Como prometido estou voltando com o livro, só vou pedir que tenham um pouquinho de paciência comigo e com o livro.
É isso... Bjus e boa leitura
- Matthew... Eu... - minha garganta ficou tão apertada que não passava nem ar.
Ele não fez nada, nem um comentário; só ficou ali esperando pacientemente. E quando eu respirei fundo e abri a boca pra falar, desceu uma lágrima do meu olho, no segundo seguinte ele estava do meu lado.
- Não chora - ele secou com os dedos a lágrima que descia pelo meu rosto.
- É que... - tentei falar de novo e ai que as lágrimas desceram mesmo.
- O que está acontecendo? - ele perguntou.
- Eu não sei o que vou fazer agora, eu não sei mesmo.
- Vem comigo Amanda, você e o Louis estarão seguros.
- Nós temos tando o que conversar e duvido que vai me deixar ficar lá depois que tivermos essa conversa.
- Amanda não se preocupe com isso, eu estou te chamando pra ir pra minha casa, de maneira nenhuma eu vou te colocar pra fora!
- Duvido! - ele me soltou e pegou minhas malas.
- Duvidando ou não vamos embora, o ar de hospital não faz bem pro seu filho. Vamos.
Sem ter mais com o que contra argumentar eu o segui até o lado de fora do hospital.
- Me espera lá dentro da recepção enquanto vou buscar meu carro, o sol está muito forte.
Me sentei na recepção com meu filho enquanto esperava o Matthew voltar e fiquei assistindo ao noticiário, quão foi a minha surpresa quando me vi passando na tv. Quase infartei de susto!
- Vamos?! - o Matthew apareceu.
- Por que eu estou no noticiário?
- Eles divulgaram o caso na esperança de que se alguem viu os seus sequestradores em algum lugar denuncie. Que cara é essa Amanda?
- Eles tem que tirar isso do ar - comecei a surtar.
- Por que?
- Não - praticamente sussurei - tem que tirar isso do ar - me virei pro Matthew - me ajuda, você pode fazer alguma coisa?
- Eu até posso tentar, mas...
- Por favor - implorei.
- Eu vou conversar com meu tio.
Eu até poderia esta paranóica, mas não ia arriscar de jeito nenhum deixar que aquilo ficasse semanas no ar e correr o risco daquele psicopata ver e descobrir onde eu estava.
...
- Você se mudou? - perguntei quando ele parou em frente uma casa e não no prédio dele.
- A algumas semanas.
- Eu preciso ir na minha casa pegar as coisas do meu bebê.
- Não se preocupe com isso, depois vamos até lá.
Entrei na casa dele e quão foi a minha surpresa quando descobri que tinha um quarto de bebê. Na hora entrei em pânico, se tinha um quarto de bebê pronto significava que ele sabia alguma coisa.
- Gostou? - ele apareceu do nada atrás de mim.
- Sim, é bem bonito.
- Os antigos donos deixaram a mobília e como minha irmã é bebê resolvi manter ela enquanto a reforma da casa não chega no segundo andar - que alívio - a propósito, a obra está um pouco barulhenta. Você se importa? Se quiser podemos ir pro meu apartamento.
- Não, de maneira alguma, aqui está ótimo.
- Bom, então fique a vontade enquanto eu preparo alguma coisa pra comermos.
Desfiz as malas que tinha trago do hospital, tomei um banho, dei um banho no meu bebê e fui dormir um pouco. Acordei com o Matthew me cutucando com o pé.
- Tá fazendo o que deitada ai no chão?
- Descansando um pouquinho.
- Me desculpe, acabei de me lembrar que não te mostrei o seu quarto.
Ele abriu uma porta no quarto do Louis, ela dava pra outro quarto enorme, não tinha nada nele a não ser uma cama.
- Como eu já disse, estamos em reforma, então além do meu só tem esse quarto com cama.
- Não tem problema, tá ótimo pra mim - e estava mesmo.
- Meu quarto é aqui - ele falou abrindo a porta que dava pro corredor e me mostrou a porta do outro lado - quando precisar de mim é só chamar.
- Ok.
- O banheiro fica ali - ele apontou pra uma porta no fundo do quarto - tem uma banheira e alguns produtos de bebê da minha irmã no banheiro principal, se você quiser usar fique a vontade.
- Obrigada.
Ele foi buscar roupa de cama pra mim enquanto eu trazia minhas coisas do quarto do Louis pro meu quarto e pensava na ironia do destino.
Eu fugi durante bastante tempo do Matthew como se estivesse fugindo do próprio diabo, e agora estava praticamente morando com ele.
...
- Com licença - ele entrou no meu quarto carregando uma bandeja - você precisa comer, daqui a pouco a Yuna virá arrumar sua cama.
- Não precisa - falei me levantando da cama.
- Não precisa o que? Comer? Precisa sim.
- Não precisa a Yuna vir arrumar minha cama, eu mesma posso fazer isso.
- Você precisa descansar, não deve fazer muito esforço ou seus pés não vão sarar.
- Arrumar minha cama não é fazer muito esforço - falei enquanto ele colocava a bandeja no meu colo.
- É sim, mas não vou discutir.
Comi a comida que ele tinha feito pra mim e estava maravilhosa, ele tinha o dom, o tempero estava excelente, a carne no ponto certo, tudo maravilhoso. Eu podia facilmente me acostumar com tudo isso.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Aguardando a Felicidade
RomanceAmanda tem 19 anos e trabalha na empresa R&W. Em uma visita a uma amiga de trabalho acaba conhecendo o primo do seu chefe. Vários encontros e uma noite. Uma noite. Foi o suficiente pra gerar uma nova vida. Mas por causa de um desentendimento ele fo...
