Situação de estresse

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Oi, gente! Venho avisar que a fic está em seus últimos capítulos. O capítulo 50 seria o último da história, terminando esse enrendo, mas ainda tem o 51, que é um pequeno bônus focado em Scalia e o capítulo 52 que é um epílogo para vocês terem maior noção do desfecho do nosso querido casal. 

Muito obrigada por cada comentário, cada mensagem, cada voto. Toda demonstração de carinho é muito importante para mim, eu amo essa história, amei escrever cada palavra dessa fic e é surreal receber o reconhecimento de vocês.

Espero que aproveitem esse final de história e que me acompanhe em outras jornadas, em outras fics.

Muito obrigada por tudo.

Boa leitura!

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Minha mente era feita de perguntas. Todas se embaralhavam em minha cabeça, se contorciam, me esmagavam. Como eu ia sair dali? Será que Malia e Scott conseguiriam chegar até Stiles e Liam?

— Eu já vou responder as perguntas que você deve estar fazendo, Lydia. — Foi a promessa do doutor antes de cutucar minha cabeça com um dedo, como se mostrasse que eu tinha questionamentos internos.

Fechei os olhos e desejei poder me mover. Porém, tudo que consegui foi voltar a abrir os olhos a tempo de ver o momento em que o doutor se inclinou para mim e me tirou do chão, sustentando meu corpo.

Em momentos de medo, agonia, preocupação, o tempo passa de forma diferente. Até o modo como enxerga as situações, muda. Tudo parece mais lento e ao mesmo tempo, veloz demais para você conseguir acompanhar.

É como se o seu raciocino não funcionasse como deveria. Você sabe que precisa fazer algo. Precisa agir, precisa pensar, mas o medo não deixa. Os seus próprios pensamentos o aprisionam.

Uma voz muda surge em seus ouvidos e por mais que você saiba que aquela voz não existe, seus ouvidos ardem ao ouvir os berros que alertam que tudo vai dar errado. Esses gritos avisam todos os perigos, no entanto, não falam como você faz para se livrar daquela situação.

Sem ter controle dos movimentos do meu corpo ou da minha voz, não pude fazer nada. Senti quando o doutor me deitou sobre uma maca gelada e logo depois, algo frio e melado tocou minha barriga desnuda.

Não podia nem sequer olhar para meu abdômen, não podia erguer a cabeça para saber o que ele fazia comigo. Só podia ficar em silêncio e esperar, sentindo tudo e sem ter nenhuma reação.

— Maravilha! Isso é perfeito, Lydia!

A voz do doutor era exatamente como eu me lembrava, doce, calma, enjoativa. Dizia meu nome como se eu fosse uma pessoa especial, como se eu não tivesse acabado de matar tantas pessoas que trabalhavam para ele.

— Você é mesmo uma criatura fantástica, minha querida! Eu sabia que tudo isso valeria a pena.

Os olhos escuros se exibiram para mim. O doutor andou até meu campo de visão, apoiando uma mão em minha cabeça. Ele sorria. Todos os dentes à mostra.

Desejei arrancar cada um daqueles dentes. Queria tirar a mão dele da minha cabeça. Se pudesse me mover, morderia seus dedos até desconecta-los das mãos que tanto me causaram sofrimento.

— Não me olhe com tanta raiva, já vou explicar tudo para você.

Ele voltou a se afastar de mim. Mais uma vez, não pude enxergá-lo. Escutei o som dos sapatos dele enquanto andava por cima de algo molhado. Com facilidade, conclui que ele pisava em cima do rastro de sangue que a luta tinha deixado.

Aniquila-meHistórias para pegar e não largar. Descubra agora