Capítulo 45

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Olhem só quem postou no dia serto, que milagre. Estou surpreendida comigo mesma!😁

Só pra saberem, tentarei postar toda segunda e talvez em algum outro dia da semana também... bjuu

    Já tinha umas duas semanas que estávamos ali e nessas duas semanas eles nos alimentavam umas duas  vezes por dia, as vezes de manhã e a tarde, era sempre macarrão instantâneo, e teve dias que eles nem cozinharam.

      - Luma - chamei ela baixinho.

      - Sim.

      - Eles saíram.

      - E...?

      - E a oportunidade perfeita para fugirmos.

      - E mui...-eu interrompi ela.

      - Não fico aqui nem por mais um minuto - me levantei e comecei a por meu plano de fuga em pratica.

      - E por onde vai sair?

      - Pela janela.

      - Um porão com janela?!

      - Ela é minúscula, mas já perdi tanto peso nessas duas semanas que consigo passar por ela. Depois eu volto pra te buscar - eu tava parecendo um palito. Não era tão magra assim desde de que eu tinha sete anos.

      - Amanda - ela cochichou.

      - Shh.

      Eu demorei umas meia hora pra conseguir passar pela janela, que dava pra um quintalzinho no fundo da casa. Me esgueirei pelos cantos, olhando pela janela pra ver se ainda tinha alguém na casa. Depois de me certificar de que não tinha ninguém na casa, entrei por uma janela que não estava trancada e já fui logo procurando alguma coisa pra me defender caso alguém chegasse de repente.

     Já tinha achado a caixa de ferramentas e procurava nela algo com que eu pudesse arrombar a porta do porão quando ouvi um barulho vindo de cima. Minha primeira reação foi correr e me esconder, mas depois percebi que era um choramimgo de uma criança e me lembrei que eles tinham pegado os outros filhos da Luma também.

     Descobrir onde eles estavam, os peguei e levei pra sala, logo depois corri até o porão pra buscar a Luma.

      - Luma vem, corre - chamei.

      - Caso se esqueceu, eu não enxergo.

      - Me desculpe - fui até ela e a segurei pelo braço - vem eu te ajudo.

      - A bolsa - eu peguei a bolsa do bebê dela e coloquei em seu ombro. 

      - É melhor eu levar o bebê - ela concordou e eu tirei o canguru dela e coloquei em mim  - vem, as crianças estão lá em cima.

      - MEUS FILHOS -  ela gritou.

      - Não grita.

      - Desculpe - ela cochichou - meus filhos?!

      - Sim, os próprios! Agora vamos pegá-los e dar o fora daqui.

      Subimos um pequeno lance de escadas, depois coloquei sentada no que restava de um sofá decrépito enquanto ia pegar as crianças que estavam na outra sala, assim que viram ela a garotinha começou a chorar sendo seguida pelo irmão.

      - Essa é a Maitte - falei enquanto a garotinha grudava nas pernas dela em meio a soluços.

      - Mamãe - a Maitte falou entre o choro.

Aguardando a FelicidadeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora