Capítulo 21 - Amanda/Matthew

504 54 1
                                        

     Mesmo dizendo ao Matthew que eu queria, ele ainda ficou meio receoso, parecia que ele estava achando que eu disse só pra agradar ele. Eu mesmo nunca tendo feito isso e tendo muito medo, queria fazer. Eu não sei o que o Matthew tinha que me fazia sentir tão bem com ele que eu topava fazer tudo, até correr pelada no Alasca. Quando estava junto com ele o que eu sentia não tinha nada a ver com medo, muito pelo contrário! Era uma sensação maravilhosa que percorria pelo meu corpo e se acumulava em um ponto bem íntimo, deixando-o bem aquecido. Em outras palavras, quando que eu sentia com ele era excitação.

MATTHEW

      Se eu dissesse que não estava muito excitado eu estaria mentindo, mentindo muito! Mas a questão era: a Amanda com certeza tinha algum trauma e intimidade física com certeza estava relacionada a esse trauma. Eu não suportaria despertar ele novamente nela, como também não suportaria ver ela sofrendo por minha causa. Por isso mesmo quando ela afirmou que queria, eu ainda fiquei receoso. Eu vi nos olhos dela que estava sendo sincera, mas mesmo assim não consegui me soltar e deixar rolar. Até ela mostrar - literalmente - que queria.

AMANDA

     Como o Matthew parecia indeciso se continuava ou não, eu resolvi tomar a decisão por ele. Então usando como base os livros que eu já tinha lido e filmes que eu já tinha visto, fui tomando a iniciativa. A começar pelo rosto, fui traçando uma trilha de beijos que foi descendo pelo pescoço, onde eu demorei um pouco, e depois pelo peitoral muito bem definido, onde eu demorei bastante, e teria chegado ao tanquinho se ele não tivesse me feito parar.

     - O que foi? - perguntei meio confusa - fiz algo errado?

     - Não - ele falou um pouco ofegante - é que você estava muito perto de um terreno arriscado.

     - Ah.

    MATTHEW

     Eu perdi a compostura!

     Assim que eu disse e ela ficou com o rosto lindamente corado eu comecei a me deixar aproveitar a situação. Mas quando ela continuou a falar...

     - E o quê que tem eu explorar esse terreno arriscado? Já sou bem graninha, sei muito bem o que tem lá!

    ... Eu perdi total e completamente a compostura.

     Avancei como uma animal avança numa presa suculenta. E para o meu deleite, ela me recebeu de braços - e outras coisas - abertos.

AMANDA

     A cama parecia que ia pegar fogo, eu nem sabia quando o resto da minha roupa havia seguido o caminho da minha blusa e sutiã, tudo que eu sabia é que, estávamos numa confusão de braços e pernas, e beijos. Mãos maliciosas exploravam certas partes de mim sem pudor algum, já eu não conseguia fazer o mesmo, mas estava adorando, isso não podia negar.

     - Você pode encostar em mim, juro que não mordo - ele falou levando o rosto do vale entre meus seios - a não ser que você queira - ele mordiscou o nobúlo da minha orelha.

     - Não sou muito boa nisso - confessei.

     - Para de pensar demais, só deixa rolar. Faça o que sentir vontade.

     E eu fiz. E foi maravilhoso! Ele tinha um corpo que mais parecia mais de um alterofilista do que de um médico, tinha uma barriga maravilhosa, eu poderia esfregar roupa ali, os braços e pernas musculosos, a única parte que não explorei foi a que estava consideravelmente - e bota considerável nisso - dura e bem úmida contra a minha cintura. E pra ser cincera nem precisava, ela estava tão precionada em mim que eu poderia descrever sua forma.

     - Ainda da tempo de desistir.

     - Eu já disse que quero fazer.

     - Eu não quero te precionar nem amedrontar, mas, se eu continuar receio não conseguir mais parar.

     - Então não pare.

     - Isso foi um sim? - perguntou com um sorrisinho de lado.

     - Claro que fo... - nem terminei de responder e ele já estava me agarrando de novo.

     - Não preciso nem te dizer que vai doer no início né?! - ele perguntou já na entrada.

     - Não.

     - Me avise se estiver te machucando muito - ele falou me beijando.

     - Ok!

     - Você está gostando? - ele perguntou se referindo às carícias. Ele estava tentando me distrair pra me ajudar relaxar.

     - Eu... - a frase se perdeu no ar quando ele me surpreendeu impulsionando o corpo pra frente. Foi tão inesperado que eu não consegui abafar o grito de surpresa e de dor.

     - Respira - ele falou me beijando - leve o tempo que for preciso pra se acostumar.

     E eu levei mais do que eu precisava pra me acostumar. E durante esse tempo comecei a me arrepender de algumas escolhas que fiz na vida, a que eu mais me arrependia era de ter inventado de fazer isso. Ao contrário do que já haviam me dito, a dor não passava. Estava difícil, na verdade impossível apreciar o que acontecia. Mas aí ele começou a se mover bem lentamente. E eu retirei todas as palavras que tinha praguejado mentalmente.

     MATTHEW

     Com o tempo ela foi pegando o ritmo e no final estávamos nos movimentando freneticamente, suados em busca do clímax. Não dava pra saber quando terminava a minha respiração e começava a dela.

AMANDA

      Ainda estávamos tentando normalizar nosso ritmo respiratório e eu não sentia meu corpo. Era como se eu flutuasse em meio às nuvens.

     - Como está se sentindo? - eu demorei conseguir responder.

     - Como se estivesse nas nuvens. Seu colchão é muito bom - brinquei.

     - Meu colchão?! - não sei se ele estava surpreso com minha resposta ou estava brincando.

     - É, ele é maravilhoso!

     - Só ele? - fingi pensar.

     - Pensando bem o dono dele também é - falei enquanto ele me abraçava.

     - Ainda sente dor? - me mechi pra ver se ainda sentia alguma coisa.

     - Um pouco - na verdade não era só um pouco. Ele se levantou, saiu do quarto e depois voltou com um remédio pra dor que eu prontamente tomei.

     - Vou te prescrever esse remédio, você vai tomá-lo a cada seis horas e te aconselho a procurar um ginincologista o que foi?

     - Sempre quis ver você no modo médico - ele riu e tornou a me abraçar.

     - Você me viu naquele dia que foi no hospital.

     - Estava com a cabeça cheia demais pra poder apreciar.

     - Então quer dizer que a senhorita tem uma fantasia?!

     - Talvez - respondi bocejando. Ele riu novamente.

     - Tudo bem, agora vamos descansar. Depois conversamos sobre suas possíveis fantasias - nem respondi porque no segundo seguinte eu já estava dormindo.

Aguardando a FelicidadeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora