda essa amargura em meu peito. Não sinto o vento deslizar meus cabelos como um romance mau feito. 
O vazio me corrói por dentro, a cada dia mais a penetrar aquilo que os racionais entende.
Maldito sejam esses demônios que me cercam, trajados a ternos e olhos ofuscantes, sedentos por aquilo que que aqueles que ainda podem trazem em seus bolsos e dedos coloridos pelo dourado do dinheiro.
Nas trevas jaz, só o medo.
Já quase não vejo, ó luz, não sinto o cheiro do quente ardor da queimadura em meus olhos negros.
Não sou uma casca, mas em mim não há mais vida para se lembrar. Nas penumbras da noite de raios negros, caio no desespero das trevas brandas e destrutivas queimarem minha vida a cada dia que haverá de passar''

MEU MISTERIOSO CHEFE: JONES. (Concluido) Onde histórias criam vida. Descubra agora